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quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Foi provado: o amor é um vício, mas tem cura



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Sofrer muito por amor pode ter uma razão biológica. Uma nova pesquisa do cérebro sugere que superar um romance pode ser semelhante a superar um vício.
O estudo é um dos pioneiros a examinar o cérebro de uma pessoa recentemente dispensada que têm dificuldade de esquecer seu relacionamento. Pesquisadores descobriram que quando homens e mulheres com o coração partido olham para as fotografias dos antigos parceiros, certas regiões do cérebro são ativadas que os associam com recompensa, desejo, controle das emoções, sentimentos de apego e de dor física e angústia.
Os pesquisadores dizem que a resposta do cérebro à rejeição romântica pode ter uma base evolutiva. Nosso cérebro desenvolveu circuitos para o romance há milhões de anos, para permitir que os nossos antepassados concentrassem sua energia em apenas uma pessoa e iniciassem um processo de acasalamento. Quando você é rejeitado no amor, você perde o maior prêmio da vida, que é um “parceiro de acasalamento”. Ou seja, quando se é dispensado, provavelmente este sistema do cérebro é ativado, para ajudar a pessoa a tentar conquistar seu amor de volta.
O estudo com os recentes “dispensados” mostrou que quando eles visualizam seu ex-amado, estimulam uma região do cérebro chamada área tegmental ventral, envolvida na motivação e recompensa.
Trabalhos anteriores demonstram que essa região é também ativa em pessoas que estão loucamente apaixonadas. Isso faz sentido, porque não importa se está feliz ou infeliz no amor, você ainda está apaixonado.
Outras regiões do cérebro, conhecidas por serem associadas com o vício da cocaína e intensa dependência do cigarro, também foram ativadas.
Por outro lado, os investigadores encontraram algumas boas notícias para os romanticamente rejeitados: parece que o tempo cura. Quanto mais tempo passou desde a separação, menos atividade havia nessas regiões.
As áreas do cérebro envolvidas na regulação da emoção, na tomada de decisão e na avaliação também ativaram quando os participantes olharam as fotos. Isto sugere que estavam aprendendo a partir de sua experiência passada, avaliando suas perdas e ganhos e descobrindo como lidar com a situação. Isso parece ser saudável para o cérebro, pensar sobre a situação de forma mais ativa e tentar amadurecer. [LiveScience]

NÃO CONSEGUE ESQUECER UM EX-AMOR?

Apego ao passado pode prejudicar sua vida amorosa
Sabe aquela sensação de estar no primeiro encontro com alguém que parecia especial e de repente sentir uma saudade enorme do parceiro anterior? E às vezes a saudade do ex-amor até aumenta depois do encontro com um outro alguém. Você pode achar que esse tipo de sentimento só serve para mostrar o quanto ainda ama quem não está mais do seu lado. Confuso não?
Depois do término da relação, a busca por outro amor pode ser dolorida. Dói porque você realmente não está inteiro em si mesmo. Ou porque há uma parte de seus sentimentos presos à relação que se desfez e, para complicar, uma parte de você tenta incessantemente encontrar na atual relação características daquela pessoa do passado. Você age dessa maneira sem ter consciência, sem querer se machucar nem ferir o atual pretendente. Mas os dois acabam sofrendo juntos.
A dor está justamente na constatação de que seu atual amor não é quem você está procurando, porque quem realmente deseja está no seu passado. É aquela pessoa que mexe contigo, com seus bons sentimentos e até com sua raiva e frustração. Dá até medo pensar em como a pessoa pode estar se divertindo, neste momento, longe de você.

DESPEDIDA DO PASSADO

Querer virar a página já é uma grande atitude a ser tomada. Geralmente os obstáculos internos que atrapalham a entrega para o novo relacionamento costumam estar ligados ao grau de satisfação que você tinha com o ex-amor, além da sensação de ter se habituado ao jeito do outro.
Estar a dois requer estar inteiro na relação para dar certo, respeitar o espaço do que já foi vivido e não ficar preso ao que passou. E tudo isso é difícil quando você ainda não esqueceu um ex-amor. O mais importante neste momento é entender que você está totalmente dividido: uma parte quer seguir em frente e encontrar alguém que esteja disposto a amar, enquanto o outro lado sofre todo dia com a distância de quem ainda ama.
Se estiver passando por essa situação, neste momento de sua vida, você acha que pode se entregar a uma nova relação e amar de verdade outra pessoa? Além disso, você acredita que vai encontrar alguém que preencha todos os requisitos de um parceiro que você quer? Talvez não, afinal você não está em condições que lhe permitam nem mesmo reconhecer essa pessoa, já que ainda não terminou seu ciclo amoroso anterior.

VALE A PENA INVESTIR NA RECONCILIAÇÃO?

A solução para isso pode parecer estranha, mas quem sabe aguardar um novo desfecho entre você e esse amor que ainda não acabou? Por que não investir em diálogos entre vocês dois para estabelecer possíveis ligações que aumentem a reciprocidade e a entrega para a relação? Será que vocês não desistiram muito rápido de tentar dar certo? Será que essa pessoa também não sente falta de você? Por que não tentar fazer algo diferente por vocês dois?
Se você já tentou fazer dar certo e nada de bom saiu dessa experiência, realmente pode ser a hora de se alinhar com a sua vontade de mudar de parceiro e não desistir do encontro com uma pessoa com a qual você possa ter uma relação saudável. Outra coisa que pode estar acontecendo é você não estar realmente disposto para uma nova relação e precisar de um tempo para ficar sozinho.
Existem mil fatores que podem fazer você sentir falta de outra pessoa, talvez seja apenas uma lembrança da última relação, mas isso não pode ser um bloqueio para você ser feliz agora. Se você ainda ama alguém e não existe nenhuma maneira de vocês ficarem bem juntos, não se torture, aceite esse amor como uma experiência que foi boa de ser vivida, não um tormento.

Permitir-se conhecer novos amores pode ser uma grande solução. Ter disciplina com os seus pensamentos para não se deixar levar pelo passado também é uma maneira de se desligar do que passou e estar inteiro no presente - o que só pode ser bom para você.

quinta-feira, 2 de março de 2017

Por que você ama um e come o outro?

Pense em um porco. Talvez já esteja ficando com água na boca só de imaginar o bacon crocante, as costelas suculentas, o presunto saboroso e a linguiça apimentada. A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) relata que a carne suína é comercializada em mais lugares no mundo do que qualquer outra, respondendo por 36% de todo o consumo carnívoro. O americano médio consome em torno de 23 quilos de carne suína por ano – e isso não é nada comparado à China, onde as pessoas consomem o dobro dessa quantidade.
Porém, em algumas comunidades, como as adeptas do islamismo e do judaísmo, o alimento é proibido. E algumas pessoas consideram o porco – particularmente a variedade de pequeno porte – um animal de estimação adorável. Sociáveis, afetivos e muito mais limpos do que sua reputação sugere, os animais são muito inteligentes e adoram carinho. Porcos brincam de correr atrás de pessoas e objetos, descobrem como operar termostatos em suas baias de confinamento e são capazes até de aprender jogos simples de computador. Um estudo de 2014 sobre cognição animal revelou que os porcos são capazes de compreender gestos humanos, como apontar, de modo semelhante aos cães.
Se neste ponto você está começando a se sentir pouco à vontade em relação ao seu sanduíche de bacon, saiba que não está sozinho. Esse desconforto se origina de um fenômeno que os cientistas apelidaram “o paradoxo da carne”. Ele surge quando pessoas que gostam de comer carne evitam pensar nos animais sofrendo – e morrendo para fornecê-la. “Se começarmos a cutucar o assunto, todos parecem sentir-se um pouco mal em relação ao hábito de comer carne”, comenta o psicólogo Brock Bastian, pesquisador da Universidade de Melbourne, na Austrália. Fundamentalmente, se você respeita o direito à vida de todas as criaturas que não lhe causam prejuízo, sejam elas grandes ou pequenas, a ideia de pactuar com sua morte apenas para satisfazer o prazer momentâneo de saborear sua carne deve ser pelo menos perturbadora. “Uma das preocupações morais mais enraizadas e de ampla aceitação é impedir danos. Se um animal morresse de causas naturais, duvido que haveria algum conflito em relação a comê-lo”, diz Bastian.
A percepção de que você pode ser apaixonado por bichos e ao mesmo tempo ser um carnívoro convicto deflagra o dilema. Dois fatos curiosos ressaltam isso: em um estudo realizado com moradores de Ohio, 81% disseram acreditar que o bem-estar dos animais de fazenda é tão importante quanto o de animais de estimação; outro: as pessoas gastam fortunas com seus animais peludos: em 2015, a estimativa nos Estados Unidos era de US$ 60 bilhões. Mesmo assim, isso não as impedia de consumir cerca de 9 bilhões de animais por ano. E, embora os dados sejam americanos, é muito provável que em grandes cidades brasileiras os resultados não fossem muito diferentes.

O paradoxo da carne é um bom caminho para compreender a dissonância cognitiva, um estado psicologicamente desagradável que vem à tona quando temos apreço por várias convicções mutualmente inconsistentes ou quando há uma lacuna entre nossas atitudes e nosso comportamento. O psicólogo Leon Festinger, professor da Universidade Stanford, descreveu o conceito pela primeira vez em 1957, mas o fenômeno só passou a ser estudado com mais profundidade recentemente. O paradoxo ficou mais nítido à medida que os psicólogos investigam as maneiras como formulamos nosso apetite por animais. Os estudos revelaram que utilizamos uma série de artifícios racionais para distinguir animais que consumimos daqueles que estimamos com o objetivo de tornar ideias não palatáveis mais fáceis de engolir. Em última instância, nos enganamos para atenuar a culpa.
Saiba mais sobre o assunto na edição de dezembro de Mente e Cérebro, disponível na Loja Segmento: http://bit.ly/2guA4d3  

Leia mais:

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Ritmo da respiração afeta memória e medo

Cientistas da faculdade de Medicina de Northwestern descobriram pela primeira vez que o ritmo da respiração cria uma atividade elétrica no cérebro humano que acentua os julgamentos emocionais e a lembrança de memórias.

Esses efeitos no comportamento dependem e variam se a pessoa está inspirando ou expirando, e se ela respeita pelo nariz ou pela boca.

No estudo, indivíduos foram capazes de identificar uma expressão amedrontada mais rapidamente quando se deparavam com o rosto enquanto inalavam do que quando exalavam. Os indivíduos tinham mais facilidade em se lembrar de um objeto quando se deparavam com ele enquanto inspiravam do que quando expiravam. O efeito desaparecia se eles estivessem respirando pela boca.


“Uma das principais descobertas deste estudo é que existe uma diferença dramática na atividade cerebral na amígdala e hipocampo durante a inspiração em comparação com a expiração,” explicou a autora principal do estudo, Christina Zelano, professora assistente de neurologia da Escola de Medicina Feinberg da Universidade de Northwestern. “Quando você inspira, nós descobrimos que você está estimulando neurônios no córtex olfativo, amígdala e hipocampo, através de todo seu sistema límbico.”

O estudo foi publicado em 6 de dezembro, na revista científica Journal of Neuroscience. O autor sênior é Jay Gottfried, professor de neurologia na Feinberg.

Cientistas da Northwestern fizeram essas descobertas pela primeira vez enquanto estudavam sete pacientes com epilepsia que estavam com cirurgias cerebrais marcadas. Uma semana antes dos procedimentos, um cirurgião implantou eletrodos no cérebro dos pacientes para identificar a origem das convulsões. Isso permitiu que os cientistas adquirissem dados eletrofisiológicos diretamente dos cérebros dos pacientes. Os sinais elétricos registrados mostraram que a atividade cerebral flutuou durante a respiração. A atividade ocorre em áreas cerebrais nas quais emoções, memórias e cheiros são processados.

A descoberta levou os cientistas a se perguntarem se as funções cognitivas tipicamente associadas com essas regiões do cérebro — especialmente o processamento do medo e da memória — poderiam ser afetadas, também, pela respiração.
A amígdala está fortemente associada com o processamento emocional, em particular emoções relacionados ao medo. Desse modo, os cientistas pediram para cerca de 60 indivíduos, no ambiente do laboratório, tomarem uma decisão rápida sobre expressões emotivas enquanto registravam as respirações deles.

Os indivíduos receberam fotos de rostos com expressões de medo ou surpresa e tiveram de indicar, rapidamente, qual emoção cada rosto estava expressando.

Quando encaravam as fotos durante a inspiração, os indivíduos as reconheciam como amedrontadas mais rapidamente do que quando faziam o mesmo durante a expiração. O mesmo não aconteceu com as expressões de surpresa. Esse efeito diminuiu quando os participantes realizaram a mesma tarefa enquanto respiravam pela boca. Portanto, o efeito é específico para estímulos de emoções de medo durante a respiração pelo nariz.

Em um experimento que tinha como objetivo acessar a função da memória — ligada ao hipocampo — os mesmos participantes observaram fotos de objetos em uma tela de computador e foram instruídos a memorizá-las. Os pesquisadores descobriram que os indivíduos se lembraram melhor quando tinham encarado as imagens durante a inspiração.

Os achados significam que uma respiração rápida poderia conferir vantagens quando alguém está numa situação perigosa, explica Zelano.
“Se você está em um estado de pânico, o ritmo da sua respiração se torna mais rápido,” afirma Zelano. “Como resultado, você passará proporcionalmente mais tempo inalando do que em um estado calmo. Assim, a resposta natural do nosso corpo ao medo em aumentar a frequência da respiração pode ter um impacto positivo no funcionamento do cérebro e resultar em uma resposta mais rápida a estímulos perigosos do ambiente.”

Outro insight potencial da pesquisa diz respeito aos mecanismos básicos da meditação ou percepção da respiração. “Quando você inspira, você está, em certa medida, sincronizando oscilações cerebrais através da rede límbica,” afirmou Zelano.

 

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Even Thinking About Nearby Smartphones or Tablets May Disrupt Kids' Sleep

By Kathryn Doyle
(Reuters Health) - Children and teens with access to tablets and smartphones at night don't get enough sleep and are sleepier during the day, whether or not they use the devices, according to a new review.
The review of 20 previous studies found kids using portable media devices around bedtime were more than twice as likely as kids who didn't use them to have short sleep times, but so were kids who had access to such devices at night but didn't use them.
"A lot of people argue that it's the device light emission that leads to sleep outcomes, but even if you're not using it, even having the presence of the device near you affects sleep," said lead author Ben Carter of King's College London.
"My personal view is it's due to continuous stimulation from things like social media engagement," and that there may be a similar relationship with adults, Carter told Reuters Health.
"Your social group is active and you can be thinking about it," he said. "If I text a loved one an hour before bed then I'm hoping I might get a reply."
The reviewers included studies of children aged 6 to 19 years that measured exposures to portable media like tablets and smartphones, but excluded studies that looked at television, personal computers or sources of electromagnetic radiation. In total, the included studies covered more than 125,000 children.
Bedtime media device use was consistently linked to difficulty falling asleep or staying asleep and poor daytime function due to sleepiness. Bedtime device use was also tied to insufficient sleep times of less than 10 hours per night for children and less than nine hours for teens.
Kids with bedtime access to these devices at least three times a week around bedtime, or with a device in the sleep environment, also had poorer measures of sleep quality and quantity than kids with less or no access, according to the results in JAMA Pediatrics, October 31st.
"It's normal to wake up during the night but when the phone is there, many people instead of just turning over will tap on the phone ostensibly to check the time, will see 15 text messages from their buddy or whatever, then 2 hours later they're going back to bed," said Dr. Charles Czeisler, director of the Sleep Health Institute and chief of the Division of Sleep and Circadian Disorders at Brigham and Women's Hospital in Boston.
"It's very engaging technology and when it's present in the bedroom it reduces sleep duration," said Czeisler, who coauthored an editorial alongside the review.
Two-thirds of teens leave a device on while sleeping in bed at night, and turning the device off or moving it to another room can make a big difference, he told Reuters Health.
"Device use is ubiquitous and they are hugely beneficial in some cases," Carter said. "However we need to recognize that there are negative consequences of some device use."
Some devices can be programmed to switch off at a certain hour, which Carter would strongly encourage, he said.
Poor sleep has been tied to many health outcomes, among them dementia, Carter noted. "Sleep is an exposure that we take for granted, is free and we don't take enough notice of it."

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Roupas como caminho para o autoconhecimento

Comprar exageradamente pode ser uma forma patológica de aplacar angústias. Roupas, sapatos, bolsas e maquiagens estão entre seus principais objetos de desejo. Mas não precisa nem ter comportamento patológico para encontrar dificuldades de resistir a uma vitrine atraente ou se ver, de repente, diante do próprio armário lotado com a sensação de que não tem nada para vestir naquele dia. Essas situações, em geral, estão associadas a sentimentos de inadequação, ansiedade e baixa autoestima.
 


Afinal, alguém discorda que “o mundo trata melhor quem se veste bem”? Isso significa peças caras, que estão moda, de qualidade ou simplesmente adequadas a cada ocasião? As roupas podem ser também uma maneira de repensar a relação com os objetos, com o próprio corpo e com estilo de vida. Mas fazer isso sozinho nem sempre é fácil e às vezes pode ser útil contar com uma assessoria. Oferecer essa “mãozinha”, valorizando o autoconhecimento, é a proposta da jornalista Carol Camocardi, especializada em consultoria de imagem e moda (www.carolcamocardi.com.br). Com respaldo de profissionais da área da saúde, ela trabalha com o conceito de moda consciente, voltada para atendimento individual, de grupos, empresas e marcas.
“Partindo da história da pessoa e de seus desejos buscamos ajudá-la a se reconectar consigo mesma, redescobrindo sua verdadeira imagem, gostos e aptidões”, diz a consultora. A proposta é aprofundar o autoconhecimento de uma forma lúdica. “Mas para isso passamos pela reciclagem de tabus e padrões antiquados.” Entre seus clientes, vários deles indicados por psicólogos e nutricionistas, com quem Carol desenvolve um trabalho conjunto, estão pessoas que tiveram mudanças drásticas no corpo em razão de perda peso, por exemplo. (Da redação)
Esta matéria foi publicada originalmente na edição de outubro de Mente e Cérebro, disponível na Loja Segmento: http://bit.ly/2ekCMnU 

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

The Perfect Marriage: Einstein and...Comics?

Albert Einstein is revered today as one of the most influential scientific minds of the 20th Century. His scientific theories have shaped our understanding of gravity, helped us understand how our universe works, and most importantly, laid the groundwork of modern physics as we know it. In fact, this year marks 100 years since Einstein, through his theory of general relativity, predicted the existence of gravitational waves. Our friends at LIGO indeed confirmed not once, but twice this year that black holes were capable of colliding, causing a ripple effect in the space-time fabric.

Putting aside Einstein’s science, the world’s favorite genius has consistently been a celebrity. In fact, Einstein famously said to his friends Max and Heidi Born in 1920, “Like the man in the fairytale who turned everything he touched into gold, so with me everything is turned into newspaper clamor.” Einstein has maintained his passing even 60 years after his passing. One way that Einstein’s celebrity status has been honored in pop culture is in the form of comic book cameos.
Albert Einstein has appeared in various comic books throughout the span of comic book history. Einstein’s first appearance in comic book lore came in DC Comics’ Superman #55, which published in 1948 featuring a two-page biography of Einstein titled “The Boy Who Wasn’t Too Bright.” Einstein’s next appearance in a comic book came in Marvel’s Amazing Adventures #5 in 1961, which only had a very brief cameo of Einstein but only as a flashback.
Do Einstein's Theories Provide Sources of Energy for Superheros
Later DC and Marvel comic book issues would feature Einstein in more prominent cameo roles. Perhaps the most iconic are DC Comics Presents #69, where Einstein is held captive by Nazis with Clark Kent and creates a formula that “helps” Clark Kent obtain superhuman abilities, andSuperman #416 “The Einstein Connection,” in which Lex Luthor mimics Einstein’s life on Einstein’s birthday; Superman later figures out that Lex Luthor does this because he admires Einstein. Historically, Einstein has been featured in more DC Comics stories than Marvel. Nevertheless, Einstein has a very rich history in the comic book universe.
Of course, the perfect marriage between Albert Einstein and comic book lore is the scientific derivation of many of these superheroes’ powers. For example, we can credit The Flash’s supersonic speed to Einstein’s theory of special relativity. Or even our understanding of wormholes in Einstein’s theory of general relativity paves a connection to Doctor Strange and his ability to travel to different dimensions thanks to the use of portals. It’s simply a no-brainer that the inherent scientific elements embedded in comic book stories would bear such a deep connection to Einstein’s theories and hypotheses. Who knows? Now with the discovery of gravitational waves, which Einstein predicted 100 years ago), comic book writers will find a way to pay homage to Einstein with the inclusion of such a theory in future comic book stories.
As a way to celebrate Einstein and the science of comic book superheroes, Lee Billings and Aaron Shattuck of Scientific American helped host a Facebook Live on the Albert Einstein Facebook Page talking precisely about this subject matter.

The views expressed are those of the author(s) and are not necessarily those of Scientific American.

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Por que obedecemos ordens?

Obedecemos, seguimos e damos ordens muitas vezes até sem perceber. Há leis, regras de trânsito, conselhos morais e espirituais, determinações do chefe e tantas outras situações em que prevalece mando e obediência. Numa dessas relações é fácil imaginar motivos para alguém desejar comandar – como sede de status, vantagens materiais ou satisfação da vaidade. Pode ser mais interessante, contudo, pensar no que leva alguém a obedecer sem fazer questionamentos – ou pelo menos estranhar essa conjuntura. O sociólogo alemão Max Weber deu algumas respostas a essa questão. No início do século 20 ele estudou as relações de dominação, a qual definiu como “probabilidade de encontrar obediência a determinada ordem”. O que mais lhe interessava nessas relações era o sentido dado à ação de obedecer por aqueles que se submetiam às ordens.
Podem existir motivações para a obediência com base no medo, no afeto, num costume arraigado ou no cálculo das vantagens de ser conivente com o dominador. Mas a dominação construída sobre esses alicerces pode ser instável. De acordo com Weber, as relações de mando-obediência tornam-se mais estáveis quando o sujeito que segue as determinações alheias o faz por acreditar que esta é a coisa certa a fazer. Em outras palavras, a dominação é mais estável quando o dominado acredita na legitimidade do motivo de sua obediência. Três fundamentos são identificados pelo sociólogo para a dominação ser considerada legítima por aqueles que acatam e cumprem as ordens.
Existem os casos em que a motivação é a crença na legitimidade das ordenações e dos poderes senhoriais existentes há muito tempo. Obedece-se por fidelidade, sem questionamentos, porque se acredita que o estado das coisas foi daquele jeito desde sempre. Mas as ordens não podem ser aleatórias. Seu conteúdo está “santificado” pela tradição, embora haja um limite nas ações de quem manda, entre as partes determinadas pela tradição, pelo seu arbítrio e graça, podendo esta última ser influenciada por simpatias pessoais. Exemplo desse tipo de relação, chamada de dominação tradicional, é a autoridade dos pais de família nas relações patriarcais.

Outra razão para  considerar as ordens de uma pessoa como legítimas é a devoção afetiva a ela ou a crença em seus dons (como faculdades mágicas, abertura para revelações místicas, demonstrações de heroísmo, poder intelectual ou alta capacidade de convencimento pelo discurso). Encontramos esse tipo de relação entre grandes oradores, guerreiros ou líderes religiosos e seus séquitos. Mas a dominação embasada no carisma é tão extracotidiana que dificilmente se mantém sozinha por muito tempo.
Mais estável é a chamada dominação legal. Nela, uma pessoa não é obedecida por uma qualidade sua, mas pelo cargo que ocupa. Na verdade, o que realmente é obedecido é uma regra estatuída. A ideia básica, nesse tipo de relação, é que qualquer direito pode ser criado ou modificado mediante um estatuto correto. Correspondem a esse tipo de dominação a estrutura do Estado, as empresas capitalistas e toda associação moderna que dispõe de um numeroso e hierarquizado quadro de funcionários (os burocratas). Mas nenhum desses tipos de dominação existe de forma isolada dos demais. Hitler, por exemplo, era aprovado por boa parte dos alemães por causa de seu discurso carismático, mas comandou uma burocracia que a muitos parecia legítima por ter sido criada legalmente e de modo racional; mas também era obedecido porque havia mecanismos de violência para reprimir quem o contrariasse.

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

23 Signs You're Secretly a Narcissist Masquerading as a Sensitive Introvert

If I see one more listicle about introversion, I'm going to cry.
It started out with the fairly reasonable "31 Unmistakable Signs That You're An Introvert." Sure, many of the items on the list offered an exaggerated version of introversion, but there were some real gems that had a large grain of truth. Like this one:
But then this happened:
"HE OFTEN WEARS HEADPHONES WITH NO MUSIC PLAYING, IN THE HOPES NO ONE WILL TRY AND TALK TO HIM."
You'd think that'd be enough for a lifetime of listicles. But no... they kept coming, mixing together many different traits under the general umbrella "introversion." For instance, some lists include shyness-reated behaviors, but it's well documented that shyness is not the same thing as introversion. Shyness is more related to being anxious and neurotic. There are plenty of introverts who prefer alone time but really aren't anxious or shy when interacting with other people.
Another common misconception perpetuated by these listicles is that introversion and sensory processing sensitivity are the same thing. From "23 Signs You're Secretly An Introvert":
"While extroverts tend to get bored easily when they don't have enough to do, introverts have the opposite problem -- they get easily distracted and overwhelmed in environments with an excess of stimulation."
Actually, sensory processing sensitivity is not the same thing as introversion. There are plenty of socially introverted folks who can deal with loud sounds and bright lights, even though they may get emotionally drained from too many superficial social interactions. Vice versa, there are plenty of socially extraverted individuals who get overstimulated by sensory input. A number of studies support that idea that sensory processing sensitivity is much more strongly linked to anxiety (neuroticism) and openness to experience than introversion.
But when I saw this listicle, I just about flipped my lid:
Really? Let's clarify something here: Narcissism is definitely not the same thing as introversion.
Have you ever met someone who constantly tells you how "sensitive" and "introverted" they are, but all you actually see is selfishness and egocentricity? I'm sure you have, because these people exist in spades.
When most people think of narcissism, they think of thepublic face of narcissism: extraversion, aggression, self-assuredness, grandiosity, vanity, and the need to be admired by others (see "How to Spot a Narcissist"). But as far back as 1938, Harvard psychologistHenry Murray noticed another breed of narcissist among his undergraduates: the covert narcissist. While the "overt" narcissists tended to be aggressive, self-aggrandizing, exploitative, and have extreme delusions of grandeur and a need for attention, "covert" narcissists were more prone to feelings of neglect or belittlement, hypersensitivity, anxiety, and delusions of persecution.
In the 90s, psychologist Paul Wink analyzed a variety of narcissism scales and confirmed that there are indeed two distinct faces of narcissism, which they labeled "Grandiosity-Exhibitonism" and "Vulnerability-Sensitivity". He found that both shades of narcissism shared a common core of conceit, arrogance, and the tendency to give in to one's own needs and disregard others. But that's where the similarities ended.
While Grandiosity-Exhibitionism was associated with extraversion, aggressiveness, self-assuredness, and the need to be admired by others, Vulnerability-Sensitivity was associated with introversion, hypersensitivity, defensiveness, anxiety, and vulnerability. Further research by Jonathan Cheek and Jennifer Odessa Grimes at Wellesley College found a moderate correlation between covert narcissism and theHighly Sensitive Person Scale developed by Elaine Aron.
In other words, while introversion, sensitivity, and narcissism are all partially separate traits, hypersensitive covert narcissists are more likely to report that they are introverted and sensitive.
Are You a Covert Narcissist?
By this point, you're probably wondering if you're secretly a hypersensitive covert narcissist masquerading as a sensitive introvert. Without further ado, here are 23 items that will allow you to gain greater insight into your personality. In a recent study conducted on a group of 420 undergraduates, Jonathan Cheek and colleagues found that higher scorers on this "Maladaptive Covert Narcissism Scale" tended to also score higher on tests of entitlement, shame, and neuroticism, and tended to display lower levels of self esteem, extraversion, agreeableness, and conscientiousness. In contrast, maladaptive overt narcissism wasn't related to shame, self esteem, or neuroticism, even though overt narcissists reported feeling just as entitled as covert narcissists. It seems if you have to be a narcissist, it's better to be an overt narcissist than a covert narcissist!
So here's the test. Be honest with yourself!
Maladaptive Covert Narcissism Scale (MCNS)*
Please answer the following questions by deciding to what extent each item is characteristic of your feelings and behavior. Fill in the blank next to each item by choosing a number from this scale:
1 = very uncharacteristic or untrue, strongly disagree
2 = uncharacteristic
3 = neutral
4 = characteristic
5 = very characteristic or true, strongly agree
  1. ___ I can become entirely absorbed in thinking about my personal affairs, my health, my cares or my relations to others.
  2. ___ My feelings are easily hurt by ridicule or the slighting remarks of others.
  3. ___ When I enter a room I often become self-conscious and feel that the eyes of others are upon me.
  4. ___ I dislike sharing the credit of an achievement with others.
  5. ___ I feel that I have enough on my hand without worrying about other people's troubles.
  6. ___ I feel that I am temperamentally different from most people.
  7. ___ I often interpret the remarks of others in a personal way.
  8. ___ I easily become wrapped up in my own interests and forget the existence of others.
  9. ___ I dislike being with a group unless I know that I am appreciated by at least one of those present.
  10. ___ I am secretly "put out" or annoyed when other people come to me with their troubles, asking me for their time and sympathy.
  11. ___ I am jealous of good-looking people.
  12. ___ I tend to feel humiliated when criticized.
  13. ___ I wonder why other people aren't more appreciative of my good qualities.
  14. ___ I tend to see other people as being either great or terrible.
  15. ___ I sometimes have fantasies about being violent without knowing why.
  16. ___ I am especially sensitive to success and failure.
  17. ___ I have problems that nobody else seems to understand.
  18. ___ I try to avoid rejection at all costs.
  19. ___ My secret thoughts, feelings, and actions would horrify some of my friends.
  20. ___ I tend to become involved in relationships in which I alternately adore and despise the other person.
  21. ___ Even when I am in a group of friends, I often feel very alone and uneasy.
  22. ___ I resent others who have what I lack.
  23. ___ Defeat or disappointment usually shame or anger me, but I try not to show it.
Done? Now add together all the numbers to come up with a total score.
How'd you do?
If you thought on some each of these, "Oh dear lord, that's sooooo me," don't panic. As I mentioned, there's some overlap between this scale and other tests that measure introversion and sensitivity. In a recent study conducted on college students, the average score on this scale was in the mid-upper 60s. So if your score hovered around that range, you're about average in covert narcissism. If your score was below 40, you scored verylow in covert narcissism.
If, however, your score was 82 and above, you scored high in covert narcissism. And if your score was above 97, well, you might want to own yourself as a card-carrying covert narcissist, instead of constantly telling people to stop criticizing you because your sensitive, introverted soul can't handle it.
Now, do genuinely introverted people exist? Absolutely. Are there genuinely sensitive people? For sure. There are even many individuals who are both sensitive and introverted.
But the latest research suggests that there is also a large selfish segment of the population who say they are introverted and sensitive when they really just can't stand it that everyone doesn't recognize their brilliance.
With that said, whoever bans the word "listicle" from the English lexicon is genuinely brilliant, regardless of their shade of narcissism.
© 2013 Scott Barry Kaufman, All Rights Reserved
* The first 10 items of this scale are taken from the original Hypersensitive Narcissism Scale. The rest of the items were added to create a more reliable and valid scale. This new and improved 23-item scale was recently presented at the 2013 Association for Research in Personality conference by Jonathan Cheek, Holly Hendin, and Paul Wink.
Note: Even though Kanye West sings songs such as "I Am A God," I admit it's possible that he is actually the reverse of the focus of my article: a sensitive introvert masquerading as a narcissist. I don't know him personally.
image credit of Kanye West: ballerstatus.com
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terça-feira, 9 de agosto de 2016

Beyond ‘Pokémon Go’: Future Games Could Interact with Real Objects

A new imaging technique could help make imaginary characters appear to convincingly interact with a gamer's actual surroundings
The augmented-reality game "Pokémon Go" may be the hottest thing in mobile gaming right now, but new advances in computer science could give players an even more realistic experience in the future, according to a new study. In fact, researchers say a new imaging technique could help make imaginary characters, such as Pokémon, appear to convincingly interact with real objects.
A new imaging technique called Interactive Dynamic Video can take pictures of real objects and quickly create video simulations that people, or 3D models, can virtually interact with, the researchers said. In addition to fueling game development, these advances could help simulate how real bridges and buildings might respond to potentially disastrous situations, the researchers added.
The smartphone game "Pokémon Go" superimposes images onto the real world to create a mixed reality. The popularity of this game follows a decades-long trend of computer-generated imagery weaving its way into movies and TV shows. However, while 3D models that can move amid real surroundings on video screens are now commonplace, it remains a challenge getting computer-generated images to look as if they are interacting with real objects. Building 3D models of real items is expensive, and can be nearly impossible for many objects, the researchers said. [Beyond Gaming: 10 Other Fascinating Uses for Virtual-Reality Tech]
Now, Interactive Dynamic Video could bridge that gap, the researchers said.
"When I came up with and tested the technique, I was surprised that it worked quite so well," said study lead author Abe Davis, a computer scientist at the Computer Science and Artificial Intelligence Laboratory at the Massachusetts Institute of Technology.

ANALYZING MOVEMENT

Using cameras, this new technique analyzes tiny, almost imperceptiblevibrations of an object. For instance, when it comes to curtains, "it turns out they are almost always moving, just from natural air currents in an indoor room," Davis told Live Science.
The distinct ways or "modes" in which an object vibrates help computers model how it might physically behave if an outside force were to interact with it. "Most objects can vibrate and move a certain amount without a permanent change to their shape," Davis said. "To give you an example, I can tap on a branch of a tree, and it might shake, but that's different from bending it until it snaps. We observe these kinds of motions, the kind that an object bounces back from to return to a resting state."
In experiments, Davis used this new technique on images of a variety of items, including a bridge, jungle gym and ukulele. With a few clicks of his mouse, Davis showed that he could push and pull these images in different directions. He even showed that he could make it look as if he could telekinetically control the leaves of a bush.
Even 5 seconds of video of a vibrating object is enough to create a realistic simulation of it, according to the researchers said. The amount of time needed depends on the size and directions of the vibrations, the scientists said.
"In some cases, natural motions will not be enough, or maybe natural motions will only involve certain ways an object can move," Davis said. "Fortunately, if you just whack on an object, that kind of sudden force tends to activate a whole bunch of ways an object can move all at once."

NEW TOOLS

Davis and his colleagues said this new technique has many potential uses in entertainment and engineering.
For example, Interactive Dynamic Video could help virtual characters, such as those in "Pokémon Go," interact with their surroundings in specific, realistic ways, such as bouncing off the leaves of a nearby bush. It could also help filmmakers create computer-generated characters that realistically interact with their environments. And this could be done in much less time and at a fraction of the cost that it would take using current methods that require green screens and detailed models of virtual objects, Davis said.
"Computer graphics allow us to use 3D models to build interactive simulations, but the techniques can be complicated," Doug James, a professor of computer science at Stanford University in California, who did not take part in this research, said in a statement. "Davis and his colleagues have provided a simple and clever way to extract a useful dynamics model from very tiny vibrations in video, and shown how to use it to animate an image."
Major structures such as buildings and bridges also vibrate. Engineers can use Interactive Dynamic Video to simulate how such structures might respond to strong winds or an earthquake, the researchers said. [Lessons from 10 of the Worst Engineering Disasters in US History]
"Cameras can not only just capture the appearance of an object, but also their physical behavior," Davis said.
But, the new technique does have limitations. For example, it cannot handle objects that appear to change their shape too much, such as a person walking down the street, Davis said. Additionally, in their experiments, the researchers used a stationary camera mounted on a tripod; there are many technical hurdles to overcome before this method can be applied using a smartphone camera that might be held in a shaky hand, they said.
"Also, sometimes it takes a while to process a video to generate a simulation, so there are a lot of challenges to address before this can work on the fly in an app like 'Pokémon Go,'" Davis said. "Still, what we showed with our work is that this approach is viable."
Davis will publish this work later in August as part of his doctoral dissertation.

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