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quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Bolsonaro - Tênues limites entre escracho e linchamento.

Quando o nível de intolerância se torna tão grave num país a ponto de a discordância se mostrar como uma violação de direito, as manifestações coletivas podem exceder os limites da integridade e respeito ao outro.
Você sabe o que é um escracho?
A Academia Argentina de Letras descreve "escracho" em seu Dicionário da Fala dos Argentinos como uma "denúncia popular contra pessoas acusadas de violação aos direitos humanos ou de corrupção, que se realiza mediante atos como sentar, cantar e pintar em frente à residência dos denunciados ou em lugares públicos". Na década de 1990, esta manifestação surgiu com o hábito de repreender coletivamente indivíduos apontados como algozes nos tempos da ditadura argentina.
Aqui, no Brasil, o termo assume a conotação de manifestação de desprezo público por alguém cujo comportamento não se revela “adequado, lícito ou moral”. Uma exposição da vergonha alheia.
Em regra, pelo direito de liberdade de expressão, não há nada errado com isso. O ímpeto social e a vontade popular de que indivíduos apontados como perpetradores de ações criminosas hediondas, como tortura, machismo, genocídio etc., une uma coletividade em busca da “justiça social”, aquela justiça além dos muros dos tribunais, pela qual clama uma sociedade por se sentir vítima da impunidade institucional.
Nesse rompante por justiça reside o maior dos problemas do escracho. Movimentos também populares, sob o pretexto de buscar justiça, quando excedidos os limites legais que cabe a cada um de nós cidadão, recebe outro nome: linchamento. Essa prática, com vastos estudos de origem norte-americana, tem como referência a “lei de Lynch”, segundo a qual é possível à coletividade supostamente injustiçada julgar e aplicar a sanção que lhe convém a determinado sujeito, quando as instituições públicas não o houverem punido. Charles Lynch era fazendeiro da Virgínia, estado dos E.U.A., e, na época da Revolução Americana, organizava bandos para julgar e punir os que ele apontava como bandidos.
Muito longe de justiça, a prática constitui mais um “justiçamento”: justiça às avessas, uma forma incipiente e contrária aos objetivos democráticos de uma sociedade pluralista de ideias e que, se minimamente organizada e educada, deve se pautar sempre pela aplicação do Direito como forma primeira e última de concretização da Justiça.
Todos nós sabemos os males que um linchamento pode causar na vida da vítima dessa manifestação, sendo nosso país um recordista nesse tipo de protesto popular criminoso. Mas, quando manifestações idênticas são apelidas de “escracho”, as mesmas ações violentas parecem ganhar contornos muito convincentes e oportunistas de legitimidade de expressão.
Tem-se criado a falácia de que “linchamento” é o ato coletivo mal, repugnante, enquanto o “escracho” seria ato coletivo bom, saudável, símbolo do puro direito de expressão.
Pois bem, não foi isso que se verificou recentemente, quando, sob o nome de “escracho”, manifestantes do movimento popular intitulado “Levante da Juventude” atiraram alguns sacos de purpurina na cabeça do deputado Jair Bolsonaro, enquanto este era entrevistado (ver link: http://oglobo.globo.com/brasil/manifestantes-jogam-purpurina-na-cabeca-de-bolsonaro-em-porto-alegre-18547595).
É verdade que o nome do deputado já remete à memória suas conhecidas posições políticas contrárias à diversidade sexual, conservadoras e próprias de um pensamento que não reconhece a autonomia do sujeito para decidir sua identidade de gênero. Também vem à memória o impropério dito pelo mesmo deputado à sua colega política, afirmando que esta “não mereceria ser estuprada”. Enfim, do citado deputado nos vêm muitas lembranças desagradáveis de sua manifestação pública contrária a direitos humanos fundados no respeito e na dignidade.
Todavia, não é a personalidade do político que interessa ao mote do tema. Afinal, ainda que ele fosse o pior dos homens, seu comportamento não se constituiria justificativa suficiente para se admitir que recebesse o que se chamou de escracho, a manifestação popular de desapreço. Como destaca Zaffaroni e Pierangeli (In: Manual de direito penal brasileiro: parte geral. São Paulo: RT, 1997. p. 119-120), “não se pode penalizar um homem por ser como escolheu ser, sem que isso violente a sua esfera de autodeterminação.”.
Alguns aqui dirão para suavizar o problema: “mas foi apenas purpurina, não mata ninguém!”.
Entretanto, não é o objeto o ponto fundamental da discussão ou a repercussão na integridade física que ele pode ou não causar. O fato de alguém não atirar pedras, em você leitor, mas simples papel picado, não dá o direito de que você seja alvo de qualquer coisa que seja! A ninguém é dado o dever de assumir o posto de “Judas” junino para saco de pancada alheia.
Mesmo que a purpurina não cause lesões aparentes, o ato de arremessar coisas, mesmo leves, em nada (além do peso do objeto) difere em arremessar pedras, porque o mal está no ato do arremesso de qualquer coisa, uma violência que atravessa, no mínimo, o direito moral do indivíduo ao respeito, à honra e à moral pública.
A manifestação popular, por mais que se funde em desejos de justiça social, quando ataca essa esfera subjetiva da honra de alguém, proporciona danos irreparáveis, tal como qualquer linchamento. E "a honra - sentenciou ARIOSTO - está acima da vida. E a vida - pregou VIEIRA - é um bem imortal: a vida, por larga que seja, tem os dias contados; a fama, por mais que conte anos e séculos, nunca lhe há de achar conto, nem fim, porque os seus são eternos (...). Em suma, a morte mata, ou apressa o fim do que necessariamente há de morrer; a infâmia afronta, afeia, escurece e faz abominável a um ser imortal, menos cruel e mais piedosa se o puder matar " (Antônio Chaves, prefácio de Responsabilidade civil por dano à honra, Aparecida Amarante, Belo Horizonte, Del Rey, 1994).
Quando se fala aqui do dever de respeito ao outro, sequer se leva em conta que o exemplo do fato aqui discutido se dá em torno de alguém investido de autoridade pública. O poderio político não é o que exige o respeito, mas a condição humana por si mesma.
Claro que se compreende todo o grau elevado de irresignação vivida em nossa sociedade brasileira atual diante de atos e palavras de agentes políticos cujo teor não representa os melhores anseios dos direitos humanos. Entretanto, é mais do que necessário que as reivindicações sociais alcancem um grau de maturidade em suas expressões, sob pena de banalizarmos expressões de protestos visivelmente infantis, como o de “jogar purpurina”. Esse grau de maturidade é condição indispensável à formação de uma sociedade capaz de dialogar democraticamente com opiniões diversas.

Tem se tornado, infelizmente, comum aceitarmos que manifestações sociais se transformem em expressões do caos e da barbárie, procedimento que mancha o direito ao protesto. Protestos não devem ser necessariamente selvagens para serem legítimos. Atualmente, “o impasse promovido pela reivindicação da ordem através da desordem, do império do direito através da violência, da legalidade por atos ilegais, parece ser o grande desafio da constituição democrática.” (SINHORETTO, 2009. p. 90).
Claro que nem todo escracho assume as feições que se viu recentemente. Escracho de ótima criatividade foi realizado na cidade de Feira de Santana, na Bahia, quando nomes de placas de logradouros públicos, os quais homenageavam personagens ditadores, foram alterados com simples colação de papel sobre seus nomes. A manifestação propunha a mudança de consciência da Administração Pública, clamando por uma moralidade que impede a homenagem de pessoas reconhecidas pela Comissão da Verdade brasileira como participantes ativas em prol de torturas no período ditatorial.
Ao contrário disso, o arremesso de qualquer que seja o objeto sobre os outros demonstra uma contraditória aula de intolerância oriunda de quem se sente ofendido pela falta de tolerância dos projetos políticos.
O nível de intolerância tem se tornado tão grave em nosso país que a discordância se mostra como uma violação de direito, de modo que nasce uma ideia nefasta de que todos estamos obrigados a compartilhar do mesmo pensamento ou da mesma recepção sobre dada situação.
É preciso que tenhamos a consciência social de que existe o direito de cada pessoa a buscar seu grupo e a se afastar daquele que não o satisfaz, pois “não somos obrigados, por exemplo, a buscar a sua sociedade [da pessoa em desagrado]; temos o direito de evitá-la (embora não para desfilar aquilo que evitamos), pois temos o direito de escolher a sociedade mais aceitável para nós.” (MILL, 2006, p. 111).
Lamentável a circunstância e mais lamentável ainda ver o regozijo dos arremessadores, portando-se como se tivessem salvado a pátria mediante a imolação do escrachado.
As opressões tão repelidas pelos grupos mais vulneráveis continuam acontecendo porque decorrem de uma estrutura social arvorada em raízes históricas e culturais de concepções de inferioridade preconcebidas. A purpurina, e novamente se diz infelizmente, não alterou essa realidade brasileira. O caso do arremesso de purpurina apenas sedimentou a existência de um direito da intolerância: um direito que, segundo seus aplicadores, justifica a demonstração de desapreço e extremismo pela opinião alheia da pior forma possível. Sobre esse direito, Voltaire já se manifestou afirmando o seguinte: “O direito da intolerância é, pois, absurdo, e bárbaro; é o direito dos tigres, e bem mais horrível, pois os tigres só atacam para comer.” (VOLTAIRE, 1993, p. 38).
E onde se aprende esse direito? É de Chateaubriand a resposta: “os tigres não se domesticam na escola dos homens, mas os homens fazem-se ferozes, às vezes, na escola dos tigres.”.
REFERÊNCIAS
CHAVES, A. Responsabilidade civil por dano à honra. Aparecida Amarante, Belo Horizonte, Del Rey, 1994.
MILL, J. S. Ensaio sobre a liberdade. 44.ed. Trad. Rita de Cássia Gondim Neiva. São Paulo: Escala, 2006.
SINHORETTO, J. Linchamentos: insegurança e revolta popular. Revista Brasileira de Segurança Pública. Ano 3, Edição 4, Fev/Mar 2009. (p. 72 – 92).
VOLTAIRE. (François Marie Arouet). Tratado sobre a tolerância. Ed. Martins Fontes, São Paulo, 1993.
ZAFFARONI, R; PIERANGELI, E. Manual de direito penal brasileiro: parte geral. São Paulo: RT, 1997.

As 10 frases mais polêmicas (ou idiotas) de Jair Bolsonaro

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O deputado Jair Bolsonaro (PP/RJ) se tornou conhecido em todo o Brasil pelas declarações polêmicas em torno de temas delicados, como a homossexualidade, o racismo, e as ditaduras no Brasil e em países de América Latina.
Iniciado na política desde 1980 no Rio de Janeiro, o parlamentar coleciona uma série de frases questionáveis não só pelas contradições, já que se autoproclama um cristão atuante, mas pela agressividade.
As declarações foram compiladas no tumblr“Bolsonaro Cristão”, criado pelos estudantes Fernando Paladini e Guilherme Eufrasio, ambos da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).
“Eu acredito em Deus. Sou católico […]. Eu já li a Bíblia inteirinha, com atenção. Levei uns sete anos para ler. Você tem bons exemplos ali”, abre a página, já citando uma das frases do polêmico deputado.
O tumblr também traz notícias sobre o deputado, como a votação a favor do aumento do seu próprio salário ou a denúncia de prática de nepotismo.
“Este site não está criticando, em nenhuma medida, o cristianismo, a Igreja Católica ou qualquer outra entidade religiosa; o conteúdo apenas explicita a hipocrisia do ‘cristianismo’ de Jair Messias Bolsonaro”, lembram os estudantes criadores do tumblr.
Confira abaixo algumas das frases mencionadas no tumblr e outras passagens rememoradas porPragmatismo Político:
1) “O erro da ditadura foi torturar e não matar.” (Jair Bolsonaro, em discussão com manifestantes)
2) “Pinochet devia ter matado mais gente.” (Bolsonaro sobre a ditadura chilena de Augusto Pinochet. Disponível na revista Veja, edição 1575, de 2 de dezembro de 1998, página 39)
4) “Não te estupro porque você não merece.” (Jair Bolsonaro, para a deputada federal Maria do Rosário)
5) “Eu não corro esse risco, meus filhos foram muito bem educados.”(Bolsonaro para Preta Gil, sobre o que faria se seus filhos se relacionassem com uma mulher negra ou com homossexuais)
6) “A PM devia ter matado 1.000 e não 111 presos.” (Bolsonaro, sobre o Massacre do Carandiru)
7) “Não vou combater nem discriminar, mas, se eu vir dois homens se beijando na rua, vou bater.” (Afirmação de Jair Bolsonaro após caçoar de FHC sobre este segurar uma bandeira com as cores do arco-íris)
8) “Você é uma idiota. Você é uma analfabeta. Está censurada!”(Declaração irritada de Jair Bolsonaro ao ser entrevistado pela repórter Manuela Borges, da RedeTV. A jornalista decidiu processar o deputado após os ataques)
9) “Parlamentar não deve andar de ônibus.” (Declaração publicada pelo jornal O Dia em 2013)
10) “Mulher deve ganhar salário menor porque engravida.” (Bolsonaro justificou a frase: “Quando ela voltar [da licença-maternidade], vai ter mais um mês de férias, ou seja, trabalhou cinco meses em um ano.”)
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terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

13 inacreditáveis e nojentas práticas de higiene da Idade Média

m o passar dos anos, o mundo vai evoluindo constantemente. A humanidade vai adquirindo conhecimento, e tudo, de alguma forma, acaba influenciando nos mais variados costumes e atitudes das sociedades. Nesse sentido, a higiene é um dos pontos que mais sofreu transformações de tempos antigos para atualmente.
Na época medieval, por exemplo, as concepções de limpeza e bons modos eram totalmente diferentes. Tudo bem que o conhecimento e o acesso à informação eram muito mais limitados, mas isso não diminui o fato de que o mundo era muito mais obscuro no quesito higiene. Sobre esse assunto, com base em uma publicação do site All Day, apresentamos 13 práticas diárias da época medieval que poderiam assombrar a sua vida.

1. Talheres? Pra quê?

A maioria das pessoas não ligava para o uso de talheres. O costume era comer com as mãos, que sequer eram lavadas antes das refeições. As louças que serviam os pratos, muito provavelmente, também não passavam por qualquer processo de limpeza. Essa situação só começou a mudar com a ascensão da classe média em Amsterdã, no século 18.

2. A estranha forma de tomar banho

Quem não gosta de tomar aquele banho maravilhoso ao chegar em casa logo depois de um longo dia de trabalho? Bem, se você é um desses, no período medieval, talvez repensasse essa condição. Pelo menos era isso que as pessoas pensavam, pois até as banheiras particulares das casas eram usadas de maneira comunitária. E o pior: a água era reutilizada constantemente.
Diante disso você pode imaginar por que as pessoas não ligavam de praticar o chamado “banho anual”. Exatamente, houve uma época em que a higiene corporal só acontecia uma vez por ano.

3. Lavar as roupas: huumm... acho que não

A lavação das roupas acontecia também uma ou duas vezes ao ano, e, assim como o banho, tinha um motivo que fazia todos pensarem duas vezes antes realizá-la. O produto de limpeza mais utilizado se tratava de uma mistura de água de rio, urina e soda cáustica. Como pode se imaginar, isso acabava deixando as vestes com um cheiro extremamente forte e fedido.

4. Lavar o rosto também não costumava ser muito agradável

Novamente a urina. Ela era utilizada em diversos medicamentos, mas um dos costumes mais tenebrosos da época era usar o xixi para dar aquela bela lavada no rosto. Você consegue imaginar fazer isso algum dia?

5. O penico

Sim, se você for investigar, pode ser que ainda hoje encontre alguém que use o penico, já que banheiros e privadas são uma invenção relativamente recente. Mas isso não exclui o fato do quão nojentos são esses objetos. Eles costumavam ficar embaixo da cama ou em um dos cantos do quarto, facilitando pelo fato de não ter que se deslocar até a “casinha” durante a noite. Mas pense: deixar todo o “trabalho”, realizado durante a madrugada, no tal recipiente e só retirar pela manhã? É, que Deus abençoe os tronos e as descargas!

6. Papel higiênico? Nem conte com isso

Bom, se você viu como eram os banhos e outras partes da limpeza pode imaginar que esta maravilha inventada pela humanidade ainda não existia. Assim como algumas civilizações ainda praticam atualmente, muitos indivíduos costumavam usar as mãos para realizar o “trabalho sujo” na época medieval. Uma exceção, não menos nojenta, eram os romanos que possuíam esponjas comunitárias.
Fora os membros do corpo e os objetos divididos por toda a família, na época também havia outra alternativa para limpar o “local onde o Sol não bate”. Muitas pessoas utilizavam folhas, grandes e macias, para tal função. Agora, nem sempre elas acertavam as plantas indicadas, e isso fazia com que muito indivíduos sofressem com alergias e inflamações naquela “região ingrata”.

7. Os chãos eram mantidos de forma insana

Naquela época, o principal costume não era varrer a sujeira para de baixo do tapete. Tudo o que caía no chão ali ficava e, em uma prática adotada em todas as classes sociais, as pessoas tinham o hábito de transitar sobre palha. Simplesmente, quando o chão ficava sujo, mais palha ou outras plantas eram jogadas para esconder. As sujeiras iam se misturando a tudo que era colocado no assoalho, e isso, naturalmente, ia criando um odor horrível.

8. As camas abrigavam pessoas e diversos tipos de insetos

As roupas de cama eram extremamente sujas. Logicamente, esses locais se tornavam lar de muitos vermes e insetos, como percevejos de cama e outros.

9. Flores eram os desodorizantes da época       

Bom, hoje parece essencial que haja um produto que mantenha o odor agradável em banheiros e nos mais variados ambientes, mesmo que não haja mau cheiro constante. Pois bem, imagine como eram as coisas na Era Medieval, já que quase tudo fedia em função da falta de limpeza e higienização. Por isso, as flores eram utilizadas para camuflar o fedor dos ambientes das casas em uma mistura de aromas difícil de compreender.

10. Penteados também costumavam feder

Para poder confeccionar os mais variados penteados da época, as pessoas, muitas vezes, usavam perucas preparadas com gordura animal, o que as deixava com odores extremamente ruins.

11. Maquiagem inusitada

As maquiagens também traziam elementos muito desagradáveis na Era Medieval. Um dos itens mais intrigantes, por exemplo, eram as sobrancelhas postiças. Esses acessórios eram feitos a partir de retalhos peludos de pele de rato.

12. Sanguessugas eram sempre um “ótimo” remédio

Junto com o mercúrio, os sanguessugas eram as alternativas medicinais farmacêuticas mais recomendadas na inacreditável Idade Média. De desconfortos estomacais a dores de cabeça, essa, quase sempre, era a solução.

13. Feridas eram curadas de maneira agradável, só que não...

Diante de tanta sujeira, você consegue imaginar que estrago era capaz de fazer um simples corte em qualquer parte do corpo, não é mesmo? Era um festival de infecções e doenças relacionadas a esse tipo de situação. Para evitar riscos maiores, a solução dos medievais era cauterizar as feridas com um ferro em brasa.
Agora, sempre que você precisar ser submetido a qualquer procedimento clínico moderno, agradeça bastante, mesmo que sofra com um pouco de dor. Se tivesse que passar por isso na Idade Média, com certeza você “choraria sangue” e teria os piores pesadelos!

terça-feira, 6 de outubro de 2015

Café é um antidepressivo natural para as mulheres

Por: Juliana Miranda


Um estudo identificou que o café pode agir como um antidepressivo poderoso para as mulheres. A cafeína já é amplamente utilizada como estimulante do sistema nervoso central, mas os novos estudos feitos com mulheres norte-americanas, com idade média de 63 anos, mostraram que os sintomas de depressão diminuíram com o consumo regular de cafeína.

A pesquisa foi feita durante 10 anos e comparou a realidade de mulheres que consumiam ao menos uma xícara de café por semana. Nesses casos, o risco relativo de depressão foi de 0,85%. Já para as mulheres que tomavam de 2 a 3 xícaras por semana, o risco foi de 0,80.

A análise mostrou que o risco de depressão diminui com o aumento do consumo de café. Os pesquisadores ainda terão que fazer novos estudos para compreender qual é o efeito do café sobre a depressão.

Vale lembrar que a depressão é uma doença crônica e recorrente que afeta duas vezes mais mulheres do que homens.


O estudo levou em conta o comportamento e o estilo de vida das participantes, coletando dados como peso, tabagismo, menopausa, uso de terapia hormonal pós-menopausa, e condições médicas previamente diagnosticadas, como diabetes mellitus, câncer, infarto do miocárdio ou pressão alta. A pesquisa foi aprovada pelos conselhos de revisão institucional do Hospital Brigham and Women e da Escola de Saúde Pública de Harvard.

Em resumo, o estudo apontou que o consumo de cafeína a longo prazo tem vários efeitos biológicos que devem ser levados em conta quando se considera seu potencial para reduzir o risco de depressão. A cafeína melhora o desempenho psicomotor, o aumento da concentração e da excitação, e sensações de bem-estar e energia.

Os resultados da pesquisa confirmam que o café pode ser um antidepressivo natural para as mulheres, resultando num possível efeito protetor contra o risco de depressão. Investigações adicionais ainda são necessárias para confirmar a descoberta e para determinar se o consumo habitual de cafeína pode contribuir para a prevenção ou o tratamento da depressão.

Fonte: Jamanetwork.

sexta-feira, 31 de julho de 2015

Pastor afirma que é vítima na acusação em suposto caso de estelionato


Um desafeto teria registrado BO para prejudicá-lo
  • Pagamentos feitos ao idoso foram anotados (Foto: Renata Portela)
  • O pastor Elias Gimenez, de 45 anos, procurou a equipe de reportagem do Jornal Midiamax para dar a versão dele dos fatos sobre uma acusação que sofreu na quinta-feira (30), onde foi apontado como autor de estelionato. O caso foi registrado na Delegacia de Polícia Civil de Amambai, cidade a 342 quilômetros da Capital, e consta no boletim de ocorrência que a vítima é um idoso, de 86 anos.
    De acordo com o pastor, em 2014 um vendaval teria destelhado a casa do idoso e ele foi até o Banco Bradesco fazer um empréstimo, para poder pagar a reforma. O empréstimo ficou em análise e o idoso teria pedido a ajuda de Elias, que orientou que ele fosse até a Caixa Econômica, onde descobriu que tinha dinheiro guardado, proveniente do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço).
    Conforme relato de Elias, o idoso teve, posteriormente, o empréstimo aprovado pelo Bradesco, mas não queria mais o dinheiro, pois não precisaria. O pastor então sugeriu que ele emprestasse o dinheiro para a igreja. “Eu sugeri: o senhor me empresta para comprarmos as cadeiras e a igreja paga o valor mensal. Desde o primeiro mês, até o último em que eu estava lá como pastor, as parcelas foram pagas”, afirma.
    Elias apresentou as notas e os comprovantes dos pagamentos que, conforme consta no boletim de ocorrência, foram 14, do total de 18 parcelas. Ainda de acordo com a ocorrência registrada pela polícia, o idoso teria alegado que o pastor fugiu da cidade sem pagar o restante do dinheiro. “No dia 20 de junho eu avisei a igreja que seria transferido para Campo Grande pelo meu líder. Eu não fugi da cidade. O valor da dívida ficou com a igreja e a última parcela é para o dia 27 de setembro. Isso será pago pelo pastor que assumiu meu cargo”, revelou Elias.
    O pastor afirma que ficou sabendo do ocorrido através da notícia publicada no Jornal Midiamax e reforça que não fugiu. “Uma pessoa que foge não tem casa própria com água e luz no nome”, disse. Ele ainda revelou que não usava a igreja como forma de ganhar dinheiro. “Tenho uma empresa de moveis planejados. Todos os salários da minha igreja foram doados, eu trabalhava por devoção, não por necessidade. Eu investi na igreja, dizimando e ofertando”, afirma.
    Conforme depoimento do pastor, a igreja tem um sistema de anotação de todo movimento financeiro. Em um caderno, ele mostra os recibos dos pagamentos feitos ao idoso, relacionados ao empréstimo. Para Elias e a mulher dele, Fátima, o fiel não foi o responsável pela denúncia. “Eu liguei para o irmão e ele afirmou que não foi até a delegacia. Ele foi induzido ou alguém levou ele até lá, porque ele já não anda mais”, disse Elias.
    Ainda de acordo com o pastor, ele conhece o idoso e, há dois anos o leva aos postos de saúde, mercado, banco ou onde ele precisa, já que não consegue se locomover. O casal revelou ao Jornal Midiamax que Elias teve problemas com um fiel, que chegou a ser afastado da igreja, e há suspeita de que ele foi o responsável pela denúncia, na intenção de prejudicar o pastor.
    Elias e a mulher também afirmaram que vão procurar a polícia para esclarecer os fatos. O caso segue registrado como estelionato. A equipe do Jornal Midiamax tentou falar com o delegado responsável, mas até o momento não conseguiu contato.