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terça-feira, 25 de outubro de 2016

Eclâmpsia: sintomas, tratamentos e causas

O que é Eclâmpsia?

Sinônimos: toxemia com consulvões
Eclâmpsia é uma condição rara, mas grave, que provoca convulsões durante a gravidez. A eclâmpsia afeta cerca de uma em cada 2 mil a 3 mil gestações, e pode afetar qualquer gestante, mesmo quem não tem um histórico de convulsões.

Causas

A eclâmpsia é uma complicação grave da pré-eclâmpsia, que ocorre quando a pressão arterial está elevada (acima de 140/90 mmHg) a qualquer momento após a sua 20ª semana de gravidez, com desaparecimento até 12 semanas pós-parto. Além da pressão arterial elevada, outras complicações como excesso de proteína na urina ouinsuficiência hepática devem acontecer para se ter o diagnóstico de pré-eclâmpsia.
Se a pré-eclâmpsia se agrava e afeta o cérebro, causando convulsões ou coma, você desenvolveu eclâmpsia. A causa exata da pré-eclâmpsia é desconhecida.
Acredita-se que a pré-eclâmpsia começa na placenta - o órgão que nutre o feto durante a gravidez. No início da gestação, novos vasos sanguíneos se desenvolvem e evoluem para enviar eficientemente o sangue para a placenta. Em mulheres com pré-eclâmpsia, estes vasos sanguíneos não parecem desenvolver-se adequadamente. Eles são mais estreitos do que os vasos sanguíneos normais e reagem de forma diferente à sinalização hormonal, o que limita a quantidade de sangue que pode fluir através delas.
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Gravidez tardia: riscos aumentam após os 35 anos de idade
As causas deste desenvolvimento anormal podem incluir:
  • Fluxo sanguíneo insuficiente para o útero
  • Danos aos vasos sanguíneos
  • Um problema com o sistema imunológico
  • Certos genes
  • Outros distúrbios de pressão arterial elevada durante a gravidez.

Fatores de risco

Se você tem ou já teve pré-eclâmpsia grave, você pode estar em risco de eclâmpsia. Outros fatores de risco incluem:
  • Histórico familiar de eclâmpsia
  • Primeira gravidez
  • Idade, sendo que o risco é maior após os 35 anos
  • Gravidez múltipla
  • Intervalo de 10 anos ou mais entre as gestações.
A presença de outras doenças também pode aumentar o risco de eclâmpsia, como:
  • Obesidade
  • Hipertensão
  • Enxaqueca
  • Diabetes tipo 1 ou diabetes tipo 2
  • Doença renal
  • Tendência a desenvolver coágulos de sangue
  • Uma doença autoimune, como a artrite reumatóide, escleroderma e lúpus.

 sintomas

Sintomas de Eclâmpsia

Os sintomas comuns de eclâmpsia são:
  • Convulsões
  • Perda de consciência
  • Agitação
  • Dores de cabeça ou dores musculares.

Eclampsia e seu bebê

A pré-eclâmpsia e eclâmpsia afetam a placenta, órgão que fornece oxigênio, sangue e nutrientes para o feto. Quando a pressão arterial elevada reduz o fluxo de sangue, a placenta pode ser incapaz de funcionar corretamente. Isso pode levar o bebê a nascer com baixo peso ou outros problemas de saúde. Problemas com a placenta muitas vezes podem antecipar parto. Em casos raros, estas condições pode levar a um bebê natimorto.

Sintomas da pré-eclâmpsia

Você pode não notar um aumento da pressão arterial durante a gravidez até que ela esteja perigosamente alta. Assim, é fundamental para todas as pessoas grávidas agendarem visitas regulares com obstetra e para acompanhar e identificar os sintomas de pré-eclâmpsia precocemente. Entre os primeiros sintomas estão:
  • Rápido ganho de peso, de 2 a 5 quilos em uma única semana
  • Inchaço da face ou extremidades, especialmente as mãos.
Se a pré-eclâmpsia progride, é possível observar outros sintomas, tais como:
  • Dores de cabeça
  • Alterações da visão (visão turva, visão dupla, vendo pontos de luz)
  • Dor abdominal, especialmente no canto superior direito ou no meio abdômen
  • Urinar com menos frequência
  • Falta de ar
  • Náuseas ou vômitos
  • Confusão
  • Convulsões.

Buscando ajuda médica

Certifique-se de fazer as consultas pré-natais para monitorar sua pressão arterial. Contate um ou uma obstetra imediatamente ou vá para uma sala de emergência se você tem dores de cabeça, visão turva, dor importante no abdômen ou grave falta de ar.
Como as dores de cabeça, náuseas e dores são sintomas de gravidez comuns, é difícil saber quando novos sintomas são simplesmente parte de estar grávida e quando eles podem indicar um problema sério - especialmente se é a primeira gravidez. Se você está preocupado com os seus sintomas, avise o médico.
Busque atendimento de emergência em casos de:
  • Dores de cabeça ou dores musculares graves
  • Agitação
  • Convulsões
  • Perda de consciência.

 diagnóstico e exames

Diagnóstico de Eclâmpsia

Se você já recebeu o diagnóstico de pré-eclâmpsia ou têm histórico da doença, o médico irá pedir exames para determinar se a pré-eclâmpsia piorou ou tem chances de acontecer novamente. Se você não recebeu esse diagnóstico, mas está preocupada com o risco, o médico irá pedir exames relacionados com a pré-eclâmpsia:
  • Pressão arterial
  • Exames de sangue para determinar contagem de plaquetas e funcionamento do fígado e rins
  • Exames de urina, para identificar altos níveis de proteína
  • Ultrassom fetal com Doppler, para saber como está o bebê
  • Verificar a frequência cardíaca do bebê.

 tratamento e cuidados

Tratamento de Eclâmpsia

O parto é a única forma de curar a eclâmpsia. Se você desenvolver eclâmpsia, o médico pode antecipar o parto, dependendo de quão longe você está em sua gravidez. Parto prematuro pode ocorrer entre 32 e 36 semanas de gravidez, se surgirem sintomas de risco de vida ou se a medicação não funcionar.

Medicamentos

Medicamentos para prevenir convulsões (anticonvulsivantes) podem ser usados. Se você tem pressão arterial elevada, a medicação para abaixá-la também pode ser administrada.

Mudanças de estilo de vida

Toda gestante hipertensa ou com alto risco de hipertensão deve inicialmente fazer mudanças em seu estilo de vida, como ingerir pouco sódio, manter o peso, dormir adequadamente e fazer caminhada regularmente. Se, mesmo com a adoção desses hábitos, a pressão persistir alta, deve-se fazer uso de medicamentos.
O repouso absoluto pode ser recomendado, com a gestante deitada sobre o lado esquerdo do corpo tempo todo ou a maior parte do tempo.

Hospitalização

Eclâmpsia na maioria dos casos exige hospitalização. No hospital, seu bebê será monitorado, o volume de líquido amniótico e o estudo Doppler dos vasos maternos e fetais medido frequentemente. A falta de líquido amniótico e alteração do estudo Doppler é um sinal de que o fornecimento de sangue para o bebê está deficiente.

Parto

Se o diagnóstico da pré-eclâmpsia ocorre perto do fim da sua gravidez, pode ser recomendada uma indução do trabalho de parto. As condições do colo uterino - se está começando a abrir (dilatar), afinar e suavizar (amadurecer) - também podem ser um fator para determinar se ou quando o trabalho será induzido.
Em casos graves, pode não ser possível considerar a idade gestacional do seu bebê ou as condições do seu colo do útero. Se não for possível esperar, o médico pode induzir o parto ou agendar uma cesárea. Durante o parto, você pode receber sulfato de magnésio por via intravenosa para prevenir novas convulsões.

Após o parto

Após o parto, deve-se esperar a pressão arterial voltar ao normal dentro de 12 semanas, mas geralmente isso ocorre muito mais cedo. Se a paciente precisar de medicação para aliviar a dor após o parto, confira com o médico o que pode ser ou não ingerido. A eclâmpsia pode exigir que você fique mais tempo no hospital depois de dar à luz. A doença geralmente não aumenta o risco de pressão alta no futuro.

Medicamentos para Eclâmpsia

Os medicamentos mais usados para o tratamento de eclâmpsia são:
Somente um médico pode dizer qual o medicamento mais indicado para o seu caso, bem como a dosagem correta e a duração do tratamento. Siga sempre à risca as orientações do seu médico e NUNCA se automedique. Não interrompa o uso do medicamento sem consultar um médico antes e, se tomá-lo mais de uma vez ou em quantidades muito maiores do que a prescrita, siga as instruções na bula.

 convivendo (prognóstico)

Complicações possíveis

Quanto mais grave a eclâmpsia for e quanto mais cedo ela ocorre, maiores serão os riscos para a gestante e seu bebê. A eclâmpsia pode exigir trabalho de parto induzido ou parto cirúrgico (cesariana). Se você tiver eclâmpsia grave ou estiver com menos de 30 semanas de gestação, uma cesárea pode ser necessária.
As complicações da pré-eclâmpsia e eclâmpsia podem incluir:
  • Falta de fluxo sanguíneo para a placenta
  • Descolamento prematuro da placenta
  • Síndrome HELLP, caracterizada pela elevação das enzimas hepáticas e baixa contagem de plaquetas
  • Doença cardiovascular no futuro.

Expectativas

Descobrir que você tem uma complicação potencialmente grave da gravidez pode ser assustador. Se o diagnóstico de eclâmpsia acontece no final de sua gravidez pode ser preocupante, uma vez que o parto pode começar a ser induzido imediatamente. Se você é diagnosticado mais cedo em sua gravidez, você pode ter várias semanas para se preocupar com a saúde do seu bebê.
Grupos de suporte e materiais informativos podem ajudar a entender melhor essa condição. Além de conversar com o médico, faça alguma pesquisa. Certifique-se de entender quando é necessário buscar ajuda médica, como você deve monitorar o bebê e sua condição.

 prevenção

Prevenção

A pré-eclâmpsia, que pode evoluir para eclampsia, pode interferir com a capacidade da placenta de fornecer oxigênio e nutrição para o feto. Como não se sabe exatamente qual a causa da pré-eclâmpsia, é muito difícil saber como evitá-la. Mas uma vez que a pré-eclâmpsia foi identificada, existem passos que você pode tomar para evitar a eclâmpsia. Estes incluem:
  • Repouso
  • Monitorização cuidadosa da mãe e do bebê
  • Parto quando necessário.
Uma vez que o bebê nasceu, a pressão arterial deve voltar ao normal.

 

 fontes e referências

  • Federação Brasileira das Associações de Ginecologista e Obstetrícia Associação de Ginecologista e Obstetrícia do Estado de São Paulo Dra. Viviane Lopes, ginecologista e obstetra do Femme Laboratório da Mulher e mestre em Obstetrícia pela UNIFESP - CRM SP 105166
Pré-eclâmpsia é um distúrbio que afeta cerca de 5% das mulheres grávidas. Ela pode ser classificada como uma "disfunção dos vasos sanguíneos", nas palavras do especialista Javier Miguelez. 

O diagnóstico da pré-eclâmpsia é difícil, mas os médicos estão cada vez mais atentos e as pesquisas vêm avançando. 

Pré-eclâmpsia

Quais são os sinais de pré-eclâmpsia?

Os sinais mais conhecidos são o aumento da pressão arterial e a presença de proteína na urina após 20 semanas de gestação. Mas a pré-eclâmpsia pode existir mesmo sem esses sinais.

O mais comum é que o problema apareça depois da 37a semana. Mas, na realidade, pode acontecer em qualquer época da segunda metade da gravidez, incluindo durante o parto ou depois (geralmente nas primeiras 48 horas). 

A pré-eclâmpsia pode ter manifestações em vários órgãos da grávida, algumas bem graves, ou na placenta, causando a restrição do crescimento do bebê

A solução para o problema é fazer o bebê nascer. Por isso, ela pode resultar em um nascimento prematuro. 

Até é possível ter sintomas de pré-eclâmpsia antes de 20 semanas, mas somente em casos mais raros, como nos de uma gravidez molar.

A pré-eclâmpsia pode progredir de maneira lenta ou rápida. Os casos rápidos são os mais graves e preocupantes.

Qual é o tratamento para a pré-eclâmpsia?

Se você tiver pré-eclâmpsia, terá de medir sua pressão com frequência e fazer exames de urina, para verificar a presença de proteína. 

Hormônios podem ser medidos no seu sangue para avaliar o risco de agravamento da pré-eclâmpsia. Além disso, outros exames podem ser realizados para avaliar outros órgãos, como o funcionamento do fígado.

Se os médicos considerarem que há riscos, é possível que você seja internada e receba remédios para controlar o problema (que não prejudicarão o bebê).
O médico poderá receitar uma alimentação com restrição de sal e açúcar.

O bebê também será monitorado e a, qualquer sinal de que ele não está crescendo como deveria ou que o volume de líquido amniótico esteja diminuindo, ou ainda se o seu estado piorar, o médico vai realizar o parto. 

Isso pode ser feito mesmo que seja antes da hora, por cesariana ou indução do parto normal.

A única "cura" para a pré-eclâmpsia é o nascimento do bebê. Mas a mãe continua a ser observada depois que o bebê nasce, até na UTI, porque ainda há algum risco para ela nos dias seguintes.

O que vai acontecer com a pré-eclâmpsia depois que o bebê nascer?

Depois do parto, a pressão arterial normalmente volta ao normal, mas pode ser que leve semanas para isso acontecer. O inchaço nas mãos e nos pés também pode permanecer por algum tempo. 
Nas primeiras 48 horas depois do parto sua saúde será monitorada de perto, e será preciso dar atenção à pressão por algum tempo depois que você for para casa. 

Quais são os riscos da pré-eclâmpsia?

A pré-eclâmpsia pode ser leve ou grave. Quando se torna grave, pode afetar vários sistemas do corpo. Como ela reduz o fluxo de sangue para a placenta, é perigosa para o bebê, restringindo o crescimento dele.

Além disso, se a pré-eclâmpsia evoluir para a eclâmpsia, a pressão arterial sobe demais, colocando mãe e bebê em grande risco. 

A eclâmpsia pode causar convulsões, que podem levar ao coma e até ser fatais. Quando acontece, a eclâmpsia ocorre no finalzinho da gravidez ou logo depois do parto.

Uma outra complicação é a síndrome de Hellp, que provoca problemas sanguíneos e dificulta a coagulação do sangue. 

Há pessoas mais propensas à pré-eclâmpsia?

Embora a causa exata da pré-eclâmpsia não seja conhecida, já foram definidos fatores de risco. A probabilidade é maior na primeira gravidez ou quando há um espaço de pelo menos dez anos entre duas gestações. 

Também elevam o risco:
  • Idade acima de 40 anos ou abaixo de 20 anos
  • Obesidade antes da gravidez, com um IMC de 30 ou mais
  • Problema crônico de saúde que afete o sistema circulatório, como hipertensão, lúpus, problemas renais ou diabete
  • Gravidez de gêmeos ou mais
  • Parente próximo com histórico de pré-eclâmpsia (especialmente mãe ou irmã)
  • Diagnóstico anterior de pré-eclâmpsia -- uma em cada cinco mulheres apresenta o problema de novo
  • Se o parceiro for diferente entre uma gravidez e outra, a mulher volta a ter risco como se fosse uma primeira gestação, mesmo que não tenha apresentado pré-eclâmpsia.

O que posso fazer para evitar a pré-eclâmpsia?

Infelizmente, não existe um método garantido para evitar a pré-eclâmpsia. O melhor jeito é fazer direitinho o pré-natal e acompanhar com cuidado a gravidez e a pressão arterial. 

Estudos vêm mostrando que a administração de baixas doses de aspirina desde o primeiro trimestre da gravidez, em casos específicos de risco, conseguem diminuir a ocorrência de pré-eclâmpsia grave. 

Sinais como a presença de incisura e os níveis do hormônio PLGF no sangue com 12 semanas de gravidez podem indicar se há um risco maior.

Quem tem fatores de risco ou já teve pré-eclâmpsia antes terá a gestação acompanhada de perto, com consultas mais frequentes no fim da gravidez, para detectar o problema o mais cedo possível, se ele aparecer. 

O ganho de peso também será controlado com atenção pelo médico. 



http://brasil.babycenter.com/a700346/pr%25C3%25A9-ecl%25C3%25A2mpsia#ixzz4O7jmJ72l

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