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terça-feira, 20 de outubro de 2015

5 crueldades que são feitas em nome da culinária


por Lucas Franco
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A maioria de nós ama um bom e suculento bife ou um frango assado bem douradinho, não é? Infelizmente, não é segredo para ninguém a forma cruel como muitos matadouros tratam os animais que vão parar nas mesas das pessoas. É um caso revoltante que, no entanto, não chega nem aos pés de algumas das crueldades que são feitas em nome da alta gastronomia.
Programas culinários como o Master Chef ou o Cozinha Sob Pressão foram capazes de transformar chefs de cozinha em verdadeiras celebridades e elevar o gosto pela alta gastronomia a um nível de alcance pouco visto no Brasil. Tudo isto trouxe a tona algumas questões, como o caso do Foie Gras, que se tornou polêmico no estado de São Paulo. Elas se referem à crueldade com a qual são tratados alguns animais antes de se tornarem pratos gourmet. Seja em nome de uma tradição milenar ou em nome da culinária, estas são algumas das piores crueldades cometidas por chefs de cozinha.

5 – Ikizukuri

Origem: Japão
Imagina chegar ao Japão, entrar em um restaurante de sushi e assistir, incrédulo, enquanto o cozinheiro pega um peixe (vivo!) em um tanque e começa a cortá-lo bem diante de seus olhos. O peixe, ainda se debatendo, é jogado em seu prato. E aí, qual seria a sua reação? Será que teria coragem de comer?
“Ikizukuri”, quando traduzido ao pé da letra, significa “preparado vivo”, e é bem fiel a isto. O chef retira parcialmente os intestinos, corta o peixe, tempera, e está pronta a iguaria. O truque é cortar o peixe sem matá-lo. O animal é servido com o coração exposto e batendo, guelras trabalhando, se esforçando para respirar e morrendo aos poucos. Uma variação ainda mais cruel do prato é o Yin Yang Fish, dos chineses, que consiste em mergulhar um peixe em óleo quente para fritá-lo vivo – e sofrendo no processo.

4 – Feng Gan Ji

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Origem: Tibete e China
Mais uma tradução literal e bem precisa do prato: Feng Gan Ji quer dizer “galinha seca ao vento”. Para prepará-lo, você basicamente precisa de uma galinha, uma faca e um punhado de temperos, especiarias, ervas e outros ingredientes. Basta pegar a ave,cortá-la na região do intestino, retirar o órgão, colocar os temperos no lugar e costurar de volta. Depois, a galinha é amarrada de cabeça para baixo, ainda consciente, para secar ao vento, até ficar no ponto de preparo.

3 – Ortolan

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Origem: França
Ortolan, mais conhecido como Sombria no Brasil, é um passarinho simpático que mede cerca de seis centímetros de comprimento. Verde-oliva e amarelo, ele ainda apresenta alguns toques de rubi aqui e ali. É o tipo de ave que você colocaria em umagaiola (o que já seria crueldade o suficiente). Infelizmente, a Sombria é vítima de um processo cruel que existe há centenas de anos na Europa – em especial na França.
Basicamente, a receita para o prato é a seguinte: após capturar a ave na natureza, fure seus olhos com uma pinça e a coloque em uma gaiola tão apertada que ela nem vai ser capaz de se mover. Mantenha-a em uma dieta pesada de milho, uvas e figos até ela ficar de duas ou quatro vezes seu tamanho original, e depois afogue-a em uma taça deArmagnac. Depois de assar a ave por seis a oito minutos, o consumidor deve colocá-la inteira na boca. Isto mesmo. A Sombria se come mordendo os ossinhos, vísceras e músculos; tudo junto. O Armagnac nos pulmões explode na mordida e fecha com chave de ouro, segundo os chefs, a iguaria. É um prato tão cruel que as pessoas escondem a boca ao comê-lo – segundo se acredita, para esconder dos olhos de Deus.

2 – Foie Gras

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Origem: França
Também francês, o Foie Gras é um prato que, basicamente, tem um fígado gordo como sua estrela principal. Isto pode soar até normal para algumas pessoas, já que o fígado é um pedaço de carne bastante comum no Brasil. O problema é a forma como as aves, geralmente patos e gansos, são criadas para o abate. Depois de viverem algum tempo no campo, os animais selecionados são levados a um quarto escuro e colocados em compartimentos pequenos, onde são alimentados à força com milho e gordura até o fígado ficar seis vezes maior que o normal.
Isto porque a textura amanteigada do prato é alcançada por meio da introdução de umcano de metal longo pelo esôfago da ave, que é constantemente bombardeado com uma mistura de milho gorduroso que vai parar direto em seu sistema digestivo,ampliando e saturando o fígado com gordura. Claro, as aves se sentem desconfortáveis no processo, motivo pelo qual os criadores as mantem quietinhas em pequenas caixas onde elas mal podem bater suas asas ou ficar de pé. Se tiver estômago, veja uma imagem do processo de criação das aves aqui.

1 – Huo Jia Lu

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Origem: China
Carne de burro é bastante comum na China, tão fácil de ser encontrada quanto carne de porco ou vaca. “Huo Jia Lu” significa “Burro Vivo”. Isto mesmo. O animal tem as pernas amarradas e o corpo pressionado, enquanto os chefs cortam seu corpo cru, servindo imediatamente para os comensais. O animal ainda grita quando eles começam a comer. É bem isto mesmo. Basta cortar o burro e comer o burro. Para ficar pior, ainda existe uma variação mais cruel da iguaria: o Lu Jiao Rou, em que o açougueiro, após cortar a pele do burro, despeja água fervente sobre a carne crua até que fique cozida.

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