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segunda-feira, 27 de abril de 2015

ZEAXANTINA

CAROTENÓIDE


Fórmula Molecular: C40H56O2
Peso Molecular: 568.871 g/mol
CAS: 144-68-3

A Zeaxantina é um dos 2 carotenóides presentes da retina. Dentro da mácula
central, a Zeaxantina predomina, enquanto na retina periférica, a Luteína
predomina.

Luteína e Zeaxantina possuem a mesma fórmula química e são isômeros, porém não
são esteroisômeros. A principal diferença entre elas é a localização. Luteína possui
três centros quirais e a Zeaxantina dois.

Existem evidências da relação entre baixas concentrações plasmáticas de Luteína e
Zeaxantina com o risco de desenvolver degeneração macular relacionada à idade
(DMRI). Alguns estudos defendem a luteína e ou Zeaxantina como suplementos
protetores contra DMRI. Com 3 milhões de vítimas no Brasil, a DMRI é a principal
causa de cegueira de pessoas com mais de 60 anos.


DMRI (Degeneração macular relacionada a idade)
A DMRI é um processo degenerativo que ocorre quando finíssimos vasos no fundo do
olho ficam enfraquecidos, permitindo que o sangue escape e deixando-o sensível ao
ataque dos raios solares. Isto pode causar manchas escuras, chamadas máculas. A
mácula possui uma coloração amarela que é derivada dos carotenóides. Situada na
parte central da retina, a mácula é responsável pelos detalhes nítidos das imagens. A
retina consiste de uma camada de células dentro da esfera ocular. Por ser composta
de muitas células nervosas, há muita gordura susceptível de oxidação. Os radicais
livres são gerados nos olhos pela radiação UV, entre outras causas. A cegueira
provocada pela DMRI pode às vezes manifestar-se em questão de poucas semanas e
resultar em cegueira permanente.



ALCÂNTARA
Rua Yolanda Saad Abuzaid, 100A,
loja 306 e 307
(21) 2603 1372
CENTRO
Rua Dr Feliciano Sodré, 82, salas
406 e 407
(21) 2605 1349
ZÉ GAROTO
Rua Coronel Serrado, 1630,
loja 102
(21) 2604 7350

Idade: a DMRI úmida geralmente ocorre em indivíduos acima de 50 anos.
Genética: foi identificado um vínculo hereditário e, por isso, a Academia Americana
de Oftalmologia (AAO) recomenda que os pacientes que têm familiares que sofrem de
DMRI façam, a cada dois anos, um exame de retina.
Tabagismo: aqueles que fumam 20 ou mais cigarros por dia, têm mais que o dobro
do risco de desenvolver DMRI úmida.
Hipertensão: os indivíduos hipertensos têm um risco até 45% maior de DMRI úmida
do que os normotensos.
IMC alto: indivíduos com alto índice de massa corpórea (IMC igual ou maior que 31)
podem aumentar a chance de desenvolvimento da DMRI úmida em até 68%.
DMRI úmida unilateral: 40% dos casos de NCS (núcleo coclear superior) unilateral
progridem para NCS bilateral, em um período de 5 anos.

A doença ocorre em duas formas: atrófica (seca) e exsudativa (úmida). A forma seca
está associada com a atrofia da retina central ou mácula, área dos olhos utilizada para
atividades que requerem uma visão mais apurada, como ler, dirigir ou reconhecer
fisionomias. A forma exsudativa é causada pelo crescimento anormal de vasos
sangüíneos, também conhecido como neovascularização coroidal (CNV) ou
angiogênese ocular sob a mácula. Esses vasos derramam fluído e sangue e podem
causar um tecido cicatricial (fibrose) que destrói a mácula. O resultado é a
deterioração da visão num período que pode variar de meses até anos. A DMRI é
desenvolvida por fatores nutricionais, histórico familiar, fumo, excessiva exposição à
luz solar, hipertensão arterial e doença cardiovascular. Os pacientes podem
apresentar sintomas indolores e de pequeno impacto. Outros casos podem apresentar
muita dificuldade para ler e reconhecer rostos.

Dosagem
Indica-se concentrações de 1mg de Zeaxantina ao dia, normalmente associada à
Luteína.

Sugestão de formulação

Antioxidante e preventivo para DMRI
Luteína 5mg
Zeaxantina 1mg
Betacaroteno 15mg
Selênio Quelato 50mcg
Excipiente* qsp 1 cápsula

*Estearato de magnésio 0,5%
 Dióxido de silício coloidal 0,5 – 1%
 Lactose monohidratada malha 200 75%
 Celulose microcristalina qsp 100%

Estudos
Um estudo, coordenado pelos pesquisadores do Departamento de Oftalmologia da
Harvard Medical School e do Medical College da Geórgia, demonstrou o importante
papel da Luteína e da Zeaxantina na manutenção da distribuição celular do epitélio
pigmentário da retina (RPE), responsável pelo bom funcionamento das células
fotorreceptoras (cones e bastonetes). O descompasso no funcionamento deste
complexo pode levar à degeneração das células e, conseqüentemente, à redução da
acuidade visual.
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Dois grandes estudos epidemiológicos mostraram uma correlação estatisticamente
significativa entre um menor risco de DMRI e uma alta ingestão de Luteína e
Zeaxantina (Seddon et al., 1994) ou aumento da concentração plasmática destes
dois carotenóides (EDCC, 1993).

Num estudo conduzido por Pande et al, a Zeaxantina mostrou ser capaz de
proteger a retina contra o peroxinitrito, um radical livre formado pela combinação de
radicais de superóxido e de óxido nítrico (Pande AK, et al, "Do carotenoids protect the
retina against peroxynitrite?" Investigative Ophtalmology & Visual Science, 1997; 38:
5355 Abstr 1658-B451).

Efeitos protetores contra o câncer de pulmão foram constatados para Luteína e
Zeaxantina. (Cancer Epidemiol Biomarkers Prev 2000 Apr; 9 (4) 357-65).

Referências Bibliográficas
1. Antioxidantes: Nutrientes de neutralizam e desativam radicais livres.
2. Bone et al.Lutein and zeaxanthin dietary supplements raise macular pigment
density and serum concentrations of these carotenoids in humans. J Nutr.
3. NEBELING, LC et al. Changes in Carotenoid intake in The United States: The 1987
and 1992 National Health Interview Surveys. J Am Diet Assoc. 1997; 97:991-
996.
4. Macular pigments lutein and zeaxanthin as blue light filters studied in liposomes.
Junghans A, Sies H, Stal W. Arch Biochem Biophys. 2001 Jul 15:391(2):160-4
5. A2E and blue light in the retina: the paradigm of age-related macular degeneration.
Shaban H, Richter C. Biol Chem. 2002 Mar-Apr;383(3-4):537-45
6. Biologic mechanisms of the protective role of lutein and zeaxanthin in the eye.
Krinsky NI, Landrum JT, Bone RA, Annu Rev Nutr. 2003;23:171-201. Feb 27,
2003.
7. Lutein and zeaxanthin status and risk of age-related macular degeneration, Gale
CR, Hall NF, et al.?Invest Ophthalmol Vis Sci. 2003 Jun;44(6):2461-5.
8. Macular pigment: influences on visual acuity and visibility. Wooten BR, Hammond
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9. Effect of dietary zeaxanthin on tissue distribution of zeaxanthin and lutein in quail.-
Toyoda Y, Thomson LR, Invest Ophthalmol Vis Sci. 2002 Apr;43(4):1210-21
10. Elevated retinal zeaxanthin and prevention of light-induced photoreceptor cell
death in quail. Thomson LR, toyoda Y, et al. Invest Ophthalmol Vis Sci, 2002


Nov;43(11):3538-49.

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