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quarta-feira, 1 de março de 2017

Ganhos vorazes: dieta de extrema restrição calórica mostra resultados antienvelhecimento

A ideia de que organismos podem viver vidas mais longas e saudáveis reduzindo bruscamente sua ingestão de calorias não é exatamente nova. Pesquisas de laboratório demonstraram repetidas vezes o valor antienvelhecimento da restrição de calorias, chamado frequentemente de RC, em vários animais, dos nematóides aos ratos - com a implicação de que o mesmo talvez seja verdade para humanos.


Na prática, entretanto, reduzir permanentemente a ingestão de calorias de 25% a 50% ou mais parece, para muitos, uma maneira de prolongar a vida fazendo com que ela não valha a pena ser vivida. Pesquisadores também advertiram que aquilo que funciona com nematóides ou ratos pode não funcionar - podendo até mesmo se mostrar perigoso - em humanos, causando perda de densidade muscular ou óssea, por exemplo.

Contudo, dois novos estudos parecem ter levado a restrição calórica do reino do desejo à beira da realidade prática, e talvez até mesmo tolerável. Escrevendo na Nature Communications, pesquisadores da Universidade de Wisconsin-Madison e do Instituto Nacional de Envelhecimento relataram no mês passado que a redução crônica de calorias produz benefícios significativos de saúde em macacos resos - primatas com padrões de envelhecimento similares aos humanos - indicando “que mecanismos de RC podem ser adaptados para a saúde humana.” Os pesquisadores descrevem um macaco o qual iniciou uma dieta de 30% de restrição de calorias quando tinha 16 anos, meia-idade tardia para esse tipo de animal. Hoje, ele tem 43 anos, um recorde de longevidade para a espécie, de acordo com o estudo, e o equivalente a um humano vivendo até os 130.

No segundo estudo, publicado essa semana na Science Translational Medicine, a equipe de pesquisa liderada pelo gerontologista Valter Longo na Universidade do Sul da Califórnia (USC, na sigla em inglês) sugere que é possível ganhar benefícios antienvelhecimento sem se comprometer a uma vida de fome. Em vez disso, uma “dieta de imitação de jejum”, praticada apenas cinco dias por mês durante três meses - repetindo-a em intervalos, conforme for necessário - é “segura, possível e efetiva para reduzir os fatores de risco de envelhecimento e doenças relacionadas à idade.”

Alguns pesquisadores, porém, ainda não acham convincentes os argumentos da restrição de calorias. Leslie Robert, da Universidade de Paris, que não teve ligação com os dois novos estudos, diz que abordagens farmacêuticas oferecem um potencial antienvelhecimento melhor do que dietas “ineficientes e aparentemente danosas”. O importante, adiciona Luigi Fontana, pesquisador de longevidade na Escola de Medicina da Universidade Washington em Saint Louis, que também não fez parte nos novos estudos, é “se você está fazendo uma dieta saudável, se exercitando, sem fazer nada extremo, sem fazer a vida miserável contando cada caloria.”

Rozalyn Anderson, pesquisadora no estudo de Wisconsin, não necessariamente discorda. “A vida já é difícil o bastante sem nos empenharmos em dietas malucas”, ela diz. “Realmente estudamos isso como um paradigma para entender o envelhecimento. Não estamos recomendando que as pessoas o façam.” Os resultados reunidos no artigo da Nature Communications mostram que o envelhecimento é “maleável” nos primatas, ela explica, e que “o envelhecimento em si apresenta um alvo razoável para intervenção.” Ao passo que a medicina convencional vê o envelhecimento como uma luta contra câncer, problemas cardiovasculares, degeneração neural e outras doenças, ela acrescenta, a restrição de calorias “retarda o envelhecimento e a vulnerabilidade. Ao invés de ir atrás de uma doença por vez, você procura a vulnerabilidade implícita e ataca todas as doenças de uma vez.”

Apesar de suas ressalvas quanto a recomendar a RC, Anderson elogiou o trabalho da equipe de pesquisa no estudo publicado na Science Translational Medicine por “levar isso adiante para possíveis aplicações clínicas.” No estudo, os sujeitos seguiram uma dieta projetada cuidadosamente com 50% de restrição calórica, totalizando 1100 calorias no primeiro dia e 70% (por volta de 700 calorias) nos quatro dias seguintes, e depois comeram o que quiseram no resto do mês.

Longo, o gerontologista na USC, diz que a teoria implícita da abordagem vai-e-volta é que os efeitos regenerativos do regime não ocorrem tanto pelo jejum em si quanto pela posterior recuperação. Em contraste, restrições de calorias ininterruptas e de longo prazo podem levar aos tipo de efeitos negativos vistos em condições extremas como anorexia.

A dieta de restrição de calorias no estudo de Longo foi totalmente baseada em plantas e contou com sopas vegetais, barras de energia, bebidas energéticas e pequenos lanches, além de suplementos minerais e vitamínicos. Ela incluiu nutrientes feitos para manipular a expressão de genes envolvidos nos processos de envelhecimento, explica Longo. (Longo e a USC são ambos donas da L-Nutra, companhia que produz a dieta. Contudo, ele não ganha nenhum salário ou honorários de consultoria da empresa e atribuiu suas ações a uma organização sem fins lucrativos estabelecida para apoiar pesquisas futuras.)

Até mesmo o regime de restrição de calorias de cinco dias ao mês foi, aparentemente, uma luta para alguns dos objetos de teste, resultando em uma taxa de 25% de desistência. Contudo, os benefícios para saúde, na forma de diminuição de massa corpórea e melhores níveis de glicose, triglicérides e colesterol, juntamente de outros fatores, apareceram após o terceiro mês e persistiram por ao menos mais três meses - mesmo após os sujeitos terem voltado a uma dieta normal em tempo integral. Notavelmente, dadas as preocupações sobre outras formas de restrição calórica, a massa muscular magra se manteve inalterada.

Os benefícios foram melhores para pessoas que eram obesas ou, de outra forma, pouso saudáveis, diz Longo. Porém, esses indivíduos podem, ainda, precisar repetir o regime de cinco dias com uma frequência de uma vez ao mês até chegar à recuperação, ele acrescenta, enquanto aqueles que já são saudáveis e atléticos podem repeti-lo apenas duas vezes por ano.

Nenhum dos dois estudos discutem se os benefícios da RC ajudam em uma vida mais longa. A longevidade em humanos ainda é um subproduto imprevisível de nossas imensuráveis variações em biologia, comportamento e circunstância individuais. O objetivo, de acordo com os pesquisadores, é meramente fazer a parte saudável de nossas vidas durar mais tempo.

 

Richard Conniff

sábado, 15 de agosto de 2015

9 Dicas para emagrecer com saúde e naturalmente!



Mas essa não é a única opção, mudar alguns hábitos também pode fazer com que você perca peso de maneira saudável e naturalmente.
Se você está sempre em busca de dicas para emagrecer com saúde, certamente já viu em diversos sites e programas de TV que para emagrecer é preciso modificar radicalmente a alimentação, ficar bem longe de determinados alimentos e diminuir o consumo de calorias diárias.
Alguns hábitos nada saudáveis podem contribuir para o ganho de peso. Podemos citar como exemplo o hábito de comer fora de hora. Portanto, se você deseja emagrecer com saúde, é necessário que você se esforce e mude alguns hábitos.
dicas para emagrecer com saúde e naturalmente
Ao adotar hábitos mais saudáveis, seu corpo começa a funcionar de maneira mais eficaz, isso otimiza os efeitos da sua e dieta e favorece o processo de emagrecimento.
Veja abaixo 9 dicas para emagrecer com saúde e naturalmente. Essas dicas, quando seguidas, favorecem o processo de emagrecimento e contribuem para a melhora da qualidade de vida.

Dica para emagrecer # 1 – Faça as refeições na hora certa

O jejum prolongado pode gerar dor no estômago, mau humor e hipoglicemia. Além disso, pode fazer com que o metabolismo fique mais lento, o que não é nada bom para quem deseja emagrecer, pois metabolismo lento significa menos queima de calorias.
Fazer as refeições na hora certa, e fracionar a alimentação em 6 vezes ao dia, favorece a digestão e aumenta a velocidade do metabolismo. Além disso, a sua disposição melhora, e você consegue realizar as suas tarefas diárias de maneira mais eficiente.

Dica para emagrecer # 2 – Investir em sessões de Acupuntura

Destine uma parte do seu salário para pagar despesas relacionadas aos cuidados com a sua saúde. Não veja isso como um gasto, mas sim como investimento que trará retornos incríveis.
Por exemplo, procure um bom profissional de Acupuntura e comece a fazer sessões semanais com ele. Já foi comprovado que a Acupuntura favorece o processo de emagrecimento.
Aqui no blog tem um artigo muito interessante falando do uso da Acupuntura para emagrecer, não se esqueça de lê-lo.
A Acupuntura não faz você emagrecer, mas ela coloca o seu organismo em condições de emagrecer de maneira saudável, assim, os efeitos da sua dieta e da sua rotina de exercícios serão muito mais positivos. Além disso, a Acupuntura é excelente para controlar a ansiedade e o apetite.

Dicas para emagrecer # 3 – Pratique Yoga

mulher praticando yoga para emagrecerA prática de Yoga favorece uma melhor percepção do próprio corpo, assim, a pessoa consegue perceber melhor a necessidades do próprio organismo, e isso é excelente para quem deseja emagrecer.
Uma pesquisa realizada pelo “Journal Of the American Dietetic Association” demonstrou que pessoas que praticam Yoga têm uma tendência a ter um IMC (índice de Massa Corporal) menor do que as pessoas que não praticam.
Uma pessoa que pratica Yoga sabe quando o seu organismo está realmente precisando de alimento, dessa maneira, come quando está com fome, e percebe claramente quando está satisfeita.

Dicas para emagrecer # 4 – Comer em casa é melhor que em restaurantes

Comer em restaurantes favorece a obesidade. Isso acontece porque os restaurantes oferecem muitas opções de comidas gordurosas e calóricas, assim, as pessoas acabam exagerando.
Quando você come em casa, fica mais fácil controlar o que irá comer, isso favorece a perda de peso.
Mas se a sua rotina não permite que você almoce em casa todos os dias, uma dica é sempre encher metade do prato com salada e a outra metade com arroz, legume cozido e carne.

Dica para emagrecer # 5 – Tire a televisão do seu quarto

Algumas pesquisas recentes comprovaram que a televisão no quarto faz com que as pessoas fiquem mais tempo na frente do aparelho, e isso leva também a um aumento das chances dessas pessoas comerem enquanto assistem aos seus programas favoritos.
Certamente você já imaginou o que acontece!
As pessoas que têm TV no quarto acabam comendo muito, já que ficam distraídas e nem percebem que estão comendo demais. Além disso, elas se exercitam pouco e acumulam gordura no corpo.

Dica para emagrecer # 6 – Durma bem

Aqui mesmo no blog Emagrecimento Urgente já falamos que dormir bem emagrece. Umestudo publicado em 2013 por pesquisadores norte-americanos demonstrou que dormir pouco faz com que a pessoa fique mais propensa a consumir alimentos gordurosos.
A falta de sono também provoca cansaço, e uma pessoa cansada não consegue realizar bem as suas tarefas diárias, e muito menos tem ânimo para praticar exercícios físicos, e como sabemos, os exercícios são essências para quem deseja e precisa emagrecer.

Dica para emagrecer # 7 – Não consuma proteínas em exagero

As proteínas são muito importantes para o bom funcionamento do organismo, e ajudam no processo de emagrecimento, já que aumentam a sensação de saciedade. No entanto, em exagero as proteínas encurtam a vida.
Além disso, alimentos muito ricos em proteínas, como carne vermelha, queijos e ovos, possuem muita gordura saturada, e podem aumentar os níveis de LDL (colesterol ruim) no sangue. O excesso de proteínas pode levar também à sobrecarga renal, o que aumenta os riscos de insuficiência renal.

Dica para emagrecer # 8 – Pratique exercícios físicos com frequência

A prática de exercícios físicos é importante para qualquer pessoa, especialmente para quem deseja perder peso com saúde.
Para começar você não precisa ficar horas na academia. Comece fazendo 30 minutos de caminhada 3 vezes por semana. Quando você já tiver ganhado mais condicionamento físico, pode aumentar o tempo e a frequência do exercício.
Leitura complementar: Caminhada emagrece

Dica para emagrecer # 9 – Coma em pratos menores

dicas para emagercer comer em prato menorIsso pode parecer bobagem, mas uma pesquisa realizada pela Universidade da Pensilvânia (EUA) demonstrou que o tamanho do prato interfere sim na quantidade de alimento que uma pessoa consome. Foi demonstrado que, quanto maior o prato, maior a quantidade de comida que a pessoa ingere.
Fracione a sua alimentação, coma 6 vezes ao dia, e no almoço e no jantar, escolha um prato menor.

Considerações finais

Passar fome não é a melhor maneira para emagrecer, na verdade, é a pior estratégia que uma pessoa pode utilizar para perder peso.
Adotar hábitos mais saudáveis, se alimentar de maneira equilibrada e praticar exercícios físicos, é o segredo para emagrecer com saúde e de maneira consistente.