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quarta-feira, 22 de abril de 2015

Tudo sobre a arteterapia no combate a depressão e ao suicídio

O que é Arteterapia?

"O homem se torna humano por sua vontade, por  seu compromisso com  a escolha."

   Criar é expressar nossa existência, as emoções humanas mais profundas e a Arteterapia vai lidar com este processo criativo.

   Criar abrange a habilidade em usar o cérebro para alterar, renovar, recombinar os aspectos da vida. Implica em sentir o mundo com vitalidade e fazer um novo uso do que se percebeu. É expressar nossas vivências, sonhos, conforme os sentidos e descobrir novas formas segundo as quais uma sociedade pode ser  construída.
   Criar é querer ser imortal.
   A Arteterapia é o uso da arte como terapia. Embora seja uma atividade milenar, se desenvolveu há cerca de 60 anos. Consiste na criação de material sem preocupação estética e sim apenas de expressar sentimentos. Esta catarse é muito sadia e faz com que o indivíduo se reorganize internamente. A arte é por si só uma atividade regeneradora.
   No processo criativo, a energia do inconsciente se liga a um arquétipo e o expressa numa linguagem simbólica. A arte é um canal para um nível não verbal de percepção que leva ao processo de individuação. Neste processo somos forçados a nos confrontar com diversas facetas de nosso íntimo que estão geralmente em conflito com nossas idéias e comportamento consciente.
  
   A Arteterapia é então uma terapia que através da estimulação da expressão, do desenvolvimento da criatividade. Favorece:
. A liberação de emoções, de conflitos internos, de imagens perturbadoras do inconsciente.
.  Contato com ansiedades, conteúdos reprimidos, medos
.  Coordenação motora
.  Mais e melhores "saídas" no dia a dia
.  O processo de individuação
.  Equilíbrio físico/ mental/ espiritual

São muitos os instrumentos da arteterapia:
Os primários: Água, argila, areia, corpo
Os demais: Desenho, pintura, colagem, sucata, escultura (massa, papel marchê, durepox, etc) costura, tricô, culinária, teatro, dança, literatura, enfim todas as formas de arte.
Existem duas linhas:
A interpretativa - onde se interpreta todo material produzido.
E a não interpretativa - onde o terapeuta não interpreta, embora entenda o conteúdo da criação. A arte por si só é regenerativa, pois libera todos os nossos "fantasmas".

A arteterapia pode ser aplicada:
à empresa ou instituições - neste caso o trabalho visa o desenvolvimento da criatividade, desenvolver o potencial pessoal e a diminuição do stress.
à escola - trabalha o desenvolvimento da criatividade, e o processo que o criar envolve: medo da expressão, do julgamento, ansiedade, auto estima, segurança em grupo ...
ao consultório - vai trabalhar com o processo criativo e o produto da expressão, entendendo melhor o paciente e ajudando-o no processo de integração de si mesmo, o equilíbrio.

Pode atender:
Crianças, adolescentes, adultos, terceira idade, excepcionais em geral  (individual ou grupo)
  Temas tratados na arteterapia:
Auto estima, ,amor incondicionalvalores,  expressão dos sentimentos bloqueados, perdão,capacidade de entrega,  afeto / ternuraagressividade,  contato com o Divino,  autocrítica,  limites,  sexualidade / sensualidade,  quebra da armadura corporal, medo,  produtividadeideais de vida,  criança interior, maldade x bondade masculino x feminino,  natureza instintiva,  morte x imortalidade,  intuição,  unidade do homem com a natureza,  fusão com a totalidade ...
"O homem se torna humano por sua vontade, por  seu compromisso com  a escolha."

   Criar é expressar nossa existência, as emoções humanas mais profundas e a Arteterapia vai lidar com este processo criativo.

   Criar abrange a habilidade em usar o cérebro para alterar, renovar, recombinar os aspectos da vida. Implica em sentir o mundo com vitalidade e fazer um novo uso do que se percebeu. É expressar nossas vivências, sonhos, conforme os sentidos e descobrir novas formas segundo as quais uma sociedade pode ser  construída.
   Criar é querer ser imortal.
   A Arteterapia é o uso da arte como terapia. Embora seja uma atividade milenar, se desenvolveu há cerca de 60 anos. Consiste na criação de material sem preocupação estética e sim apenas de expressar sentimentos. Esta catarse é muito sadia e faz com que o indivíduo se reorganize internamente. A arte é por si só uma atividade regeneradora.
   No processo criativo, a energia do inconsciente se liga a um arquétipo e o expressa numa linguagem simbólica. A arte é um canal para um nível não verbal de percepção que leva ao processo de individuação. Neste processo somos forçados a nos confrontar com diversas facetas de nosso íntimo que estão geralmente em conflito com nossas idéias e comportamento consciente.
  
   A Arteterapia é então uma terapia que através da estimulação da expressão, do desenvolvimento da criatividade. Favorece:
. A liberação de emoções, de conflitos internos, de imagens perturbadoras do inconsciente.
.  Contato com ansiedades, conteúdos reprimidos, medos
.  Coordenação motora
.  Mais e melhores "saídas" no dia a dia
.  O processo de individuação
.  Equilíbrio físico/ mental/ espiritual

São muitos os instrumentos da arteterapia:
Os primários: Água, argila, areia, corpo
Os demais: Desenho, pintura, colagem, sucata, escultura (massa, papel marchê, durepox, etc) costura, tricô, culinária, teatro, dança, literatura, enfim todas as formas de arte.
Existem duas linhas:
A interpretativa - onde se interpreta todo material produzido.
E a não interpretativa - onde o terapeuta não interpreta, embora entenda o conteúdo da criação. A arte por si só é regenerativa, pois libera todos os nossos "fantasmas".

A arteterapia pode ser aplicada:
à empresa ou instituições - neste caso o trabalho visa o desenvolvimento da criatividade, desenvolver o potencial pessoal e a diminuição do stress.
à escola - trabalha o desenvolvimento da criatividade, e o processo que o criar envolve: medo da expressão, do julgamento, ansiedade, auto estima, segurança em grupo ...
ao consultório - vai trabalhar com o processo criativo e o produto da expressão, entendendo melhor o paciente e ajudando-o no processo de integração de si mesmo, o equilíbrio.

Pode atender:
Crianças, adolescentes, adultos, terceira idade, excepcionais em geral  (individual ou grupo)
  Temas tratados na arteterapia:

Auto estima, ,amor incondicionalvalores,  expressão dos sentimentos bloqueados, perdão,capacidade de entrega,  afeto / ternuraagressividade,  contato com o Divino,  autocrítica,  limites,  sexualidade / sensualidade,  quebra da armadura corporal, medo,  produtividadeideais de vida,  criança interior, maldade x bondade masculino x feminino,  natureza instintiva,  morte x imortalidade,  intuição,  unidade do homem com a natureza,  fusão com a totalidade ...

A Arteterapia, bem como a bibliografia específica da área, tem crescido consideravelmente no Brasil nas últimas décadas. Já foram realizados vários congressos nacionais que reuniram arteterapeutas de muitos estados brasileiros, da Europa e EUA, onde é bastante difundida. Desde 1969 foi fundada no Estados Unidos, a American Art Therapy Association o que a caracteriza como profissão neste país e a define como:
A arteterapia baseia-se na crença de que o processo criativo envolvido na atividade artística é terapêutico e enriquecedor da qualidade de vida das pessoas. Arteterapia é o uso terapêutico da atividade artística no contexto de uma relação profissional por pessoas que experienciam doenças, traumas ou dificuldades na vida, assim como por pessoas que buscam desenvolvimento pessoal. Por meio do criar em arte e do refletir sobre os processos e trabalhos artísticos resultantes, pessoas podem ampliar o conhecimento de si e dos outros, aumentar sua auto estima, lidar melhor com sintomas, estresse e experiências traumáticas, desenvolver recursos físicos, cognitivos e emocionais e desfrutar do prazer vitalizador do fazer artístico.
Arteterapeutas são profissionais com treinamento tanto em arte como em terapia. Têm conhecimento sobre o potencial curativo da arte. Utilizam a arte em tratamentos, avaliações e pesquisas, oferecendo consultoria a profissionais de áreas afins. Arteterapeutas trabalham com pessoas de todas as idades, indivíduos, casais famílias, grupos e comunidades. Oferecem seus serviços individualmente e como parte de equipes profissionais, em contextos que incluem saúde mental, reabilitação, instituições médicas, legais, centros de recuperação, programas comunitários, escolas, instituições sociais, empresas, ateliês e prática privada (AATA, 2003 - www.arttherapy.org)
Profª. Otília Rosângela Silva de Souza


Arteterapia
por Crib Tanaka 

Imagine uma sessão de terapia onde o paciente usa fotos, colagens, música e imagens
Quando se fala em terapia, a primeira coisa que vem à cabeça é alguém deitado em um divã e um analista com um bloquinho de anotações. Pare agora para imaginar uma sessão de terapia onde o paciente usa fotos, colagens, música e imagens como discurso e objeto de análise. A Arteterapia funciona assim: a arte dá voz ao que se passa no interior de cada um.
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Princípios
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A Arteterapia é baseada na crença de que os recursos artístico-expressivos contribuem para a expressão e comunicação de sentimentos, pensamentos, vivências, tendo a vantagem de quebrar a barreira da palavra.
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"A linguagem simbólica, que é a da arte, é a mesma "falada" pelo inconsciente. Para algo fazer sentido é preciso que a dimensão simbólica seja acessada. Quando nos expressamos artisticamente, nos abrimos para um diálogo interior em que o inconsciente mostra o que está nos "bastidores" da psique, nos colocando em contato com sentimentos que estão na base de nossos comportamentos e atitudes, promovendo questionamentos e transformação. Arte ajuda a desenvolver potencialidades que nos tornam mais ricas e integradas", explica Patrícia Pinna Bernardo, coordenadora da Pós-graduação em Arteterapia e da Pós-graduação em Arteterapia Aplicada: saúde, artes, educação e organizações (UNIP).
"A abordagem utiliza recursos como poesia, contos, música, escultura e jogos com foco no desenvolvimento humano ou terapêutico", explica Gislene Nunes Guimarães coordenadora da CENTRARTE - Centro de Estudos em Arteterapia, Psicologia e Educação/FAVI, em Porto Alegre.
_Como funciona?
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Aline Cabral, artesã e arteterapeuta, pontua: "A partir de análise das reuniões iniciais, onde conversamos com o grupo ou com o paciente, partimos para um diagnóstico do que deve ser trabalhado e sugerimos os métodos que poderão ser usados". Tudo varia de acordo com o contexto (hospital, instituição) e com o público (criança, idoso, adulto).
_Patrícia detalha o processo: "As primeiras atividades vão ajudar a pessoa a se sentir confortável e acolhida no espaço terapêutico (formação do vínculo), a se apresentar e olhar para o seu percurso de vida, a se perceber melhor (como ela se vê e se coloca no mundo), a entrar em contato com o que pede a sua atenção especial (o conflito atual). Ou seja, é feito o diagnóstico do que a pessoa precisa trabalhar em si. Depois o arteterapeuta propõe atividades que ajudem no trabalho dessas questões. A pessoa também pode sugerir as técnicas (pintura, modelagem, colagem etc)".
_Aline cita como exemplo o trabalho que desenvolveu em uma instituição voltada a recuperação de viciados: "Eles falavam da saudade que sentiam de suas origens, a atual falta de identidade e a busca por um local no mundo. Logo vimos que deveríamos trabalhar o elemento terra, de diferentes maneiras. A partir de um tema sugerido para cada sessão, um trabalho artístico era feito. Em um deles, levamos sementes, areia e usamos em colagens que representassem o que estavam sentindo. Em outro, trabalhamos contos e fomos para o Jardim Botânico, para que vivenciassem realmente características da terra: o cheiro, o contato, a natureza".

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Ela conta que transformações eram percebidas a cada sessão. Se antes eles chegavam receosos e muito desconfiados, aos poucos foram se soltando e se sensibilizando. "A arteterapia provoca uma reação, instiga. Nesse grupo, muitos tinham problema de cognição, não conseguiam formar uma frase inteira, uma linha de pensamento, em decorrência do uso excessivo de drogas. Conseguimos melhorar a autoestima deles pela arte, pelo trabalho manual. Era claro: a cada sessão, a confiança no nosso trabalho e neles mesmos melhorava e se traduzia no próprio asseio e cuidado com higiene e roupas", completa.
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Gislene conta que o trabalho mais marcante foi desenvolvido com um grupo de mulheres vítimas de violência e que, portanto, tinham dificuldade de estabelecer uma relação completa com o outro. "Durante 6 meses, em encontros semanais, foram trabalhadas a criança interior que não recebeu o afeto e cuidado esperado, a adolescente que muito cedo viu que o príncipe era um sapo, diante de uma gravidez precoce. Foi um grande desafio despertar do sono e da inércia esta mulher adulta, regatando o encantamento de ser responsável pelos seus sonhos e autora do enredo de uma nova história".
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As vantagens da arte como palavra
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A Arteterapia é indicada para crianças e famílias, além de atender indivíduos com deficiência ou perdas decorrentes de patologias. "No caso da terapia familiar, os recursos artístico-expressivos têm a vantagem de diminuir a distância existente entre crianças e adultos, com a criança dispondo de um meio de expressão daquilo que deseja comunicar no setting terapêutico", explica Maíra Bonafé Sei, diretora do conselho da Associação de Arteterapia do Estado de São Paulo.
_Para pacientes que estejam imobilizados ou não possam produzir com as mãos, são aplicados recursos como o músicas, expressão corporal, contos de fadas e mitos. Ou seja: tudo é adequado à limitação de cada um.
_Patrícia complementa: "Os recursos facilitam a expressão de sentimentos, podendo acelerar muitas vezes o processo terapêutico. Para pessoas que apresentem dificuldades em colocar em palavras o que estão vivenciando e sentindo, como em casos traumáticos (violência, abuso, luto), e entre crianças e adolescentes, para quem geralmente é mais fácil se expressar através da linguagem não-verbal, a Arteterapia oferece uma linguagem mais acessível, trazendo a dimensão do prazer aliada ao processo terapêutico, o que ajuda a tratar questões que, de outra forma, seriam extremamente dolorosas de trabalhar".
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Seria então a Arteterapia mais indicada para os introspectivos? Patricia responde: "Ela tanto ajuda pessoas mais introspectivas a se expressarem de forma mais fluída, quanto ajuda pessoas menos introspectivas a silenciarem a sua mente e ouvir mais o seu coração, o seu inconsciente, sendo indicada em ambos os casos".

O QUE É A ARTETERAPIA DE ABORDAGEM JUNGUIANA???

Por : Bárbara Gehrke Rohde, Psicóloga e Arteterapeuta – CRP 07/15404
Primeiramente vamos pensar na arte como forma de expressão do ser humano. Poderíamos supor que o homem das cavernas já utilizava a arte como meio de catarse, uma forma de colocar pra fora seus sentimentos e emoções. E muitas foram às manifestações de dor, angústias, luta, morte, vitórias e alegrias representadas nas paredes das cavernas (pinturas rupestres), o que nos faz pensar em projeções do inconsciente representadas por imagens e símbolos. “A arte é quase tão antiga quanto o homem” (Fischer 1971, p. 21).
As artes em geral têm o poder de alcançar emoções profundas, como refere Brown (2000), elas podem mudar a maneira como você se sente em relação ao mundo e a si mesmo. A arteterapia consegue examinar a forma como você olha para si mesmo e para o mundo. Seja trabalhando com argila, palavras ou teclas de um piano, um artista constrói um mundo de símbolos que libera emoções e idéias. Todos nós temos símbolos que representam nossos pensamentos e sentimentos.
Pessoalmente, considero a arteterapia uma “ferramenta a mais” para meu trabalho com psicoterapia. Um processo terapêutico de utilização da arte, que incluo o relaxamento, meditação, pintura, modelagem, desenho, costura, dança, teatro, marionetes, enfim, toda representação artística. Posso utilizá-la em psicoterapia individual, de grupo, com diferentes idades e tipos psicológicos, facilitando o entendimento do sujeito desde a anamnese até o tratamento psíquico em si. É utilizada em escolas, organizações e na área clínica (hospitais, consultórios, instituições psiquiátricas, etc). E também por profissionais da área da saúde, educação e artes.
Trabalho com a arteterapia de abordagem Junguiana, sobre esta, aponta Philippini (2000), que Jung, em sua obra, descreveu amplamente como, nas culturas mais diversas, etapas do processo de individuação eram codificadas em símbolos com temáticas similares e estas representações do inconsciente coletivo repetidas em mitos, contos, tradições religiosas, tratados alquímicos e ritos de passagem de locais geograficamente distantes. Estas imagens recorrentes em toda a humanidade reaparecem em sonhos, desenhos, pinturas, esculturas e nos símbolos produzidos através da imaginação ativa e nas técnicas de visualização e meditação.
Psicologia e Arte: “Apesar de sua incomensurabilidade existe uma estreita conexão entre esses dois campos que pede uma análise direta. Essa relação baseia-se no fato de a arte, em sua manifestação, ser uma atividade psicológica e, como tal, pode e deve ser submetida a considerações de cunho psicológico; pois, sob este aspecto, ela, como toda atividade humana oriunda de causas psicológicas, é objeto da psicologia” (Jung, 1971, p.54).
Conforme Philippini (2000), a arteterapia resgata a promoção, a prevenção e a expansão da saúde. A arteterapia auxilia a resgatar desbloquear e fortalecer potenciais criativos, através de formas de expressão diversas, ademais facilita que cada um encontre, comunique e expanda a seu próprio caminho criativo e singular, favorecendo a expressão, a revelação e o reconhecimento do mundo interno e inconsciente. Destaca ainda, que em arteterapia com abordagem Junguiana, o caminho será fornecer suportes materiais adequados para que a energia psíquica plasme símbolos em criações diversas. Estas produções simbólicas retratam múltiplos estágios da psique, ativando e realizando a comunicação entre inconsciente e consciente. Este processo colabora para a compreensão e resolução de estados afetivos conflitivos, favorecendo a estruturação e expansão da personalidade através do processo criativo.
E Osório (in Valladares, 2003) salienta que a arteterapia é uma prática terapêutica que trabalha com a intersecção de vários saberes, como educação, saúde e ciência, buscando resgatar a dimensão integral do homem. A arte se propõe a algo pessoal e único, e expressa a linguagem do inconsciente.
Segundo Valladares (2003), a arteterapia na teoria Junguiana, propicia o fornecimento de materiais expressivos diversos e adequados para a criação de símbolos presentes no universo imagético singular de cada cliente, universo que se traduz em produções simbólicas que retratam estruturas psíquicas internas do inconsciente pessoal e coletivo. A arteterapia facilita a entrada no psiquismo humano por infinitas possibilidades da arte e através da linha Junguiana o surgimento dos símbolos abre caminho para o trabalho do arteterapeuta.
E finalmente é importante lembrar que somente psicólogos ou psiquiatras com formação em psicoterapia poderão utilizar a arteterapia na psicoterapia, sobre isto, Païn (1996), sublinha que a arte em psicoterapia é realizada, sobretudo, por profissionais específicos da psicologia. Freqüentemente, neste processo, considera-se a atividade plástica secundária, pois o efeito terapêutico sobrevém somente das trocas verbais em torno do conteúdo da obra. Utiliza-se a expressão plástica, neste caso, como meio de atender a comunicação verbal ou como a única maneira de estabelecer uma comunicação, caso em que a representação simbólica é ignorada.
Não precisamos ser artistas ou conhecer as técnicas das artes para fazer arteterapia, basta ter motivação para o autoconhecimento.
REFERÊNCIAS:
Brown, D. (2000). Arte Terapia: fundamentos. São Paulo: Vitória Régia.
Fischer, E. (1971). A necessidade da arte. (3ª ed.) Rio de Janeiro: Zahar Editores.
Jung, C. G. (1971). O espírito na arte e na ciência. (3ª ed.) Petrópolis: Vozes.
Païn, S. e Jarreau, G. (1996). Teoria e técnica da arte-terapia: a compreensão do sujeito. Porto Alegre: Artes Médicas.
Philippini, A. (2000). Cartografias da coragem: Rotas em Arte Terapia. Rio de Janeiro: Pomar.
Valladares, A.C.A. (2003). Arteterapia com crianças hospitalizadas. Dissertação de Mestrado não publicada, Universidade de São Paulo, São Paulo, SP, Brasil.

A quem se destina a arteterapia?

A arte e terapia destina-se a todos os que pretendem usar a arte como uma forma de expressão e com ela libertar o seu mundo mais oprimido através da expressão artistica.
  • Gestores e funcionários sob pressão
  • Pessoas que geralmente são stressadas e cansadas
  • Pessoas com problemas de saúde mental
  • Pessoas com dificuldades de aprendizagem severas
  • Crianças e jovens com problemas de conformidade
  • Na escola e com problemas pessoais em casa
  • Pessoas que se sentem sem problemas, mas mesmo assim gostaria de ter a oportunidade de explorar as questões dentro de si

Que habilidades são necessárias?

A resposta é simples: nenhuma. Arte terapia não requer nenhuma habilidade artística específica. O Terapeuta de arte terapia, oferece orientação e apoio ea oportunidade de explorar questões de interesse usando uma variedade de materiais de arte.

Porquê investir em ArteTerapia?

A arte terapia a um nível pessoal é um excelente  meio para explorar e desbloquear as questões internas . É um caminho seguro para expressar sentimentos fortes e por vezes grandes frustrações ou sentimentos auto-destrutivos. A arte terapia é uma excelente fonte que pode ser usada para a libertação de tensões, stress e da ansiedade. É excelente para melhorar a comunicação entre indivíduos, grupos ou equipes profissionais. A arte terapia é, também,  usada para explorar e ajudar a libertar a resistência à mudança. É de especial interesse para as pessoas com dificuldades de comunicação escrita e verbal.
arte e terapia pode ser tido como um excelente  gestor profissional de pessoas vulneráveis na comunidade, Arte Terapia pode ser usado para criar confiança e promover a mudança de vida e aumentar a confiança nas pessoas para as quais temos alguma responsabilidade.
Texto original de Love Dolhpin para o site www.tratamentodadepressao.org
“Reprodução permitida desde que citada autoria e fonte com hiperligação (link)”

A arteterapia nos processos depressivos


A arte é a fada que transmuta e transfigura o mau destino.


(Manuel Bandeira)

Por: Vannda Santana
Revisão: Marcia Vital


Depressão e falta de ânimo

Depressão e falta de ânimo são palavras sintomáticas e são respostas de ações vividas sobre as pressões expostas pelo cotidiano. Diante de tais estados, somos obrigados a definir o que realmente é importante em nossa vida. Que significado estamos buscando para nossa existência – devemos lutar contra o desânimo? – se não quisermos continuar sofrendo. A resposta para tais atitudes deverá partir de uma decisão importante: a sua própria. Se queremos viver deprimidos e estressados ou eleger uma outra forma de olhar a vida. Inicialmente, o estado depressivo funciona como um sinal de alerta, de que algo está acontecendo de errado e que precisamos mudar a forma de agir e de pensar. Portanto, acredita-se que alimentar o ânimo de viver com atividades variadas, buscar motivos que assegurem maior importância ao bem-estar físico e emocional, seria um indicativo para que possamos atingir aquilo que pensamos ser qualidade de vida. A arteterapia, entre tantas outras práticas clínicas, oferece um eficaz instrumento de ajuda que auxilia os mecanismos humanos a evitar consequências psíquicas e físicas, assim como os sérios riscos que poderiam afetar nossa saúde psíquica.


Classificação hipotética dos vários estados da depressão

No quadro de Van Gogh, a depressão se apresenta reproduzida com tintas, cores e gestos e, nos gestos, um traço de total solidãoDepressão que tem sido íntima de artistas e poetas, desde tempos imemoriais, somente começou a receber a devida importância pela medicina a partir das últimas décadas. Nos anos de 1950 a 1960, a doença foi dividida em dois tipos: endógeno e neurótico. Endógena significa que a depressão vem de dentro do corpo, talvez de origem genética ou pode surgir do nada. A neurótica ou reativa tem um fator ambiental de precipitação como a morte de um dos cônjuges ou a perda de alguma coisa significativa: um bichinho de estimação, emprego, amizades e daí por diante. Nos anos de 1970 a 1980, o foco de atenção passou da causa da depressão aos seus efeitos sobre as pessoas atingidas. Isso quer dizer que qualquer que fosse a causa de um caso particular, os sintomas e as funções prejudicadas passariam a ser tratados por especialistas que se propusessem a concordar e diagnosticar como sendo um transtorno depressivo. O DSM-IV exemplifica as várias causas da depressão e afirma ser necessário o acompanhamento médico, assegurando não se tratar de uma sintomatologia banal, embora ainda hoje existam alguns argumentos distintos como em todos os ramos da medicina. Tendo sido vítima de uma antiga visão dicotômica e parcial sobre o ser humano, em que as doenças físicas eram separadas das alterações emocionais, os transtornos depressivos permaneceram, por muitos anos, à margem dos avanços neurocientíficos. Bem mais tarde e, gradativamente, esta visão foi sendo modificada e ampliada. Esse reconhecimento ganhou um novo olhar sobre a depressão. A partir daí, aderiu-se a um novo conceito no qual passou-se a reconhecer a mente e o corpo não mais como entidades separadas, mas, sim, como componentes de um ser humano que deve ser contemplado em toda a sua complexidade. Desse modo, os sintomas somáticos (corporais) são considerados como frequentes em até 94% dos pacientes deprimidos, podendo afetar todos os sistemas do corpo, gerando alterações e disfunções gastrintestinais, cardiológicas, dermatológicas, sexuais e até as mais complexas como as neuroendocrinológicas, vistas, hoje, como comuns. O estado depressivo passou a ser definido por uma alteração persistente do humor, diminuição do prazer nas atividades cotidianas, alterações de sono e apetite e outras alterações, tais como fatigabilidade aumentada, delineando-se em um perfil multifacetado:  sensação de vazio, de tristeza, de desânimo e de falta de sentidos na vida, um conjunto de elementos negativos irão contribuir para a baixa da autoestima do indivíduo e irão afetar, diretamente, o sistema imunológico.

 Por isso mesmo, é muito importante buscar auxílio, tratamento terapêutico ou psiquiátrico, o quanto antes para evitar o prolongamento da doença. O acolhimento familiar também é muito significativo, pois favorece a melhora psíquica. Além do stress emocional, há o stress físico que pode comprometer o indivíduo em quadros de pressão alta; favorecendo ao corpo manter-se num verdadeiro estado de contraturas musculares, o que, sem dúvida, poderia contribuir para um enfarte do miocárdio ou, até mesmo, levar o indivíduo ao suicídio.

E se não tivesse o amor?
E se não tivesse essa dor?
E se não tivesse o sofrer?
E se não tivesse o chorar?
(Caetano Veloso, It’s a long way)


Buscando ajuda à recuperação  

A melhor forma de tratar a depressão seria, em primeiro lugar, buscar ajuda psiquiátrica. E a partir daí, buscar um suporte psicoterapêutico. A arteterapia é sem dúvida, um grande aliado de cura. Não há uma receita mágica que livre o indivíduo de tais desajustes de uma hora para outra. A depressão é um transtorno que passa pela mudança de humor no qual uma pessoa tem pensamentos de extrema tristeza, desesperança, chegando, às vezes, ao desespero, e esses sentimentos costumam interferir na vida diária, como trabalhar, comer ou dormir. Portanto, cuidar em buscar alegrias verdadeiras, juntamente com uma ocupação saudável são algumas indicações que amenizam e podem oferecer caminhos para futuras soluções. Ainda assim, não se garante que se possa estar livre de qualquer sintoma derivado de um stress, porém o que se sabe é que esse agente tão agressor vem afetando grande parte da população contemporânea, causando vários transtornos sociais, assumindo uma espécie de mal do século pela forma como as pessoas são atingidas em sua dinâmica de vida. Leandro A. T. Tavares, autor de A Depressão como “Mal-Estar” Contemporâneo, fez jus à temática que deu origem ao nome de seu livro, vale consultá-lo.


Aliados de prevenção

Acredito no bom senso, no otimismo, no controle das emoções e na capacidade para refletir sobre as adversidades. Em outras palavras, a prevenção envolve, em primeiro lugar, a autoestima e, logo em seguida, uma predisposição para querer fazer algo; algo que sirva como estímulo, algo que acelere os processos de resiliência. De acordo com esse critério, a autoestima induz ao saber viver com resiliência, sobretudo, buscando nutrir o sentido de esperança e acreditar em dias melhores. Vamos explicar uma a uma.


A AUTOESTIMA é uma experiência íntima na qual o próprio indivíduo se vê envolvido ou pela falta ou pelo excesso. É o que ele sente a respeito e no entorno de si mesmo. Exemplificando: é um sentimento que nem todos estarão aptos a vivenciar face às atribuladas exigências cotidianas. A autoestima tem uma ligação direta com o sistema imunológico e com a consciência. Desse modo, a autoestima precisa ser estimulada para produzir a autoconfiança e, por assim dizer, levar o sujeito a confiar nas próprias idéias (autoeficiência),  acreditar mais e saber-se merecedor da felicidade com (auto respeito).

  
RESILIÊNCIA
 significa ser flexível, se autoajudar para voltar ao estado natural o mais rápido possível, buscando algo que possa fazê-lo levantar, sair da inércia, sacudir a poeira e dar a volta por cima (
Paulo Vanzolini). Resiliente é aquele que consegue reconhecer a dor, encontrar um sentido e suportá-la até que seja possível resolver o problema de uma forma positiva. Ser resiliente é buscar o reequilíbrio, enfrentando as circunstâncias com sabedoria e consciência de seu estado. Assim entendido, pode-se considerar que a resiliência é uma combinação de fatores que propiciam ao ser humano condições para esse enfrentamento em busca da superação dos problemas e das adversidades. Há ainda uma outra palavra a ser analisada em seu contexto, trata-se do estímulo que demanda à Esperança e que sem esse  precioso aliado, torna-se mais difícil sair do quadro depressivo, onde a doença impera.


 A ESPERANÇA também nos sugere ajuda, ou seja, alguma ação que nos remeta para a ajuda. O professor e psicólogo C.R. Snyder (1994) nos apresenta uma nova abordagem para o conceito de esperança. O autor referido fala que a esperança seria uma forma para se encontrar novos caminhos, seria um novo rumo frente aos objetivos desejados. Desse modo, podemos dizer que a maior contribuição da Teoria da Esperança de Snyder é salientar o aspecto cognitivo,  ou seja, o foco no processo de crenças e pensamentos envolvidos na esperança. O aspecto emocional será contemplado paralelamente e a esperança contribuirá naturalmente para o fluxo das emoções positivas, de bem estar e de felicidade. Afirmo que, em qualquer situação, onde haja a desesperança, há que se rever as nossas vontades de buscar meios para que se possam atingir resultados positivos: onde há vontade há meios! O autor citado nos diz que temos de investir na esperança para que possamos encontrar caminhos alternativos na eventualidade de obstáculos.

De que forma a Arteterapia pode ir ao encontro dessas necessidades

Como funciona a arteterapia e o que o arterapeuta pode oferecer? A arteterapia se destina a qualquer pessoa, independente do estado e do sintoma apresentado, quer seja físico ou psíquico. A arte é o instrumento de facilitação e libertação de expressões. Seus mecanismos simbólicos oferecem o ajuste das emoções psíquicas. Os instrumentos utilizados na prática do setting da oficina, apresentam variados tipos de materiais: papel, lápis de cor, colagem, cacoterapia, argila, batik, pintura em tecido, técnicas de cobertura em madeiras, confecção de peças de adorno para recriar representações visuais de pensamentos e sentimentos. A Arteterapia pode ser usada como atividade individual ou grupal. Os critérios arteterapêuticos usados através desses processos criativos simbólicos promovem ações facilitadoras para o equilíbrio emocional.

Importante: a arteterapia não busca fazer um artista; não requer nehuma habilidade artística; a arteterapia não impõe nem induz nenhuma atividade técnica; ela apenas utiliza-se dos materiais da arte para facilitar e transformar o sujeito em seus bloqueios. A Arteterapia com seus mecanismos expressivos explora as emoções e os pensamentos profundos, procurando resgatá-los e libertá-los do abismo dos padrões negativos recorrentes. Esses intensos sentimentos, às vezes,  se tornam imensamente dolorosos, impedindo que o indivíduo avance em seus projetos de vida. O arteterapeuta oferece efetiva orientação, apoio e oportunidade.


Bem, de qualquer modo, sempre que houver um problema em nossa vida, teremos de agir, de tomar decisões adequadas e conscientes, pois, ainda que estejamos frágeis,  é mais que um dever tornar nossa vida significativa e compensadora. Desse modo, para que possamos realizar esses eventos, principalmente, quando estivermos nos sentindo desmotivados, será muito necessário buscar ajuda de terapeutas e acreditar que sempre haverá uma luz no final do túnel. Pense nisso!

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