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terça-feira, 25 de outubro de 2016

Eclâmpsia: sintomas, tratamentos e causas

O que é Eclâmpsia?

Sinônimos: toxemia com consulvões
Eclâmpsia é uma condição rara, mas grave, que provoca convulsões durante a gravidez. A eclâmpsia afeta cerca de uma em cada 2 mil a 3 mil gestações, e pode afetar qualquer gestante, mesmo quem não tem um histórico de convulsões.

Causas

A eclâmpsia é uma complicação grave da pré-eclâmpsia, que ocorre quando a pressão arterial está elevada (acima de 140/90 mmHg) a qualquer momento após a sua 20ª semana de gravidez, com desaparecimento até 12 semanas pós-parto. Além da pressão arterial elevada, outras complicações como excesso de proteína na urina ouinsuficiência hepática devem acontecer para se ter o diagnóstico de pré-eclâmpsia.
Se a pré-eclâmpsia se agrava e afeta o cérebro, causando convulsões ou coma, você desenvolveu eclâmpsia. A causa exata da pré-eclâmpsia é desconhecida.
Acredita-se que a pré-eclâmpsia começa na placenta - o órgão que nutre o feto durante a gravidez. No início da gestação, novos vasos sanguíneos se desenvolvem e evoluem para enviar eficientemente o sangue para a placenta. Em mulheres com pré-eclâmpsia, estes vasos sanguíneos não parecem desenvolver-se adequadamente. Eles são mais estreitos do que os vasos sanguíneos normais e reagem de forma diferente à sinalização hormonal, o que limita a quantidade de sangue que pode fluir através delas.
Resultado de imagem para eclampsia
Gravidez tardia: riscos aumentam após os 35 anos de idade
As causas deste desenvolvimento anormal podem incluir:
  • Fluxo sanguíneo insuficiente para o útero
  • Danos aos vasos sanguíneos
  • Um problema com o sistema imunológico
  • Certos genes
  • Outros distúrbios de pressão arterial elevada durante a gravidez.

Fatores de risco

Se você tem ou já teve pré-eclâmpsia grave, você pode estar em risco de eclâmpsia. Outros fatores de risco incluem:
  • Histórico familiar de eclâmpsia
  • Primeira gravidez
  • Idade, sendo que o risco é maior após os 35 anos
  • Gravidez múltipla
  • Intervalo de 10 anos ou mais entre as gestações.
A presença de outras doenças também pode aumentar o risco de eclâmpsia, como:
  • Obesidade
  • Hipertensão
  • Enxaqueca
  • Diabetes tipo 1 ou diabetes tipo 2
  • Doença renal
  • Tendência a desenvolver coágulos de sangue
  • Uma doença autoimune, como a artrite reumatóide, escleroderma e lúpus.

 sintomas

Sintomas de Eclâmpsia

Os sintomas comuns de eclâmpsia são:
  • Convulsões
  • Perda de consciência
  • Agitação
  • Dores de cabeça ou dores musculares.

Eclampsia e seu bebê

A pré-eclâmpsia e eclâmpsia afetam a placenta, órgão que fornece oxigênio, sangue e nutrientes para o feto. Quando a pressão arterial elevada reduz o fluxo de sangue, a placenta pode ser incapaz de funcionar corretamente. Isso pode levar o bebê a nascer com baixo peso ou outros problemas de saúde. Problemas com a placenta muitas vezes podem antecipar parto. Em casos raros, estas condições pode levar a um bebê natimorto.

Sintomas da pré-eclâmpsia

Você pode não notar um aumento da pressão arterial durante a gravidez até que ela esteja perigosamente alta. Assim, é fundamental para todas as pessoas grávidas agendarem visitas regulares com obstetra e para acompanhar e identificar os sintomas de pré-eclâmpsia precocemente. Entre os primeiros sintomas estão:
  • Rápido ganho de peso, de 2 a 5 quilos em uma única semana
  • Inchaço da face ou extremidades, especialmente as mãos.
Se a pré-eclâmpsia progride, é possível observar outros sintomas, tais como:
  • Dores de cabeça
  • Alterações da visão (visão turva, visão dupla, vendo pontos de luz)
  • Dor abdominal, especialmente no canto superior direito ou no meio abdômen
  • Urinar com menos frequência
  • Falta de ar
  • Náuseas ou vômitos
  • Confusão
  • Convulsões.

Buscando ajuda médica

Certifique-se de fazer as consultas pré-natais para monitorar sua pressão arterial. Contate um ou uma obstetra imediatamente ou vá para uma sala de emergência se você tem dores de cabeça, visão turva, dor importante no abdômen ou grave falta de ar.
Como as dores de cabeça, náuseas e dores são sintomas de gravidez comuns, é difícil saber quando novos sintomas são simplesmente parte de estar grávida e quando eles podem indicar um problema sério - especialmente se é a primeira gravidez. Se você está preocupado com os seus sintomas, avise o médico.
Busque atendimento de emergência em casos de:
  • Dores de cabeça ou dores musculares graves
  • Agitação
  • Convulsões
  • Perda de consciência.

 diagnóstico e exames

Diagnóstico de Eclâmpsia

Se você já recebeu o diagnóstico de pré-eclâmpsia ou têm histórico da doença, o médico irá pedir exames para determinar se a pré-eclâmpsia piorou ou tem chances de acontecer novamente. Se você não recebeu esse diagnóstico, mas está preocupada com o risco, o médico irá pedir exames relacionados com a pré-eclâmpsia:
  • Pressão arterial
  • Exames de sangue para determinar contagem de plaquetas e funcionamento do fígado e rins
  • Exames de urina, para identificar altos níveis de proteína
  • Ultrassom fetal com Doppler, para saber como está o bebê
  • Verificar a frequência cardíaca do bebê.

 tratamento e cuidados

Tratamento de Eclâmpsia

O parto é a única forma de curar a eclâmpsia. Se você desenvolver eclâmpsia, o médico pode antecipar o parto, dependendo de quão longe você está em sua gravidez. Parto prematuro pode ocorrer entre 32 e 36 semanas de gravidez, se surgirem sintomas de risco de vida ou se a medicação não funcionar.

Medicamentos

Medicamentos para prevenir convulsões (anticonvulsivantes) podem ser usados. Se você tem pressão arterial elevada, a medicação para abaixá-la também pode ser administrada.

Mudanças de estilo de vida

Toda gestante hipertensa ou com alto risco de hipertensão deve inicialmente fazer mudanças em seu estilo de vida, como ingerir pouco sódio, manter o peso, dormir adequadamente e fazer caminhada regularmente. Se, mesmo com a adoção desses hábitos, a pressão persistir alta, deve-se fazer uso de medicamentos.
O repouso absoluto pode ser recomendado, com a gestante deitada sobre o lado esquerdo do corpo tempo todo ou a maior parte do tempo.

Hospitalização

Eclâmpsia na maioria dos casos exige hospitalização. No hospital, seu bebê será monitorado, o volume de líquido amniótico e o estudo Doppler dos vasos maternos e fetais medido frequentemente. A falta de líquido amniótico e alteração do estudo Doppler é um sinal de que o fornecimento de sangue para o bebê está deficiente.

Parto

Se o diagnóstico da pré-eclâmpsia ocorre perto do fim da sua gravidez, pode ser recomendada uma indução do trabalho de parto. As condições do colo uterino - se está começando a abrir (dilatar), afinar e suavizar (amadurecer) - também podem ser um fator para determinar se ou quando o trabalho será induzido.
Em casos graves, pode não ser possível considerar a idade gestacional do seu bebê ou as condições do seu colo do útero. Se não for possível esperar, o médico pode induzir o parto ou agendar uma cesárea. Durante o parto, você pode receber sulfato de magnésio por via intravenosa para prevenir novas convulsões.

Após o parto

Após o parto, deve-se esperar a pressão arterial voltar ao normal dentro de 12 semanas, mas geralmente isso ocorre muito mais cedo. Se a paciente precisar de medicação para aliviar a dor após o parto, confira com o médico o que pode ser ou não ingerido. A eclâmpsia pode exigir que você fique mais tempo no hospital depois de dar à luz. A doença geralmente não aumenta o risco de pressão alta no futuro.

Medicamentos para Eclâmpsia

Os medicamentos mais usados para o tratamento de eclâmpsia são:
Somente um médico pode dizer qual o medicamento mais indicado para o seu caso, bem como a dosagem correta e a duração do tratamento. Siga sempre à risca as orientações do seu médico e NUNCA se automedique. Não interrompa o uso do medicamento sem consultar um médico antes e, se tomá-lo mais de uma vez ou em quantidades muito maiores do que a prescrita, siga as instruções na bula.

 convivendo (prognóstico)

Complicações possíveis

Quanto mais grave a eclâmpsia for e quanto mais cedo ela ocorre, maiores serão os riscos para a gestante e seu bebê. A eclâmpsia pode exigir trabalho de parto induzido ou parto cirúrgico (cesariana). Se você tiver eclâmpsia grave ou estiver com menos de 30 semanas de gestação, uma cesárea pode ser necessária.
As complicações da pré-eclâmpsia e eclâmpsia podem incluir:
  • Falta de fluxo sanguíneo para a placenta
  • Descolamento prematuro da placenta
  • Síndrome HELLP, caracterizada pela elevação das enzimas hepáticas e baixa contagem de plaquetas
  • Doença cardiovascular no futuro.

Expectativas

Descobrir que você tem uma complicação potencialmente grave da gravidez pode ser assustador. Se o diagnóstico de eclâmpsia acontece no final de sua gravidez pode ser preocupante, uma vez que o parto pode começar a ser induzido imediatamente. Se você é diagnosticado mais cedo em sua gravidez, você pode ter várias semanas para se preocupar com a saúde do seu bebê.
Grupos de suporte e materiais informativos podem ajudar a entender melhor essa condição. Além de conversar com o médico, faça alguma pesquisa. Certifique-se de entender quando é necessário buscar ajuda médica, como você deve monitorar o bebê e sua condição.

 prevenção

Prevenção

A pré-eclâmpsia, que pode evoluir para eclampsia, pode interferir com a capacidade da placenta de fornecer oxigênio e nutrição para o feto. Como não se sabe exatamente qual a causa da pré-eclâmpsia, é muito difícil saber como evitá-la. Mas uma vez que a pré-eclâmpsia foi identificada, existem passos que você pode tomar para evitar a eclâmpsia. Estes incluem:
  • Repouso
  • Monitorização cuidadosa da mãe e do bebê
  • Parto quando necessário.
Uma vez que o bebê nasceu, a pressão arterial deve voltar ao normal.

 

 fontes e referências

  • Federação Brasileira das Associações de Ginecologista e Obstetrícia Associação de Ginecologista e Obstetrícia do Estado de São Paulo Dra. Viviane Lopes, ginecologista e obstetra do Femme Laboratório da Mulher e mestre em Obstetrícia pela UNIFESP - CRM SP 105166
Pré-eclâmpsia é um distúrbio que afeta cerca de 5% das mulheres grávidas. Ela pode ser classificada como uma "disfunção dos vasos sanguíneos", nas palavras do especialista Javier Miguelez. 

O diagnóstico da pré-eclâmpsia é difícil, mas os médicos estão cada vez mais atentos e as pesquisas vêm avançando. 

Pré-eclâmpsia

Quais são os sinais de pré-eclâmpsia?

Os sinais mais conhecidos são o aumento da pressão arterial e a presença de proteína na urina após 20 semanas de gestação. Mas a pré-eclâmpsia pode existir mesmo sem esses sinais.

O mais comum é que o problema apareça depois da 37a semana. Mas, na realidade, pode acontecer em qualquer época da segunda metade da gravidez, incluindo durante o parto ou depois (geralmente nas primeiras 48 horas). 

A pré-eclâmpsia pode ter manifestações em vários órgãos da grávida, algumas bem graves, ou na placenta, causando a restrição do crescimento do bebê. 

A solução para o problema é fazer o bebê nascer. Por isso, ela pode resultar em um nascimento prematuro. 

Até é possível ter sintomas de pré-eclâmpsia antes de 20 semanas, mas somente em casos mais raros, como nos de uma gravidez molar.

A pré-eclâmpsia pode progredir de maneira lenta ou rápida. Os casos rápidos são os mais graves e preocupantes.

Qual é o tratamento para a pré-eclâmpsia?

Se você tiver pré-eclâmpsia, terá de medir sua pressão com frequência e fazer exames de urina, para verificar a presença de proteína. 

Hormônios podem ser medidos no seu sangue para avaliar o risco de agravamento da pré-eclâmpsia. Além disso, outros exames podem ser realizados para avaliar outros órgãos, como o funcionamento do fígado.

Se os médicos considerarem que há riscos, é possível que você seja internada e receba remédios para controlar o problema (que não prejudicarão o bebê).
O médico poderá receitar uma alimentação com restrição de sal e açúcar.

O bebê também será monitorado e a, qualquer sinal de que ele não está crescendo como deveria ou que o volume de líquido amniótico esteja diminuindo, ou ainda se o seu estado piorar, o médico vai realizar o parto. 

Isso pode ser feito mesmo que seja antes da hora, por cesariana ou indução do parto normal.

A única "cura" para a pré-eclâmpsia é o nascimento do bebê. Mas a mãe continua a ser observada depois que o bebê nasce, até na UTI, porque ainda há algum risco para ela nos dias seguintes.

O que vai acontecer com a pré-eclâmpsia depois que o bebê nascer?

Depois do parto, a pressão arterial normalmente volta ao normal, mas pode ser que leve semanas para isso acontecer. O inchaço nas mãos e nos pés também pode permanecer por algum tempo. 
Nas primeiras 48 horas depois do parto sua saúde será monitorada de perto, e será preciso dar atenção à pressão por algum tempo depois que você for para casa. 

Quais são os riscos da pré-eclâmpsia?

A pré-eclâmpsia pode ser leve ou grave. Quando se torna grave, pode afetar vários sistemas do corpo. Como ela reduz o fluxo de sangue para a placenta, é perigosa para o bebê, restringindo o crescimento dele.

Além disso, se a pré-eclâmpsia evoluir para a eclâmpsia, a pressão arterial sobe demais, colocando mãe e bebê em grande risco. 

A eclâmpsia pode causar convulsões, que podem levar ao coma e até ser fatais. Quando acontece, a eclâmpsia ocorre no finalzinho da gravidez ou logo depois do parto.

Uma outra complicação é a síndrome de Hellp, que provoca problemas sanguíneos e dificulta a coagulação do sangue. 

Há pessoas mais propensas à pré-eclâmpsia?

Embora a causa exata da pré-eclâmpsia não seja conhecida, já foram definidos fatores de risco. A probabilidade é maior na primeira gravidez ou quando há um espaço de pelo menos dez anos entre duas gestações. 

Também elevam o risco:
  • Idade acima de 40 anos ou abaixo de 20 anos
  • Obesidade antes da gravidez, com um IMC de 30 ou mais
  • Problema crônico de saúde que afete o sistema circulatório, como hipertensão, lúpus, problemas renais ou diabete
  • Gravidez de gêmeos ou mais
  • Parente próximo com histórico de pré-eclâmpsia (especialmente mãe ou irmã)
  • Diagnóstico anterior de pré-eclâmpsia -- uma em cada cinco mulheres apresenta o problema de novo
  • Se o parceiro for diferente entre uma gravidez e outra, a mulher volta a ter risco como se fosse uma primeira gestação, mesmo que não tenha apresentado pré-eclâmpsia.

O que posso fazer para evitar a pré-eclâmpsia?

Infelizmente, não existe um método garantido para evitar a pré-eclâmpsia. O melhor jeito é fazer direitinho o pré-natal e acompanhar com cuidado a gravidez e a pressão arterial. 

Estudos vêm mostrando que a administração de baixas doses de aspirina desde o primeiro trimestre da gravidez, em casos específicos de risco, conseguem diminuir a ocorrência de pré-eclâmpsia grave. 

Sinais como a presença de incisura e os níveis do hormônio PLGF no sangue com 12 semanas de gravidez podem indicar se há um risco maior.

Quem tem fatores de risco ou já teve pré-eclâmpsia antes terá a gestação acompanhada de perto, com consultas mais frequentes no fim da gravidez, para detectar o problema o mais cedo possível, se ele aparecer. 

O ganho de peso também será controlado com atenção pelo médico. 



http://brasil.babycenter.com/a700346/pr%25C3%25A9-ecl%25C3%25A2mpsia#ixzz4O7jmJ72l

segunda-feira, 9 de março de 2015

Miomas e infertilidade: bases fisiopatológicas e implicações terapêuticas



Uterine leiomyomas and infertility: physiopathological basis and therapeutical implications


Ana Luiza Berwanger da Silva; Samuar Albano Seibel; Edison Capp; Helena von Eye Corleta
Departamento de Ginecologia e Obstetrícia. Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Rua Ramiro Barcelos, 2400, 4º andar. Porto Alegre, RS, Brasil. CEP: 90.035-003



RESUMO
OBJETIVOS: analisar evidências da literatura médica que avaliam a relação entre miomas uterinos e infertilidade, assim como as vantagens e desvantagens dos diferentes tipos de tratamentos disponíveis.
MÉTODOS: foi realizada uma revisão da literatura utilizando os termos (MeSh terms) "miomas", "infertilidade", "tratamento", "miomectomia", "gestação", na base de dados "Pubmed" e na "The Cochrane Library 2003". O período analisado foi de 1989 a 2003.
RESULTADOS: apesar de alguns resultados contraditórios, a maioria dos autores relata uma possível relação de causa-conseqüência entre determinados tipos de miomas e distúrbios reprodutivos. Em relação à terapêutica, observa-se claramente que a miomectomia representa a técnica cirúrgica com melhores resultados, não havendo diferença significativa entre as vias de acesso utilizadas, com exceção da miomatose submucosa, situação em que a via histeroscópica é preferida. As opções não-cirúrgicas de tratamento existentes não parecem ter indicação em pacientes inférteis.
CONCLUSÕES: a possível associação entre miomas e distúrbios reprodutivos necessita de melhores investigações. O incremento nas taxas de gestação após ressecção cirúrgica de miomas submucosos leva-nos a acreditar que esses tumores tenham papel na etiologia da infertilidade. Em miomas de outras localizações, entretanto, a relação com infertilidade não é tão clara. A miomectomia é o procedimento de escolha para as pacientes que ainda desejam engravidar.
Palavras-chave: Mioma, Infertilidade feminina, Gravidez

ABSTRACT
OBJECTIVES: to analyze evidences in medical literature concerning the possible relation between uterine leiomyomas and infertility, and the advantages /disadvantages of the different treatments available.
METHODS: literature review using the key words (MeSh terms) "leiomyomas", "infertility", "treatment", "myomectomy", "pregnancy" in "Pubmed" and "The Cochrane Library 2003" database. The search period was from 1989 through 2003.
RESULTS: although there are contradictory results, the majority of authors determined a possible cause-consequence relation between some types of leiomyomas and reproductive impairement. Concerning therapeutics, we were able to clearly place myomectomy as being the surgical technique with the best results. Surgical approaches used for this procedure did not show significant differences from each other, except for submucosal myomas, where histeroscopy is more effective. Other existent treatment options do not seem to be indicated for infertile patients with uterine leiomyomas.
CONCLUSIONS: the possible association between myomas and reproductive impairment needs to be further investigated. Success indicated by gestational rates following surgical resection, mainly in patients with submucosal myomas, are an indication that they do have a role in infertility etiology. Concerning the treatment, it became clear that myomectomy is the procedure of choice for all patients desiring to become pregnant.
Key words: Myomas, Infertility, female, Pregnancy



Introdução
Conforme o método utilizado para o diagnóstico de miomatose, sua incidência durante a menacme pode variar de 5,4 a 77%.1-7 Essa taxa aumenta progressivamente com o decorrer da idade.1,3 São particularmente comuns na população de raça negra, em uma proporção de 9:1, quando comparada à população branca.1,2,6,8 A miomatose é a indicação mais comum de laparotomia em mulheres não grávidas nos Estados Unidos.2,4
Miomas uterinos são tumores benignos que se desenvolvem a partir das células musculares lisas do miométrio.1,2 Eles podem ser classificados como intramurais (localizados na camada miometrial, com menos de 50% de seu volume protruindo na superfície serosa do útero), submucosos (localizados na camada interna do miométrio, com projeção para a cavidade uterina), subserosos (quando possuem mais de 50% do seu volume projetado na camada serosa do útero) e pediculados (ligados ao útero por um pedículo).1,3
Cerca de 75% das pacientes com miomatose são assintomáticas. Quando presentes, porém, os principais sinais e sintomas encontrados são menorragia e/ou metrorragia, como também massa pélvica, efeitos compressivos (sintomas urinários e intestinais), dor e infertilidade.1,2,4,7 Acredita-se que a menorragia decorra do aumento da superfície intracavitária, a qual altera a contração dos vasos endometriais durante o período menstrual, levando ao engurgitamento dos vasos tumorais. Já o sangramento intermenstrual provavelmente decorre de congestão, necrose e ulceração do endométrio que circunda o mioma.2 Esses sintomas geralmente são associados à localização do tumor, sendo que os intramurais e subserosos tendem a causar sintomas compressivos, dor e distorção anatômica de órgãos adjacentes, enquanto que os submucosos produzem sangramento com mais freqüência. Além disso, observou-se que esses últimos estão mais associados à disfunção reprodutiva.4-6,9,10 A degeneração sarcomatosa, é rara (0,1% dos casos).1,2
Há muito tempo tem-se especulado que miomas uterinos diminuem a fertilidade,2,3,6,11-13 e que sua remoção aumentaria as taxas de gestação.3,11 De uma forma geral, estima-se que esses tumores estejam associados com disfunção reprodutiva em 5% a 10% dos casos.4,13 Quando todas as outras causas possíveis de infertilidade são excluídas, entretanto, eles podem ser responsáveis por apenas 2% a 3% dos casos desse distúrbio.4,5
A associação entre miomas e infertilidade tem sido largamente reconhecida, principalmente quando se trata de tumores com localização submucosa.1,5,6,9 Não apenas essa hipótese, como também a forma ideal de tratamento para resolução dos sintomas e prevenção de uma possível disfunção reprodutiva têm sido questões de debate já há algum tempo.

Fisiopatologia
Miomas são tumores estrogênio-dependentes, podendo atingir um tamanho significativo sob a influência desse hormônio.1,4 Essa observação é fortemente sugerida pelo fato de que eles tendem a sofrer involução após a menopausa, assim como sob efeito do tratamento com agonistas do Gonadotropin Releasing Hormone (GnRH).1Existem evidências de que a progesterona também exerça um papel de estímulo ao crescimento tumoral,1,4além de outros fatores de crescimento locais.4
A etiologia e a patogênese dos miomas permanecem como um grande enigma.1,3,5,13 Vários mecanismos pelos quais esses tumores possam causar redução da fertilidade têm sido sugeridos:3,4,5,9,12 a) alteração do contorno endometrial, interferindo na implantação; b) aumento e deformação da cavidade uterina, podendo influir no transporte e no acesso dos espermatozóides; c) alteração da contratilidade uterina, prejudicando a movimentação normal do esperma; d) persistência de sangue ou coágulos intra-uterinos, dificultando a implantação;4,5,9,12 e) distorção ou obstrução do óstio tubário;4,11 f) anormalidades da vascularização uterina; g) inflamação intracavitária crônica.5,6,11,13 Nenhum desses mecanismos, porém, foi comprovado como fator etiológico de infertilidade.4,6,11
Bernard et al.9 ainda chamam a atenção para a possível influência de outros fatores fisiopatológicos não relacionados ao mioma em si, como alterações endometriais, já que observaram alta taxa de abortamento mesmo após ressecção histeroscópica em pacientes com miomas submucosos.
Tem sido difícil identificar com precisão quais tipos de miomas realmente alteram a capacidade reprodutiva, pois, muitas vezes, existem outros possíveis fatores de infertilidade associados.
Uma revisão sistemática da literatura a respeito da influência de miomas e de sua ressecção na taxa de fertilidade demonstrou que as mulheres inférteis com miomas intracavitários têm menores taxas de gestação, implantação e parto após FIV (fertilização in vitro) do que o grupo controle (mulheres inférteis sem miomas) e do que mulheres inférteis com miomas sem componente intracavitário. O tamanho tumoral não influenciou significativamente os resultados terapêuticos,11 conclusão também sugerida por outros autores.9,10
Na série de Donnez e Jadoul5 houve diminuição significativa nas taxas de gestação após FIV em pacientes com deformação da cavidade uterina (conseqüência, sobretudo de miomas submucosos), quando comparadas a mulheres sem alteração da cavidade ou com infertilidade não associada a miomas. Ng e Ho,3 assim como Pritts11 obtiveram resultados semelhantes. Outros autores, porém, em estudos retrospectivos e com pequena amostra observaram resultados divergentes, demonstrando diminuição da fertilidade em pacientes com miomas intramurais sem distorção da cavidade.9

Tratamento dos miomas na infertilidade
O tratamento de miomas depende dos sintomas provocados e dos objetivos terapêuticos.2 Ainda existem muitas controvérsias sobre qual a técnica ideal para o tratamento das pacientes com miomas e infertilidade, tanto em termos de taxas de gestação pós-tratamento, quanto de suas complicações.1,5,6 No entanto, é consenso que a conduta expectante tende a ser a melhor abordagem para mulheres com miomas assintomáticos.4,14 Várias técnicas vêm sendo desenvolvidas e testadas para o tratamento de miomas uterinos. Abaixo, são descritas as principais opções disponíveis atualmente.
Tratamento hormonal
Esta abordagem baseia-se no fato de que os miomas tendem a se desenvolver na presença de estímulos estrogênico e progestínico e a diminuir sob a ação de androgênios.2 A terapia progestínica, incluindo anticoncepção oral, foi proposta para diminuir o tamanho do útero e promover atrofia endometrial, reduzindo assim, o sangramento. Entretanto, a resposta a esse tipo de tratamento não só se mostra ineficaz, como pode resultar em crescimento tumoral.2,4 Similarmente, mulheres tratadas com androgênios, tais como gestrinona e danazol, por vezes experimentam esse mesmo problema, além de efeitos colaterais significativos. Dessa forma, nenhuma dessas opções têm recomendação atualmente.4
Ao longo dos últimos dez anos, um grande número de estudos tem avaliado o emprego de análogos do GnRH no tratamento da miomatose. Essa abordagem apoia-se no conhecimento da regulação negativa exercida sobre a secreção hipotalâmica de GnRH, levando ao hipoestrogenismo.4 No estado de secreção estrogênica diminuída, foi observado redução de até 61% no volume uterino e de até 35% no volume tumoral, com melhora dos sintomas. Entretanto, no momento em que é descontinuado o tratamento, os miomas tendem a alcançar seu tamanho inicial ou até se tornarem maiores.2,4 Além disso, observou-se uma perda de osso trabecular de até 6% após seis meses de tratamento, a qual nem sempre é reversível.2
Dessa forma, o uso desses hormônios deve ser considerado apenas para casos em que se deseja um alívio sintomático por um período limitado de tempo,4 ou em casos pré-cirúrgicos, quando a diminuição tumoral pode facilitar a técnica.2,5 Ribeiro et al.,12 porém, não encontraram diferença no grau de dificuldade cirúrgica para ressecção de tumores diminuídos sob influência dessas drogas. Esses autores inclusive ressaltam que a possibilidade de degeneração tumoral dos miomas, tornando sua extirpação ainda mais difícil.
Outra situação em que essa abordagem terapêutica pode ser benéfica se trata de casos de pacientes anêmicas, devido ao risco cirúrgico de sangramento. Foi demonstrado que o uso de análogos do GnRH, juntamente com a suplementação de ferro, aumenta significativamente os valores de hematócrito e hemoglobina dessas pacientes, devido à melhora dos sintomas de meno-metrorragia. Em mulheres não-anêmicas, todavia, não se observa tal benefício.4
Tratamento cirúrgico
O tratamento cirúrgico definitivo na abordagem de miomas é a histerectomia.1,2,4,7,12 Essa técnica naturalmente não constitui uma opção no manejo de mulheres com infertilidade e sem prole completa.1,4 Para pacientes inférteis ou sintomáticas que desejam engravidar ou conservar o útero, uma boa opção é a miomectomia. Após esse procedimento, observa-se resolução da menorragia e da anemia em cerca de 80% dos casos.2 As indicações principais desta técnica incluem a presença de sintomas, um rápido crescimento, distorção da cavidade uterina e oclusão tubária em pacientes que desejam engravidar.2
Complicações associadas à miomectomia em geral não são secundárias à técnica em si, sendo as principais: a) hemorragia maciça intra-operatória; b) necessidade de histerectomia de urgência; c) alteração do contorno da cavidade uterina;1 d) rotura do útero em gestação subseqüente, devido à cicatriz uterina remanescente.1,6 A principal complicação no que diz respeito à fertilidade, porém, é a formação de aderências. O local da incisão uterina influencia de forma importante nesse desfecho, sendo que incisões na parede posterior podem levar ao aparecimento dessas lesões em até 94% dos casos, enquanto que, quando realizadas na parede anterior, resultam em aderências em 55%.2,4,8,11
Em um estudo prospectivo avaliando a morbidade e o desfecho reprodutivo em pacientes após miomectomia secundária, Frederick et al.8 observaram como principal complicação a formação de aderências abdômino-pélvicas, sendo essas de localização tubária em 59% das pacientes, e intestinal em 90% dos casos avaliados. Mesmo assim, constatou-se também que, apesar da presença dessas aderências, 67% das pacientes apresentavam permeabilidade tubária.
As taxas de gestação a termo pós-miomectomia publicadas variam entre 40% e 50%.4,8 Entretanto, até 50% das pacientes permanecem inférteis nos cinco anos subseqüentes à miomectomia primária.
Um estudo italiano retrospectivo obteve como variáveis significativamente associadas à taxa de concepção pós-miomectomia a idade da paciente no momento da cirurgia, a duração da infertilidade antes do procedimento e a presença de outros fatores menores de infertilidade adicionais.10
Através da análise dos principais estudos avaliando a relação entre miomas e infertilidade, parece não haver correlação entre as taxas de gestação após tratamento por miomectomia e o número e tamanho dos miomas ressecados.4 Além disso, observa-se que cerca de 75% das pacientes submetidas a esse procedimento conseguem engravidar no período de um ano.4,5,8
Em sua metanálise, Pritts et al.11 observaram que, quando pacientes com miomas submucosos foram comparadas separadamente, a taxa de gestação aumentou significativamente após miomectomia, em comparação com o grupo controle, constituído por mulheres inférteis sem miomas. Além disso, esses autores também descreveram taxas de parto equivalentes entre os dois grupos.
Não existe consenso sobre a melhor via cirúrgica para a realização da miomectomia.2,4 A laparoscopia vem ganhando espaço nos últimos tempos, com a melhoria da técnica e com o aumento do número de médicos capazes de realizá-la de forma eficaz.4,10,12 É observada diminuição da dor e do tempo de recuperação pós-operatórios com o uso dessa via. Alguns autores, porém, postulam que a opção pela laparoscopia resulta em maior taxa de complicações, como a rotura uterina em uma gestação subseqüente, devido à maior dificuldade de sutura do miométrio.4
Quando se trata de miomas de grande volume, podem ser necessárias técnicas adicionais para sua retirada, como o morcelamento ou a coagulação do tumor.2,7 Na metanálise realizada por Donnez a Jadou5 observaram-se taxas de gestação entre 16,7% e 73,1% após miomectomia laparoscópica e cerca de 9,6% a 75% após miomectomia abdominal. Essa diferença não se mostrou estatisticamente significativa. Paralelamente, as porcentagens de partos vaginais e de cesarianas foram equivalentes entre as pacientes dos dois grupos. Dessa forma, os autores não dão preferência a alguma das duas vias em particular, devendo ser preferida aquela em que o médico demonstra maior experiência.
Frederick et al.8 observaram gestações a termo em 56% das pacientes submetidas a miomectomia secundária em seu estudo. Os autores ressaltam também que essas mulheres diferenciaram-se daquelas que não obtiveram gestação pela menor idade (31,8 ± 2,6 anos versus 35 ± 1,8 anos, respectivamente). No entanto, mostrou-se claramente a menor taxa de fertilidade após miomectomia secundária em relação ao procedimento primário, quando comparada com os números descritos na literatura. Essa é uma informação significativa no momento de planejar o tratamento, já que muitas pacientes possuem miomas múltiplos, os quais, por vezes, não são ressecados em sua totalidade, seja por dificuldade técnica, seja pela sua não visualização através dos métodos diagnósticos utilizados. Outra ressalva importante é que, para as pacientes submetidas à miomectomia secundária, deve-se considerar fortemente a opção de fertilização assistida, em especial para aquelas com idade mais avançada.
Em se tratando de miomas intracavitários sintomáticos, sobretudo aqueles com menos de 50% de volume intramural, outra boa opção cirúrgica é a ressecção histeroscópica.2,4,5,7,9,13 Trata-se de uma via que demonstra vantagens quando executada por profissionais experientes, tais como redução do tempo de hospitalização e do custo e, principalmente, menor morbidade.11,13 Não existem muitos dados sobre as taxas de gestação após ressecção histeroscópica na literatura; de uma forma geral, observam-se porcentagens entre 31 e 77%.13 Mesmo para miomas de maior volume, a taxa de complicações tende a ser baixa.11 Deve-se ressaltar que essa técnica, no entanto, também não é isenta de possíveis contratempos, sendo os principais sangramento, hiponatremia, acúmulo de volume2 e perfuração uterina (risco maior para tumorações de localização central).2,13
Donnez e Jadoul5 em uma metanálise sobre estudos avaliando a associação de miomas e infertilidade, não observaram diferenças significativas no desfecho reprodutivo quando comparada a utilização das vias histeroscópica, laparoscópica e laparotômica. Outros autores também descrevem taxas de fertilidade similares em pacientes submetidas à miomectomia por laparotomia e laparoscopia.4
Contrariamente a esses dados, uma metanálise publicada em 2001 sugere que existem muitas razões para evitar a miomectomia em pacientes inférteis com miomas subserosos ou intramurais, devido não somente à possibilidade das várias complicações possíveis citadas anteriormente, mas também ao fato de que não existem dados suficientes demonstrando uma associação clara entre infertilidade e esses tipos de miomas.
Tem sido observado que a recorrência média em dez anos pós-miomectomia varia em torno de 27%,4,8podendo chegar a 51%, apesar de essa ser menos freqüente em pacientes que apresentavam mioma único.2
Embolização da artéria uterina (EAU)
A embolização de vasos uterinos tem sido utilizada desde o início dos anos 90.4 Essa técnica envolve a introdução e manipulação de um cateter via artéria femoral até as artérias uterinas, seguidas da injeção de uma substância esclerosante, com o objetivo de embolizar o fluxo sangüíneo essencial do mioma. Ela é baseada no fato de que os miomas são particularmente suscetíveis à degeneração, pois seu rápido crescimento exige um aumento proporcional de seu suprimento sangüíneo, o qual nem sempre é suficiente.1 Além disso, sabe-se que o miométrio normal rapidamente desenvolve uma nova vascularização através de vasos colaterais.7
As taxas de sucesso terapêutico relatadas variam de 87% a 90%, com redução do volume do mioma dominante em 40% a 65%.2,7 O alívio do sangramento e da dor pélvica parece ser semelhante àquele proporcionado por histerectomia ou miomectomia. Falha de técnica, que ocorre em aproximadamente 10% dos casos, em geral é associada a úteros de grandes tamanhos, mioma único maior de 8,5 cm, embolização incompleta, variações anatômicas ou adenomiose coexistente.2
Algumas complicações significativas, entretanto, são observadas após o emprego deste tipo de tratamento,1,4,7tais como dor intensa no período pós-operatório, febre, cólicas abdominais, infecção, hemorragia, grande necrose tecidual e até mesmo retardo no diagnóstico de um leiomiosarcoma.1,4 A principal e mais danosa, porém, é a falência ovariana precoce secundária à interferência no suprimento sangüíneo ovariano. Essa complicação é descrita em cerca de 5% a 14% dos casos, ocorrendo principalmente em mulheres por volta dos 40 anos.1,2 É possível que essa complicação se deva à embolização de vasos adjacentes, devido às anastomoses uterino-ovarianas.2 Assim, pode-se deduzir que esta não é uma opção terapêutica para pacientes que desejam preservar a fertilidade.2,5
Terapia gênica
Ainda como uma futura opção de tratamento, pode-se citar a terapia gênica. Essa técnica baseia-se na introdução de vetores (virais ou não-virais) portadores de um "DNA terapêutico" (com alterações induzidas ou sem defeitos, quando esses são os causadores da doença), que será incorporado ao DNA celular da paciente. Esse tipo de tratamento pode possuir caráter corretivo, imunológico ou citotóxico, como no caso de miomas, ocorrendo a destruição das células anormais diretamente através de efeitos tóxicos.2
A semelhança dos leiomiócitos com os miócitos e fibroblastos os tornam facilmente transferíveis in vitro, fazendo com que a terapia gênica pareça uma provável futura opção para a abordagem desses tumores.2

Conclusões
A associação entre miomas e distúrbios reprodutivos ainda hoje permanece não totalmente esclarecida, como ressalta a maioria dos autores. O sucesso demonstrado pelas taxas de gestação após ressecção cirúrgica, principalmente em pacientes com miomas submucosos, leva-nos a acreditar de fato que esses tumores exerçam um papel na etiologia da infertilidade.
Em relação a miomas de outras localizações, entretanto, nem sempre se observa a mesma relação. Apesar de a maioria dos estudos exibirem resultados satisfatórios em termos de melhora reprodutiva após extirpação desses tumores, os dados da literatura não são sempre concordantes e, muitas vezes, levam até a total contradição. Dessa forma, fica a dúvida a respeito do benefício do tratamento desses tumores com finalidade somente reprodutiva. Obviamente, a presença de sintomas acaba se tornando indicação terapêutica formal, independente da existência de infertilidade.
No que tange às diferentes técnicas terapêuticas, está claro que a miomectomia consiste no procedimento de escolha para mulheres inférteis com miomas que ainda desejam engravidar. A via histeroscópica parece ser a preferencial na miomatose submucosa, sendo que as outras vias cirúrgicas disponíveis não possuem vantagens entre si. A escolha deve ser baseada nas particularidades de cada caso, assim como aquela com a qual o médico sentir maior segurança e experiência. Outras opções, como a embolização de vasos uterinos e a terapia gênica ainda não se aplicam para esse objetivo.

Referências
1. Griffiths A, D'Angelo A, Amso N. Surgical treatment of fibroids for subfertility: protocol for a Cochrane review. (Update software). The Cochrane Library 2003; (2).         [ Links ]
2. Aubuchon M, Pinto AB, Williams DB. Treatment of uterine fibroids. Prim Care Update Obstet Gynecol 2002; 9: 231-7.        [ Links ]
3. Ng EH, Ho PC. Doppler ultrasound examination of uterine arteries on the day of oocyte retrieval in patients with uterine fibroids undergoing IVF. Hum Reprod 2002; 17: 765-70.        [ Links ]
4. American Society for Reproductive Medicine. Myomas and reproductive function. Bull Am Soc Reprod Med 2001; (nov): 1-12.        [ Links ]
5. Donnez J, Jadoul P. What are the implications of myomas on fertility? Hum Reprod 2002; 17: 1424-30.        [ Links ]
6. Hart R, Khalaf Y, Yeong CT, Seed P, Taylor A, Braude P. A prospective controlled study of the effect of intramural uterine fibroids on the outcome of assisted conception. Hum Reprod 2001; 16: 2411-17.        [ Links ]
7. Lumsden MA. Embolization versus myomectomy versus hysteroscopy. Which is best, when? Hum Reprod 2002; 17: 253-9.        [ Links ]
8. Frederick J, Hardie M, Reid M, Fletcher H, Wynter S, Frederick C. Operative morbidity and reproductive outcome in secondary myomectomy: a prospective cohort study. Hum Reprod 2002; 17: 2967-71.        [ Links ]
9. Bernard G, Darai E, Poncelet C, Benifla JL, Madelenat P. Fertility after hysteroscopic myomectomy: effect of intramural myomas associated. Eur J Obstet Gynecol Reprod Biol 2000; 88: 85-90.        [ Links ]
10. Vercellini P, Maddalena S, De Giorgi O, Pesole A, Ferrari L, Crosignani PG. Determinants of reproductive outcome after abdominal myomectomy for infertility. Fert Steril 1999; 72: 109-13.         [ Links ]
11. Pritts EA. Fibroids and infertility: a systematic review of the evidence. Obstet Gynecol Surv, 2001, 56 (8): 483-91.        [ Links ]
12. Ribeiro SC, Reich H, Rosenberg J, Guglielminetti E, Vidali A. Laparoscopic myomectomy and pregnancy outcome in infertile patients. Fertil Steril 1999; 71: 571-4.        [ Links ]
13. Varasteh NN, Neuwirth RS, Levin B, Keltz MD. Pregnancy rates after hysteroscopic polypectomy and myomectomy in infertile women. Obstet Gynecol 1999; 94: 169-71.        [ Links ]
14. Burton CA, Grimes DA, March CM. Surgical management of leiomyomata during pregnancy. Obstet Gynecol 1989; 74: 707-9.        [ Links ]

terça-feira, 3 de março de 2015

VAGINA DISEASES: PROPHYLAXIS AND CARE - DOENÇAS DA VAGINA: PROFILAXIA E CUIDADOS

Corrimento amarelado


O corrimento amarelado com cheiro fétido não é normal e pode ser tricomoníase, uma doença sexualmente transmissível que na mulher pode ainda ser acompanhada de dor durante o contato íntimo e ardor ao urinar.
O diagnóstico da doença pode ser feito pelo médico ginecologista através do exame papanicolau ou pela observação da secreção vaginal. Logo após a identificação da doença é importante iniciar o tratamento que pode ser feito com remédios como o Metronidazol ou Secnidazol, pois a tricomoníase aumenta o risco de outras infeções, inclusive a AIDS.
Geralmente a tricomoníase é a principal causa do corrimento amarelo ou amarelado, mas a gonorreia ou clamídia, outras doenças sexualmente transmissíveis, também podem provocar este tipo de corrimento. Outros sintomas de gonorreia e clamídia incluem dor ao urinar e dor durante o contato íntimo e o tratamento pode ser feito com antibióticos.
O corrimento amarelado no homem também pode ser tricomoníase, gonorreia ou clamídia e apesar de, geralmente, não vir acompanhado de outros sintomas, o homem também pode sentir dor ao urinar e dor e inchaço nos testículos.
O corrimento amarelado sem odor é normal, principalmente se a mulher estiver em idade fértil, e acontece porque as glândulas do colo do útero liberam um muco transparente que em contato com o ar pode adquirir a cor amarelada. Este corrimento amarelado sem cheiro pode ser mais frequente antes da menstruação.

Corrimento amarelado na gravidez

O corrimento amarelado na gravidez pode ser causado pela tricomoníase, podendo provocar parto prematuro ou recém-nascido com baixo peso.
Desta forma, é importante que a gestante realize o tratamento, que pode ser feito com o uso de Metronidazol ou Tinidazol, sob orientação do obstetra que acompanha a gravidez.

Tratamento para corrimento amarelado

O tratamento para o corrimento amarelo esverdeado, com odor fétido, causado pela tricomoníase, tanto no homem como na mulher, pode ser feito com o uso de medicamentos antibióticos e antiparasitários como o Metronidazol, Secnidazol ou Tinidazol.
Já o tratamento para o corrimento amarelado causado pela gonorreia ou clamídia pode ser feito com antibióticos como a Ceftriaxona, Azitromicina ou Ciprofloxacino, por exemplo.
O parceiro também deve fazer o tratamento, mesmo que não apresente sintomas, para evitar que o indivíduo seja contaminado novamente. O tratamento do corrimento amarelado na mulher deve ser indicado pelo ginecologista e no homem pelo urologista.
Durante o tratamento, é recomendado:
  • Utilizar camisinha para não contaminar o parceiro;
  • Evitar fazer duchas vaginais porque as duchas removem a camada bacteriana da região íntima responsável por proteger essa região de infecções;
  • Evitar usar perfumes ou sprays de higiene íntima, pois alteram o pH vaginal;
  • Usar roupa íntima de algodão, porque o algodão não causa irritação;
  • Evitar usar calças ou shorts apertados, preferindo usar sais ou vestidos para permitir o arejamento da região.
Outra dica para o tratamento do corrimento amarelo é evitar absorventes internos, preferindo os externos.

Corrimento esverdeado


intensa coceira pode ser Tricomoníase. Essa é uma infecção que pode ainda gerar sintomas como corrimento amarelado ou amarelo esverdeado líquido, pastoso ou grosso e, por vezes, bolhoso, além de dor nas relações e ao urinar.

Seu diagnóstico é feito através da análise do líquido vaginal (Swab) ou papanicolau. Mas, nos homens, ele ainda pode ser identificado através do exame de urina.

Tratamento para corrimento esverdeado

O tratamento para o corrimento esverdeado causado pela tricomoníase é feito com o uso de remédio, como o Metronidazol, em dose única ou 2 comprimidos de 500mg durante 7 dias consecutivos, conforme a necessidade.
Durante esta fase, recomenda-se não ter relações sexuais e é preciso que o parceiro também seja tratado, para evitar a reinfecção. A tricomoníase é considerada uma doença sexualmente transmissível. O homem pode estar infectado e não apresentar sintomas e, por isso, ele deve ser sempre tratado juntamente com a mulher.

Corrimento esverdeado na gravidez

O corrimento esverdeado na gravidez também pode ser causado pelo Trichomonas vaginallis, causador da Tricomoníase. A sua forma de tratamento é o uso de 1 dose única de 2g de Metronidazol, em qualquer época da gestação, esteja ela no 1º, 2º ou no 3º trimestre. Não há registros de que este medicamento seja prejudicial ao bebê.

Tratamento caseiro para corrimento esverdeado

O tratamento caseiro para o corrimento esverdeado consiste em lavagens externas da região genital, cerca de 3 vezes ao dia, com água morna, sem sabão. Pode-se fazer ainda um banho de assento por 10 minutos, somente com água morna, para ajudar a aliviar a coceira. Este tratamento não exclui a necessidade do uso dos medicamentos, pois não consegue eliminar o protozoário causador da infecção.

Referência Bibliográfica

BRAVO RS; et al.Tricomomoníase vaginal: o que se passa? Acesso em Nov. 2011.

Corrimento esverdeado




O que pode ser?

O corrimento esverdeado com mau cheiro e intensa coceira pode ser Tricomoníase. Essa é uma infecção que pode ainda gerar sintomas como corrimento amarelado ou amarelo esverdeado líquido, pastoso ou grosso e, por vezes, bolhoso, além de dor nas relações e ao urinar.
Seu diagnóstico é feito através da análise do líquido vaginal (Swab) ou papanicolau. Mas, nos homens, ele ainda pode ser identificado através do exame de urina.

Tratamento para corrimento esverdeado

O tratamento para o corrimento esverdeado causado pela tricomoníase é feito com o uso de remédio, como o Metronidazol, em dose única ou 2 comprimidos de 500mg durante 7 dias consecutivos, conforme a necessidade.
Durante esta fase, recomenda-se não ter relações sexuais e é preciso que o parceiro também seja tratado, para evitar a reinfecção. A tricomoníase é considerada uma doença sexualmente transmissível. O homem pode estar infectado e não apresentar sintomas e, por isso, ele deve ser sempre tratado juntamente com a mulher.

Corrimento esverdeado na gravidez

O corrimento esverdeado na gravidez também pode ser causado pelo Trichomonas vaginallis, causador da Tricomoníase. A sua forma de tratamento é o uso de 1 dose única de 2g de Metronidazol, em qualquer época da gestação, esteja ela no 1º, 2º ou no 3º trimestre. Não há registros de que este medicamento seja prejudicial ao bebê.

Tratamento caseiro para corrimento esverdeado

O tratamento caseiro para o corrimento esverdeado consiste em lavagens externas da região genital, cerca de 3 vezes ao dia, com água morna, sem sabão. Pode-se fazer ainda um banho de assento por 10 minutos, somente com água morna, para ajudar a aliviar a coceira. Este tratamento não exclui a necessidade do uso dos medicamentos, pois não consegue eliminar o protozoário causador da infecção.

Referência Bibliográfica

BRAVO RS; et al.Tricomomoníase vaginal: o que se passa? Acesso em Nov. 2011.

Corrimento escuro


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O corrimento escuro pode afetar qualquer mulher ao longo da vida e, embora ele seja desagradável, muitas vezes não é nada de muito grave. No entanto, deve-se ter sempre atenção quanto ao corrimento escuro com mau cheiro, cor intensa, coceira ou ardência ao urinar. Nesses casos, é aconselhável procurar um médico para a realização de exames, pois o corrimento escuro pode ser indício de infecções frequentes, como vaginose, candidíase, tricomoníase ou feridas no útero e colo do útero.

Corrimento escuro na gravidez

O corrimento escuro na gravidez é comum, não sendo grande motivo de preocupação. Normalmente, ocorrem alterações hormonais que podem causar um corrimento branco e sem cheiro. No entanto, quando o corrimento é escuro, ele pode ser causado por umdesequilíbrio no pH da região íntima da mulher, podendo acontecer nas primeiras semanas de gestação, quando o embrião implanta-se mais profundamente no útero. Às vezes, o corrimento também pode significar a presença de pequenas quantidades de sangue misturado às secreções, na mulher grávida, não significando grandes riscos para a mãe e o bebê, mas pode ser uma dilatação do colo do útero que requer atenção do obstetra.
É importante que a gestante esteja atenta às manifestações do corpo e informe imediatamente ao seu médico logo que note o corrimento escuro, principalmente se vier associado a odor, ardência ou coceira. Nesse caso, ele pode estar relacionado a infecções, já que a mulher grávida tem maior probabilidade de contrair doenças venéreas. Se o corrimento for em grande quantidade, associado à perda sanguínea, tem maior risco de complicações, como parto prematuro, ruptura da bolsa ou infecção pós-parto.

Corrimento escuro pode ser gravidez

O corrimento escuro pode ser gravidez, mas nem sempre isso acontece. Isso porque, em algumas mulheres, às vezes, surge um fluxo maior de sangue antes ou nos últimos dias da menstruação. Em alguns casos, o fluxo pode diminuir no final, fazendo com que o sangue fique mais concentrado e mais escuro. Fatores como estresse, alterações hormonais, aumento de acidez na região íntima feminina, doença inflamatória pélvica, perimenopausa, menopausa, clamídia ou até mesmo, em casos mais graves, a ocorrência de câncer na região uterina podem ser a causa da menstruação escura.
Caso a menstruação esteja atrasada, o surgimento do corrimento escuro pode ser descamação do tecido endometrial ou pode ocorrer também de, na última menstruação, a mucosa do útero não ter saído completamente, tendo que ser eliminada aos poucos na cor marrom. É imprescindível a avaliação médica para que sejam realizados os exames necessários, pois nem sempre menstruação atrasada e corrimento escuro são sinais de gravidez.

Corrimento escuro no final da gravidez

O corrimento escuro, tipo borra de café, no final da gravidez pode ser uma perda sanguínea e deve ser comunicado imediatamente ao obstetra. Se for um corrimento marrom claro e abundante com alguns fios de sangue, não deve trazer grande preocupação, pois pode ser o tampão mucoso indicando que a hora do parto está chegando. Alguns cuidados devem ser tomados diariamente para evitar a ocorrência de corrimentos, tais como:
  • Evitar o uso de sabonetes com creme hidratante, antibactericidas e antifúngicos
  • Usar sabonete íntimo indicado pelo ginecologista
  • Roupas íntimas devem ser leves, folgadas e de algodão
  • Evitar usar amaciantes ou água sanitária nas roupas íntimas
  • Lavar a lingerie com água e sabão neutro
  • Evitar o uso de protetores diários
  • Evitar lavar excessivamente a zona genital, pois pode tirar a proteção natural da mucosa
Estes cuidados podem ajudar a evitar infecções e, com isso, diminuir as chances de um corrimento.

Corrimento com mau cheiro



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O corrimento com mau cheiro merece atenção poispode indicar a presença de infecções como vaginose bacteriana, candidíase, tricomoníase ou feridas no colo do útero. 
O mau cheiro do corrimento é semelhante ao cheiro de peixe podre e  geralmente vem acompanhado por coceira, ardor ao urinar, cor amarelo-esverdeado e dor durante as relações sexuais,  sendo aconselhável procurar um ginecologista para identificação das causas e tratamento do problema.

Remédio para corrimento com mau cheiro

O remédio para corrimento com mau cheiro depende das suas causas. Atualmente as opções de tratamento existentes são as seguintes:
  • Comprimidos via oral;
  • Óvulos vaginais;
  • Pomadas;
É importante referir que a duração do tratamento depende da gravidade e do tipo de corrimento. A depender do caso,  o parceiro também pode necessitar tratamento e o ginecologista orientará para evitar contato íntimo até que a infecção esteja curada. 

Tratamento caseiro para corrimento com mau cheiro

Um bom tratamento caseiro para reduzir o incômodo causado pelo corrimento com mau cheiro é o banho de assento com folhas de goiabeira.
Ingredientes:
30g de folhas de goiabeira;
1 litro de água;
1 bacia;
1 panela.
Modo de preparo:
Ferver 1 litro de água, desligar o fogo após fervura, acrescentar as 30g de folhas de goiabeira e fechar a panela durante 3 a 5 minutos. Em seguida, deve-se coar para retirar as folhas e colocar todo o chá numa bacia. 
Quando estiver numa temperatura suportável, sentar da bacia sem roupa para fazer um banho de assento, lavando cuidadosamente toda a região genital até a água esfriar. Repetir o procedimento de 2 a 3 vezes ao dia.
Além do banho de assento com folhas de goiabeira, algumas alterações na alimentação como consumir mais frutas, legumes, verduras e iogurte natural, podem ajudar na diminuição do corrimento com mau cheiro pois facilitam o reequilíbrio da flora bacteriana do órgão genital feminino. 
Se o mau cheiro persistir após tratamento com o chá por alguns dias, é importante que seja realizado um exame bacteriológico do corrimento por um médico ginecologista, para identificar qual o agente agressor e tratar convenientemente o caso.

Remédio caseiro para corrimento vaginal


O corrimento vaginal pode ser tratado naturalmente com o uso do chá de folhas de goiabeira e através da alimentação adequada.

Chá de goiabeira para corrimento vaginal

Um ótimo remédio caseiro para acabar com o corrimento vaginal do tipo amarelo-esverdeado e com mau cheiro, ou corrimento branco tipo leite coalhado, são as folhas de goiabeira (Psidium guajava L.).
Ingredientes
  • 30 g de folhas de goiabeira
  • 1 litro de água
Modo de preparo
Ferva a água e desligue o fogo. Acrescente, então, a erva e abafe durante 3 a 5 minutos. Depois, coe e faça um banho de assento com esse chá, lavando cuidadosamente toda a região genital. Repita o procedimento de 2 a 3 vezes ao dia.
O banho de assento para corrimento feito com as folhas de goiabeira é eficaz no tratamento do corrimento causado por Tricomoníase e Candidíase. Além disso, o remédio caseiro é seguro e não causa efeitos colaterais, nem possui contraindicações.

Alimentação para combater o corrimento vaginal

Além do uso do banho de assento, a alimentação pode ajudar no tratamento do corrimento. Deve-se investir em uma alimentação natural, à base de frutas, legumes e verduras, evitando ao máximo o consumo de alimentos industrializados. Os alimentos mais indicados para complementar o tratamento são:
  • Iogurte natural
  • Chicória, couve
  • Limão, melão, romã
Esse tipo de alimentação altera o pH sanguíneo e da região íntima feminina, facilitando o reequilíbrio da flora bacteriana da região. Porém, se o corrimento persistir por mais de 3 dias, mesmo com os tratamentos caseiros, recomenda-se uma consulta médica.

Como fazer a higiene íntima


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Para fazer uma boa higiene íntima sem se prejudicar, a mulher deve:
  • Lavar somente a região externa com um sabonete próprio para a região
  • Só usar duchas vaginais sob orientação médica
  • Não usar lubrificantes à base de óleo ou de silicone, que não saem facilmente com água e promovem a proliferação de fungos e de outros micro-organismos
  • Não usar lenços umedecidos perfumados
  • Sempre usar um papel higiênico macio, mas sem perfume
  • Usar roupa íntima de algodão
  • Não ficar muito tempo com o mesmo absorvente durante a menstruação
  • Não exagerar na depilação. Médicos alertam que a depilação íntima total favorece a proliferação de micro-organismos, causando mais corrimentos e facilita a contaminação com doenças
A vagina possui uma ligeira acidez, que promove um equilíbrio entre os micro-organismos presentes na região. Lavar-se exageradamente, depilar-se quase que totalmente e usar produtos íntimos inadequados são 3 erros comuns que prejudicam a saúde íntima.
Sempre que a mulher notar alguma alteração na vagina, como um cheiro diferente, corrimento, coceira ou ardor, ela deve ir ao ginecologista, pois pode haver alguma doença que precisa ser tratada.

Sintomas de câncer na vagina

Os sintomas de câncer na vagina podem incluir:
  • Corrimento com mau cheiro;
  • Sangramento fora do período menstrual;
  • Dor durante o contato íntimo;
  • Sangramento após o contato íntimo;
  • Urgência para urinar;
  • Dor ou ardência ao urinar.
Para se fazer o diagnóstico da doença, o ginecologista raspa o tecido da superfície no interior da vagina para biópsia. No entanto, é possível observar a olho nu alguma ferida ou área suspeita durante uma consulta ginecológica de rotina.
Os sintomas de câncer na vagina também estão presentes em inúmeras outras doenças que afetam a região e, por isso, é importante ir às consultas ginecológicas de rotina e fazer  periodicamente o exame preventivo chamado papanicolau. 

Tratamento 

O tratamento vai variar conforme o tipo de câncer que a mulher possui e o seu estadiamento, mas pode ser feito através da radioterapia ou da retirada dos tecidos afetados pela doença, através de uma cirurgia.

Câncer na Vagina

É um tipo raro de câncer do sistema reprodutor feminino que, segundo dados estatísticos, afeta geralmente mulheres entre os 45 e 64 anos de idade.

Sintomas

Os sintomas deste tipo de câncer geralmente incluem:
  • Corrimento com mau cheiro;
  • Dor durante o contato íntimo;
  • Dor/ardor ao urinar.
Estes sintomas podem ser confundidos com várias outras doenças e, por isso, deve-se realizar exames para confirmar o diagnóstico.
O diagnóstico pode ser feito através das visitas regulares ao ginecologista e, assim, qualquer alteração tecidual pode ser vista logo no início do quadro. Os exames mais comuns são papanicolau, biópsia e colposcopia.

Causas

As causas, geralmente, estão relacionadas à infecção pelo vírus HPV. Este tipo de câncer lesa o revestimento vaginal, levando à formação de úlceras que podem sangrar e tornar-se infectadas. A evolução deste tipo de câncer compromete a função da bexiga e da última porção do intestino.

Tratamento 

O tratamento pode ser feito através da radioterapia ou cirurgia para retirada dos tecidos 

Gardnerella

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A Gardnerella Vaginallis e a Gardnerella Mobiluncus sp são duas bactéria que, quando se multiplicam de forma desordenada, causam uma infecção vaginal conhecida popularmente como Vaginose bacteriana. O tratamento é feito com antibióticos em forma de comprimido e/ou pomadas que devem ser introduzidas na vagina, embora, em alguns casos, a cura possa ser alcançada espontaneamente.
Ela geralmente ocorre em mulheres, mas os homens também podem ser infectados através de relações sem preservativo com uma parceira infectada.

Sintomas da Gardnerella

Sintomas da Gardnerella nas mulheres:

  • Corrimento amarelado ou acinzentado
  • Bolhas na vagina
  • Odor desagradável que se intensifica após o contato íntimo desprotegido
  • Dor durante o contato íntimo
Se houver complicações como a infecçao concomitante com outras bactérias, as mulheres podem apresentar inflamações no útero e nas trompas, o que pode gerar um quadro de infertilidade no futuro na ausência de tratamento.

Sintomas da Gardnerella nos homens:

  • Inflamações no prepúcio, glande ou uretra
  • Dor ao urinar
  • Coceira
  • Secreção amarelada
Contudo, há indivíduos que não apresentam nenhum sintoma.

Causas da Gardnerella

As principais causas do desenvolvimento da Gardnerella são:
  • Baixa da imunidade;
  • Estresse
  • Alterações hormonais

Formas de contágio da Gardnerella

A principal forma de contágio da Gardnerella é o contato íntimo desprotegido, sendo esta a única forma do homem ser infectado com a doença. O período de incubação é de 2 a 21 dias.
A mulher pode desenvolver esta infecção através do contato íntimo com parceira infectada ou quando há alterações na sua própria flora bacteriana vaginal.
A infecção genital por Gardnerella não é considerada uma DST.

Diagnóstico  da Gardnerella

O diagnóstico da Gardnerella é feito por uma cultura e observação das secreções, através do método de Gram e/ou Papanicolau.

Tratamento da Gardnerella

A infecção por Gradnerella é de fácil cura e seu tratamento é feito com remédios antibióticos, como Metronidazol, Secnidazol ou Azitromicina, tomados via oral, ou com pomadas que devem ser aplicadas no local. Não é preciso tratar o parceiro de uma mulher com gardnerella.

Prevenção da Gardnerella

Para evitar a infecção pela Gardnerella, recomenda-se o uso de preservativos em todas as relações e uma boa higiene íntima diária, lavando somente a região genital externa com sabonete neutro ou apropriado para a região. Uma boa alimentação também é importante para evitar a baixa do sistema imune.

Referência Bibliográfica

MOREIRA MA; SANTOS FDB. A gardnerellose clínica. Acesso em Maio, 2012.

Gardnerella Mobiluncos


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A Gardnerella Mobiluncus  e Gardnerella​ Vaginallis sp são uma bactérias que habitam normalmente a região genital feminina, mas que quando se multiplica de forma desordenada podem gerar uma infecção chamada Vaginose Bacteriana. Seu tratamento é feito com o uso de antibióticos e é de fácil cura.
Geralmente essas duas bactérias aparecem juntas nos exames de papanicolau. As mulheres podem desenvolver a infecção devido a uma baixa do sistema imune, por exemplo.

Sintomas da Gardnerella Mobiluncus

Sintomas da Gardnerella Mobiluncus sp na mulher:
  • Corrimento amarelado;
  • Odor de "peixe podre";
  • Coceira na genitália feminina;
  • Dor na relações íntimas.
Sintomas da Gardnerella Mobiluncus sp no homem:
  • Inflamações no prepúcio, glande ou uretra;
  • Dor ao urinar;
  • Coceira;
  • Secreção amarelada.
Contudo alguns indivíduos são assintomáticos.

Causas da Gardnerella Mobiluncus

A infecção causada por Gardnerella Mobiluncus pode ser causada por situações como baixa do sistema imune; toma de medicamentos imunossupressores; stress; múltiplos parceiros e má higiene íntima, como o uso indevido de duchas vaginais.

Diagnóstico da Gardnerella Mobiluncus

O diagnóstico da infecção causada por Gardnerella Mobiluncus é feito através do esfregaço vaginal e do papanicolau.

Como se pega a Gardnerella Mobiluncus

A Gardnerella Mobiluncus pode ser transmitida através das relações sexuais sem preservativo com indivíduo contaminado, sendo esta uma forma do homem ser contaminado.
Já as mulheres, podem desenvolver a infecção por Gardnerella Mobiluncus sp em situações como stress; baixa do sistema imune e alterações hormonais como ocorre por exemplo na endometriose.

Tratamento para Gardnerella Mobiluncus

O tratamento para a infecção causada por Gardnerella Mobiluncus​ é feito com a toma de antibióticos como Metronidazol, por exemplo.

Vaginose bacteriana


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A vaginose bacterina é uma alteração na flora vaginal normal, com diminuição na concentração de lactobacilos e predomínio de uma espécie de bactérias sobre outras, principalmente da Gardnerella vaginalis. Por ter uma causa orgânica, não é considerada uma DST. Nas mulheres, ela é causada pelo aumento da quantidade da bactéria Gardnerella vaginalis na vagina e nem sempre apresenta sintomas, e seu tratamento é feito com o uso de antibióticos.
Sintomas da vaginose bacteriana
Os sintomas da vaginose bacteriana são:
  • Corrimento vaginal de cor amarela, branca ou cinza, que apresenta odor desagradável, tipo cheiro de peixe podre
  • Ardência ao urinar e/ou coceira no exterior da vagina
Algumas mulheres podem não apresentar sintomas.

Diagnóstico da vaginose bacteriana

O diagnóstico da vaginose bacteriana pode ser feito através do exame preventivo, também chamado de papanicolau, num exame de rotina, ou quando este é solicitado pelo ginecologista, quando a paciente relata a sintomatologia da doença. Os critérios para o diagnóstico da vaginose bacteriana são a inclusão de qualquer uma das seguintes condições:
  • ​​Secreção vaginal branca homogênea em grande quantidade
  • Secreção vaginal com pH > 4,5
  • Odor de peixe ao misturar a secreção vaginal com solução de KOH a 10%
  • Demostração microscópica dos micro-organismos causadores da infecção
Tratamento para vaginose bacteriana
O tratamento para a vaginose bacteriana é feito com o uso de antibióticos, como o metronidazol. Durante o tratamento recomenda-se usar preservativo em todas as relações.
Riscos da vaginose bacteriana
Na maioria dos casos, a vaginose bacteriana não causa grandes complicações, porém, existem algumas implicações sérias como:
  • Parto prematuro ou recém-nascido com peso abaixo da média
  • As bactérias que causam a vaginose bacteriana podem infectar o útero e as trompas de falópio. Esta inflamação é conhecida como doença inflamatória pélvica (DIP)
  • A vaginose bacteriana pode aumentar a probabilidade de infecção por DST/AIDS, em casos de exposição ao vírus
  • Pode aumentar a probabilidade de uma mulher ser infectada por outras doenças sexualmente transmissíveis, como clamídia e gonorreia
Como evitar a vaginose bacteriana
Para evitar a vaginose bacteriana, recomenda-se não fazer duchas vaginais, usar preservativo em todas as relações, restringir o número de parceiros e realizar exames ginecológicos pelo menos uma vez ao ano.

Como identificar a vaginose bacteriana

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Pode-se identificar a vaginose bacteriana através do exame especular na vagina, análise do corrimento e ouvindo a queixa da paciente.
Na vaginose bacteriana o corrimento tende a ser em pouca quantidade, esverdeado, amarelado, tendo odor de peixe podre, especialmente no período peri-menstrual e após o contato íntimo.
Para fechar o diagnóstico da vaginose bacteriana deve-se considerar:
  • Presença do corrimento com cheiro de peixe podre,
  • Teste Whiff positivo (adicionar duas gotas de KOH a 10% ao líquido presente no interior vagina, evidenciando o odor);
  • Presença de células epiteliais recobertas por clue-cells no exame bacteriológico.
Após identificar a doença o médico deverá indicar o tratamento mais indicado para a sua paciente. Este pode ser feito com a toma de antibióticos em dose única ou duas doses diárias durante 3 ou 7 dias.
Se a mulher não tratar a vaginose bacteriana poderá correr o risco de se contaminar mais facilmente com o vírus da Aids e com outras DSTs.

Tratamento para vaginose bacteriana

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O tratamento para a vaginose bacteriana é feito com o uso de antibióticos em dose única ou durante 7 dias consecutivos, mediante as necessidades da paciente.
Estudos científicos têm observado que o uso do Metronidazol 2g em dose única é menos eficaz, no tratamento da vaginose bacteriana, do que o uso de 500mg de Metronidazol, duas vezes ao dia, durante 7 dias. Mas, ainda assim, o medicamento utilizado em dose única cura quase 90% dos casos.
A clindamicina via oral ou em creme vaginal durante 3 dias também é uma opção terapêutica que tem demonstrado ser eficaz no combate à Gardnerella vaginalis, sendo uma outra opção para casos de vaginose intensa, recorrente ou para pacientes imunodeprimidas, como no caso da Aids, por exemplo.
Durante o tratamento é recomendado usar preservativo em todas as relações.

Referência Bibliográfica

GIRALDO PC; PASSOS MRL; BRAVO R; VARELLA RQ; CAMPOS WNA; AMARAL RL; MARUSSI E. O frequente desafio do entendimento e do manuseio da vaginose bacteriana. Acesso em Jan. 2012.

Remédio caseiro para infecção vaginal

A aroeira é um excelente remédio caseiro e natural para a infecção vaginal. Esta planta medicinal pode ser utilizada interna ou externamente, em forma de lavagens genitais e em forma de chá.
A aroeira (Schinus terebinthifolius Raddi) é efetiva e segura para o tratamento da vaginose bacteriana e é benéfica para a flora da região íntima feminina, sendo útil no combate a qualquer infecção nesta área. No entanto, o uso de remédios naturais não exclui a necessidade de consulta e de tratamento médico.

Chá de aroeira para infecção vaginal

Para preparar o chá de aroeira para infecção vaginal é necessário:

Ingredientes

  • 1 litro de água fervente
  • 100 g de cascas de aroeira

Modo de preparo

Coloque os 2 ingredientes em uma panela e deixe ferver por cerca de 5 minutos. Tape, deixe amornar e coe. Este chá pode ser utilizado para lavar a região genital e pode ser consumido até 3 vezes ao dia.

O que é uma infecção vaginal?

É qualquer infecção ou inflamação que afeta a vulva, vagina e colo do útero. Suas causas mais comuns são a infecção por Cândida sp; Gardnerella vaginalis e o Trichomonas vaginalis que geram, respectivamente, a Candidíase, Vaginose bacteriana e Tricomoníase.

Sinais e sintomas da infecção vaginal

Os sintomas variam de acordo com o agente causador, mas eles, geralmente, incluem:
  • Dor/Ardor ao urinar;
  • Dor pélvica;
  • Dor durante as relações;
  • Corrimento;
  • Coceira ou irritação na vulva.

Como tratar a infecção vaginal

O tratamento vai depender do micro-organismo envolvido, mas deve ser feito sob orientação médica e com o uso de medicamentos como Metronidazol, Cetoconazol ou Clindamicina, por exemplo. Recomenda-se, antes de iniciar o tratamento medicamentoso, realizar o diagnóstico laboratorial para identificar o agente causador e, assim, utilizar o medicamento que melhor o combata.

Referência Bibliográfica:

Remédio caseiro para corrimento vaginal

Dra. Sheila Sedicias (Ginecologista)

O corrimento vaginal pode ser tratado naturalmente com o uso do chá de folhas de goiabeira e através da alimentação adequada.

Chá de goiabeira para corrimento vaginal

Um ótimo remédio caseiro para acabar com o corrimento vaginal do tipo amarelo-esverdeado e com mau cheiro, ou corrimento branco tipo leite coalhado, são as folhas de goiabeira (Psidium guajava L.).
Ingredientes
  • 30 g de folhas de goiabeira
  • 1 litro de água
Modo de preparo
Ferva a água e desligue o fogo. Acrescente, então, a erva e abafe durante 3 a 5 minutos. Depois, coe e faça um banho de assento com esse chá, lavando cuidadosamente toda a região genital. Repita o procedimento de 2 a 3 vezes ao dia.
O banho de assento para corrimento feito com as folhas de goiabeira é eficaz no tratamento do corrimento causado por Tricomoníase e Candidíase. Além disso, o remédio caseiro é seguro e não causa efeitos colaterais, nem possui contraindicações.

Alimentação para combater o corrimento vaginal

Além do uso do banho de assento, a alimentação pode ajudar no tratamento do corrimento. Deve-se investir em uma alimentação natural, à base de frutas, legumes e verduras, evitando ao máximo o consumo de alimentos industrializados. Os alimentos mais indicados para complementar o tratamento são:
  • Iogurte natural
  • Chicória, couve
  • Limão, melão, romã
Esse tipo de alimentação altera o pH sanguíneo e da região íntima feminina, facilitando o reequilíbrio da flora bacteriana da região. Porém, se o corrimento persistir por mais de 3 dias, mesmo com os tratamentos caseiros, recomenda-se uma consulta médica.

Estes remédios caseiros podem ser úteis em caso de:

Candidíase

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    A candidíase é uma infecção causada pelo fungoCandida albicans que provoca o surgimento de coceira intensa, vermelhidão ou placas brancas, afetando, principalmente, a boca e os órgãos genitais de homens ou mulheres.
    Normalmente, este tipo de fungos vive no organismo humano, mas o sistema imune é capaz de evitar o seu desenvolvimento. Porém, quando existe enfraquecimento das defesas corporais, como após uma gripe ou durante a gravidez, o seu crescimento pode estar facilitado, causando uma infecção.
    A candidíase tem cura e o seu tratamento pode ser feito com pomadas ou remédios antifúngicos que eliminam os fungos que estão provocando a candidíase. Veja um tratamento caseiro para candidíase em: Remédio caseiro para candidíase.

Fotos de candidíase

Sintomas de Candidíase

  • Os sintomas da candidíase variam de acordo com o local onde surge, mas podem incluir:
    • Dor e coceira na região afetada;
    • Placas brancas e cremosas na boca;
    • Vermelhidão na pele;
    • Mau cheiro no local afetado;
    • Corrimento branco e espesso.
    Os sintomas de candidíase masculina podem também provocar inchaço da glande do pênis e dor durante o contato íntimo.
    A transmissão da candidíase pode acontecer por contato direto, através do contato íntimo, por exemplo, no entanto, esta é uma situação rara que só acontece quando o indivíduo tem o sistema imune enfraquecido, permitindo o desenvolvimento dos fungos.

Candidíase na gravidez

  • A candidíase na gravidez é um problema muito frequente, que surge devido ao aumento de corrimento vaginal, assim como enfraquecimento do sistema imune da grávida.
    Normalmente, a candidíase na gravidez não provoca alterações no feto, mas a gestante deve consultar o ginecologista para iniciar o tratamento adequado e evitar que o fungo seja transmitido para o bebê durante o parto vaginal.
    O tratamento para candidíase na gravidez pode ser feito com o uso de remédios, como Anfotericina ou Nistatina, sob indicação do obstetra, e a grávida deve utilizar roupas de algodão, evitar roupa íntima apertada, ter boa higiene e fazer uma alimentação equilibrada.

Como tratar a candidíase

  • O tratamento para candidíase deve ser orientado por um ginecologista, urologista ou dentista, mas, normalmente é feito com uso de remédios orais, pomadas antifúngicas ou dieta adaptada, de acordo com a região afetada.
    Assim, os remédios para candidíase em forma de pomada, como Candicort ou Fluconazol, devem ser utilizados na candidíase genital e aplicadas 2 a 3 vezes por dia, até 14 dias, de acordo com a indicação do médico.
    Além disso, durante o tratamento da candidíase é recomendado:
    • Evitar roupas íntimas que não sejam de algodão;
    • Lavar a região genital somente com água e sabonete neutro ou próprio para a região;
    • Sempre que possível, dormir sem roupas íntimas;Evitar absorventes internos;
    • Manter boa higiene oral, escovando os dentes, pelo menos, 3 vezes por dia;
    • Evitar comer alimentos ricos em gordura e açúcar.
    No caso da candidíase oral ou recorrente, o médico pode recomendar a ingestão de remédios orais, como Fluconazol ou Itraconazol, e uma dieta pobre em açúcares, lacticínios e carboidratos.

Candidíase vaginal

  • A candidíase vaginal é uma infecção muito comum entre as mulheres devido ao desenvolvimento do fungo candida albicans, que faz parte da flora normal da região íntima da mulher.
    A candidíase vaginal é mais frequente em grávidas e algumas das suas principais causas incluem o uso excessivo de antibióticos, a diabetes ou os maus hábitos de higiene, porque facilitam o crescimento de fungos ou o enfraquecimento do sistema imune.
    Porém, a candidíase vaginal tem cura e o seu tratamento deve ser feito com o uso de pomadas antifúngicas receitadas pelo ginecologista.
    A candidíase vaginal não é uma doença sexualmente transmissível, mas durante o tratamento o casal deve utilizar preservativo para evitar transmitir fungos de uma pessoa para a outra.

Imagens da Candidíase Vaginal

Como tratar a candidíase vaginal

  • O tratamento da candidíase vaginal pode durar até 15 dias e não dói, sendo feito com a aplicação de pomadas antifúngicas como:
    • Nistatina;
    • Clotrimazol;
    • Cicloexilmetilamina;
    • Cetoconazol.
    Estas pomadas devem ser aplicadas até 2 vezes por dia ou de acordo com as indicações do ginecologista, não devendo existir contato íntimo durante o tratamento.
    Em alguns casos, também pode ser utilizada uma dose única oral de remédio antifúngico, como o Fluconazol, especialmente em situações de candidíase vaginal recorrente. Saiba mais sobre os medicamentos para candidíase vaginal em:Medicamentos para candidíase.

Tratamento caseiro para candidíase vaginal

  • Um ótimo tratamento caseiro para candidíase vaginal é lavar a região íntima com água e vinagre, na proporção de 4 colheres de vinagre para meio litro de água.
    É também importante adotar alguns cuidados para evitar a recorrência da candidíase vaginal, como:
    • Lavar e secar bem a região íntima;
    • Utilizar roupa pouco apertada e de algodão;
    • Dar preferência para a ingestão de probióticos e lactobacillus, como iogurte;
    • Não utilizar produtos de higiene íntima com químicos.
    Além disso, deve-se evitar alimentos ricos em carboidratos, gordura e açúcar, pois são a principal fonte de alimento do fungo causador da candidíase vaginal.

Sintomas da candidíase vaginal

  • Os sintomas da candidíase vaginal, geralmente, aparecem quando a imunidade do organismo está diminuída e incluem:
    • Corrimento de cor branca, tipo leite coalhado;
    • Coceira intensa e sensação de ardência na região íntima;
    • Dor e ardência durante o contato íntimo;
    • Inchaço e vermelhidão da região íntima.
    A mulher com estes sintomas deve consultar o ginecologista para fazer o diagnóstico da infecção e iniciar o tratamento adequado.
    Quando a mulher tem candidíase, pode transmitir ao homem durante as relações, mas geralmente, os homens não desenvolvem os sintomas, podendo voltar a infectar a mulher depois do tratamento.

Remédio caseiro para candidíase

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    Um remédio caseiro muito eficaz, barato e sem efeitos colaterais para curar a candidíase é o iogurte natural, que também pode ser usado como remédio caseiro para candidíase na gravidez pois não prejudica o bebê. Uma outra opção é tomar o chá de uva-ursina.
    Além disso uma ótima estratégia é introduzir 1 cápsula de lactobacillus acidophilus, na vagina à noite, antes de dormir, durante 14 dias. Este remédio natural ajuda a repor a flora vaginal, controlando o aparecimento de fungos. Também pode ingerir 1 cápsula de suplemento de Lactobacillus acidophilus às refeições por 1 mês, sendo este um ótimo remédio caseiro para candidíase na boca.

Remédio caseiro para candidíase feminina

  • Um ótimo remédio caseiro para candidíase na mulher é introduzir o iogurte natural na vagina. O iogurte irá diminuir a acidez da vagina, travando o crescimento das bactérias que preferem um ambiente mais ácido para se desenvolver. Esse remédio caseiro também pode ser utilizado por homens, mas pode ser desconfortável permanecer com a cueca molhada durante o dia.
    Ingredientes
    • 1 embalagem de 125 g de iogurte natural
    • 1 seringa sem agulha ou 1 absorvente interno
    Modo de preparo
    Introduza o iogurte no interior da vagina, com o auxílio de uma seringa (sem agulha), 2 vezes por dia, durante 3 dias. Use um absorvente para evitar que a calcinha fique molhada.
    Uma outra forma prática de utilizar o iogurte como remédio para candidíase é mergulhar um absorvente interno no potinho de iogurte natural, em temperatura ambiente, e introduzi-lo na vagina, deixando-o atuar por, pelo menos, 3 horas.
    Retire o iogurte da geladeira com alguma antecedência, para que a temperatura fria não cause incômodo.

Remédio caseiro para candidíase masculina

  • O chá de uva-ursina é um ótimo remédio caseiro para candidíase peniana porque diminuir a reprodução da levedura Candida Albicans, que é o micro-organismo causador da candidíase. No entanto, este chá também pode ser utilizando para o tratamento em mulheres.
    ​Ingredientes
    • 1 xícara de água quente
    • 2 colheres (de chá) de folhas de uva-ursina
    Modo de preparo
    Verter a água quente sobre as folhas e deixar repousar por 5 minutos. Quando amornar, coar e beber a seguir. É recomendado beber este chá 3 vezes por dia.
    Uma outra opção para tratar a candidíase é tomar um remédio em dose única, como o Fluconazol e o Itraconazol. A abordagem costuma ser bem aceita, pois o tratamento só dura 1 dia. Mesmo assim, o tratamento deve ser realizado sob a orientação médica.
    Esse tipo de medicamento pode ser utilizado sozinho ou associado ao tratamento tópico, que consiste em passar uma pomada com o mesmo princípio ativo nos órgãos genitais, sendo eficaz tanto para homens quanto para mulheres. Veja outros exemplos em:Pomada para candidíase.

Tricomoníase

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    A tricomoníase vaginal é uma doença infecto-contagiosa causada pelo agente etiológicoTrichomonas vaginalis, que tem como principal sintoma um corrimento amarelado e espumoso com odor fétido. Seu tratamento é feito com o uso de antibióticos como o Metronidazol.

Sintomas da tricomoníase

  • Os sintomas da tricomoníase são corrimento amarelado com mau cheiro, que por vezes pode apresentar-se espumoso. Pode ocorrer ainda dor durante o contato íntimo e ao urinar. Casos raros apresentam dor no baixo ventre.
    Geralmente, a doença não apresenta sintomas no homem, embora ao estar infectado ele possa contaminar seus parceiros.

Diagnóstico da tricomoníase

  • Nas mulheres, o diagnóstico é feito através da análise da secreção vaginal; nos homens, devem ser obtidas secreções da ponta do pênis antes da primeira urina e/ou através do exame de urina.
    Caso o exame não seja conclusivo nas mulheres, indica-se a realização do papanicolau.

Transmissão da tricomoníase

  • A transmissão da tricomoníase se dá através do contato íntimo sem preservativo.

Tratamento para tricomoníase

  • O tratamento da tricomoníase deve envolver ambos os parceiros, sendo composto de uma dose única de 2g de metronidazol, ou 500mg, 12/12h durante 7 dias ou 2g de Secnidazol em dose única.
    O tratamento para tricomoníase assintomática é desaconselhado durante a gravidez.

Referência Bibliográfica

Sintomas de Tricomoníase

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    A tricomoníase é uma infecção vaginal causada pelo protozoário Tricomonas Vaginalis. É considerada uma doença sexualmente transmissível. Confira seus sintomas e o tratamento.

Sintomas da tricomoníase nas mulheres

    • Corrimento vaginal acinzentado e espumoso;
    • Dor nas relações íntimas;
    • Dor ao urinar;
    • Aumento da freqüência urinária.

Sintomas da tricomoníase no homem

    • Secreção espumosa ou semelhante ao pus,
    • Dor ao urinar,
    • Necessidade de urinar freqüentemente,
    • Pode haver umidade no orifício peniano.
    A infecção pode atingir o epidídimo, que são os canais por onde o esperma é transportado no escroto, causando dor nos testículos, e a próstata também pode ser infectada.

Tratamento para Tricomoníase

  • Para o tratamento da tricomoníase recomenda-se a dose única de 2g de secnidazol ou metronidazol 500mg 12/12h durante 7 dias.

Gardnerella vaginalis

A Gardnerella vaginalis é uma bactéria que habita a região íntima feminina e gera uma inflamação chamada vaginose bacteriana.

Sintomas da Gardnerella vaginalis

A Gardnerella nem sempre apresenta sintomas, mas, quando estes se fazem presentes, incluem um corrimento amarelado ou esverdeado com odor fétido, semelhante a peixe podre. Esse odor aparece após o contato íntimo desprotegido, devido ao contato direto com o sêmen.
Quando a bactéria é encontrada no homem, pode causar coceira, ardor ao urinar e inflamação da glande.

Como identificar a Gardnerella vaginalis

A Gardnerella vaginalis é facilmente identificada através do papanicolau e deve ser tratada com o uso de antibióticos. Por vezes, ela soluciona-se sozinha, sem necessitar de nenhum tipo de tratamento.

Tratamento para Gardnerella vaginalis

O tratamento para a Gardnerella vaginalis é feito com o uso de antibióticos receitados pelo ginecologista. Um bom exemplo é o metronidazol. Os parceiros das mulheres infectadas também devem ser tratados, mesmo que não apresentem sintomas.
O tratamento para gardnerella pode ser feito com remédios antibióticos como Secnidazol, Metronidazol ou Azitromicina e em alguns casos com pomadas para aplicação local. A gardnerella é uma bactéria naturalmente encontrada na flora feminina, e a proliferação anormal dessas bactérias causa uma infecção vaginal também chamada de vaginose bacteriana.
A gardnerella tem cura quando ela é devidamente tratada. Esta infecção em mulheres apresenta sintomas que incluem corrimento amarelado ou esverdeado com odor semelhante a peixe podre e dor na relação sexual. Quando a bactéria é encontrada no homem, geralmente não são observados sintomas, mas pode causar ardor ao urinar, coceira e inflamação da glande. A gardnerella não é considerada uma DST, mas deverá ser tratada se os sintomas forem observados. O contágio desta doença ocorre através do contato íntimo sem proteção.

Tratamento para gardnerella recorrente

O tratamento para gardnerella recorrente pode ser feito com remédios citados acima e suplementos multivitamínicos que reforçam o sistema imunológico do paciente. No tratamento convencional o uso de antibióticos mata a bactéria, mas é importante evitar alguns hábitos que favorecem a proliferação desta bactéria como como por exemplo o estresse, baixa imunidade e mudança de pH na região genital feminina.

Tratamento para gardnerella em gestantes

O tratamento para gardnerella em gestante é importante, pois esta infecção é bastante comum e se não for tratada adequadamente pode causar parto prematuro e bebê com baixo peso. Na gestante, o tratamento pode ser feito com o uso de metronidazol por 7 dias, após o 3º mês de gravidez, sob orientação médica.

Tratamento caseiro para gardnerella

O tratamento caseiro para gardnerella poder ser útil para complementar o tratamento clínico prescrito pelo ginecologista e para evitar a recorrência da doença. Algumas dicas de tratamento incluem:
  • Iogurte probiótico que aplicado no local ajuda a repor os suprimentos da flora vaginal por conter o Lactobacillus acidophilus vivos;
  • Garcinia Cambogia combatem as bactérias nocivas que podem aparecer na vagina por reforçar o sistema imunológico. Poderá ser usada em banhos de acento;
  • Vinagre de cidra é levemente ácido e possui pH semelhante ao de uma vagina saudável. Pode ser usado em banhos superficiais e pode ajudar a restaurar o equilíbrio na região vaginal.
O indivíduo com gardnerella tem maior risco de contrair outras infecções como a gonorreia, tricomoníase e candidíase devido a baixa imunidade do organismo e por isso é importante o tratamento adequado da doença.