quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Psicologia da Vaidade – O que vão pensar de mim?

Na psicologia, a vaidade é definida como o traço de caráter que se resume à preocupação constante: “O que vão pensar de mim?” Conheça os tipos de vaidade
Olá amigos!
Continuando o nosso Curso sobre a Psicologia Individual de Alfred Adler, vamos falar hoje sobre um aspecto importante do seu livro A Ciência da Natureza Humana, parte 2, “A ciência do caráter”, que trata dos traços agressivos de caráter, começando pela vaidade.
“Vaidade das vaidades, tudo é vaidade” diz o livro saturnino Eclesiastes, provavelmente de Salomão. Não há como iniciar um texto sobre a vaidade sem citá-lo. Afinal, sob certo ponto de vida, tudo é vaidade e todos somos vaidosos.

Definição de Vaidade

A palavra da moda ostentação, ostentar, é um dos sinônimos que encontramos para vaidade no dicionário. Assim como vanglória, presunção e definições mais gerais: “qualidade do que é vão, instável ou de pouca duração; desejo imoderado e infundado de merecer a admiração dos outros; presunção malfundada de si, do próprio mérito.
Etimologicamente vaidade vem do latim vanitate que designa o que é vão, o que é fútil, o que é vazio. Mas penso que no dia a dia aprendemos desde pequenos o significado da palavra vaidade, de modo que uma definição precisa não chega a ser necessário.

A Psicologia da Vaidade

Psicologicamente, nas concepções de Adler, podemos entender que a vaidade é o traço de caráter de quem está “sempre a cogitar no que os outros pensam dele” (Adler, 1961, p. 188). Em outras palavras: [a vaidade] leva os indivíduos a pensar constantemente em si, ou, quando não dê isso, na opinião dos outros a seu respeito” (Adler, 1961, p. 189).
O indivíduo vaidoso, deste modo, encara a vida, a sua relação com todos os fatos e com todas as pessoas pela seguinte perspectiva: “Que vantagem poderei tirar disto?” (Adler, 1961, p. 189).
Como temos visto aqui no nosso Curso Gratuito sobre a Psicologia de Adler, para o criador da psicologia individual um dos aspectos mais importantes da vida psíquica é o senso de sociabilidade, ou seja, a adaptação do indivíduo ao meio em que vive de modo a contribuir para a sociedade como um todo.
Por isso, o autor faz questão de deixar clara a diferença entre senso de sociabilidade (que é avaliado de maneira positiva) e vaidade (que é avaliada de maneira negativa). Se lermos com calma a perspectiva de Salomão, veremos que o escritor hebraico entende a vaidade como ubíqua e uma força por trás das nossas ações.
Para Adler, é preciso fazer uma distinção. Quando um artista produz uma obra genial, o faz não por vaidade, mas a despeito dela. Em toda e qualquer criação realmente útil (ou que contribua de alguma forma com a sociedade) há o senso de sociabilidade. A vontade de ajudar, de servir, de contribuir.
A vaidade, por outro lado, é um traço egoísta. O vaidoso preocupa-se tão somente com ele mesmo. Na maioria dos casos, a vaidade não vai impelir para uma elaboração que seja útil socialmente. Pelo contrário, vai acabar prejudicando os que estão ao redor.
Um exemplo tornará esta distinção entre vaidade e senso de sociabilidade mais evidente.

Tipos de vaidade

Uma menina extremamente mimada pode descobrir desde cedo que o modo como se veste é um importante fator que vai qualificar o modo como os outros vão pensar a seu respeito. Com isso, ela pode literalmente infernizar a vida dos seus progenitores para que comprem roupas caras, mesmo que os pais ou cuidadores não possam arcar com os custos e mesmo que o preço final da roupa seja um absurdo. É um exemplo do ter apenas para ostentar.
Através deste exemplo, podemos ver como a vaidade desta menina não contribuirá em nada com as pessoas que a cercam. Pelo contrário, com motivos egoístas, acaba prejudicando a saúde financeira da família.
Entretanto, este exemplo não é de todo representativo das formas nas quais a vaidade pode aparecer. Adler cita casos que atendeu em seu consultório de pessoas que procuram se afastar de todo e qualquer convívio social porque não querem ser avaliadas negativamente pelos outros:
“Em lugar de prestar sua contribuição, o vaidoso ocupa-se principalmente com queixas, desculpas e explicações. É que estamos em face de artifícios da alma humana, da tentativa do indivíduo para conservar, a todo transe, seu sentimento de superioridade, resguardando o amor próprio de qualquer ofensa” (Adler, 1961, p. 190). Este tipo de consideração, consciente ou inconscientemente, encontra-se presente nos casos de timidez e fobia social. Como a frase que vi estes dias: “Você não tem medo das pessoas. Você tem medo de ser rejeitado”.
Como existe um fosse entre a vaidade e o senso de sociabilidade, os diversos tipos de vaidosos geralmente estão distantes ou contra a sociedade. Adler menciona o tipo vaidoso que tem um “complexo de menosprezo”, ou seja, para se arrogar da própria importância, adora diminuir os outros:
“A hostilidade social manifesta-se muitas vezes com modos ríspidos e críticos. Aqueles inimigos da sociedade estão sempre a censurar, reparar, ridicularizar, julgar e condenar o mundo. Acham-se descontentes de tudo. Mas não basta reconhecer o mal e condená-lo! Cumpre que nos perguntemos: que fiz eu para as coisas se tornarem melhores”? (Adler, 1961, p. 195).

Conclusão

Adler reconhece que a vaidade, em maior ou menor grau, encontra-se presente em todos. Por isso, ele diz: “O menos que podemos fazer é procurar melhores formas e manifestações desse sentimento, de modo que, se temos de ser vaidosos, ao menos empreguemos nossa vaidade em benefício da coletividade!” (Adler, 1961, p. 196).
Ao longo deste capítulo do Ciência da Natureza Humana, o que podemos depreender é que Adler critica os tipos de vaidade que possuem fins somente egoístas. Tipos que prejudicam a própria pessoa, as pessoas que estão ao redor e, virtualmente, toda a sociedade.
Um tipo de confusão comum é achar que a vaidade e o senso de sociabilidade são próximos. Como falamos no texto, o senso de sociabilidade (a vontade construtiva de ajudar a sociedade) pode ter força apesar da vaidade.
Um exemplo da nossa área de estudos nos ajuda a entender. Freud, como sabemos, é considerado atualmente um dos mais importantes autores do século XX. Sua obra influenciou não só a área psi como as ciências humanas e até as artes (vide o surrealismo). Porém, no começo de sua carreira, as suas ideias não eram aceitas. Muito pelo contrário, ele foi muito criticado pela etiologia sexual das neuroses.
Se fosse um sujeito vaidoso ao extremo, ele poderia ter paralisado com estas críticas e parado as suas publicações. Isto não aconteceu, é claro, mas isto não quer dizer que ele não tenha sido vaidoso. O seu senso de sociabilidade – na ideia de que a psicanálise representava uma importante ferramenta na cura das neuroses – o fez superar as críticas negativas e continuar.

terça-feira, 25 de outubro de 2016

Eclâmpsia: sintomas, tratamentos e causas

O que é Eclâmpsia?

Sinônimos: toxemia com consulvões
Eclâmpsia é uma condição rara, mas grave, que provoca convulsões durante a gravidez. A eclâmpsia afeta cerca de uma em cada 2 mil a 3 mil gestações, e pode afetar qualquer gestante, mesmo quem não tem um histórico de convulsões.

Causas

A eclâmpsia é uma complicação grave da pré-eclâmpsia, que ocorre quando a pressão arterial está elevada (acima de 140/90 mmHg) a qualquer momento após a sua 20ª semana de gravidez, com desaparecimento até 12 semanas pós-parto. Além da pressão arterial elevada, outras complicações como excesso de proteína na urina ouinsuficiência hepática devem acontecer para se ter o diagnóstico de pré-eclâmpsia.
Se a pré-eclâmpsia se agrava e afeta o cérebro, causando convulsões ou coma, você desenvolveu eclâmpsia. A causa exata da pré-eclâmpsia é desconhecida.
Acredita-se que a pré-eclâmpsia começa na placenta - o órgão que nutre o feto durante a gravidez. No início da gestação, novos vasos sanguíneos se desenvolvem e evoluem para enviar eficientemente o sangue para a placenta. Em mulheres com pré-eclâmpsia, estes vasos sanguíneos não parecem desenvolver-se adequadamente. Eles são mais estreitos do que os vasos sanguíneos normais e reagem de forma diferente à sinalização hormonal, o que limita a quantidade de sangue que pode fluir através delas.
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Gravidez tardia: riscos aumentam após os 35 anos de idade
As causas deste desenvolvimento anormal podem incluir:
  • Fluxo sanguíneo insuficiente para o útero
  • Danos aos vasos sanguíneos
  • Um problema com o sistema imunológico
  • Certos genes
  • Outros distúrbios de pressão arterial elevada durante a gravidez.

Fatores de risco

Se você tem ou já teve pré-eclâmpsia grave, você pode estar em risco de eclâmpsia. Outros fatores de risco incluem:
  • Histórico familiar de eclâmpsia
  • Primeira gravidez
  • Idade, sendo que o risco é maior após os 35 anos
  • Gravidez múltipla
  • Intervalo de 10 anos ou mais entre as gestações.
A presença de outras doenças também pode aumentar o risco de eclâmpsia, como:
  • Obesidade
  • Hipertensão
  • Enxaqueca
  • Diabetes tipo 1 ou diabetes tipo 2
  • Doença renal
  • Tendência a desenvolver coágulos de sangue
  • Uma doença autoimune, como a artrite reumatóide, escleroderma e lúpus.

 sintomas

Sintomas de Eclâmpsia

Os sintomas comuns de eclâmpsia são:
  • Convulsões
  • Perda de consciência
  • Agitação
  • Dores de cabeça ou dores musculares.

Eclampsia e seu bebê

A pré-eclâmpsia e eclâmpsia afetam a placenta, órgão que fornece oxigênio, sangue e nutrientes para o feto. Quando a pressão arterial elevada reduz o fluxo de sangue, a placenta pode ser incapaz de funcionar corretamente. Isso pode levar o bebê a nascer com baixo peso ou outros problemas de saúde. Problemas com a placenta muitas vezes podem antecipar parto. Em casos raros, estas condições pode levar a um bebê natimorto.

Sintomas da pré-eclâmpsia

Você pode não notar um aumento da pressão arterial durante a gravidez até que ela esteja perigosamente alta. Assim, é fundamental para todas as pessoas grávidas agendarem visitas regulares com obstetra e para acompanhar e identificar os sintomas de pré-eclâmpsia precocemente. Entre os primeiros sintomas estão:
  • Rápido ganho de peso, de 2 a 5 quilos em uma única semana
  • Inchaço da face ou extremidades, especialmente as mãos.
Se a pré-eclâmpsia progride, é possível observar outros sintomas, tais como:
  • Dores de cabeça
  • Alterações da visão (visão turva, visão dupla, vendo pontos de luz)
  • Dor abdominal, especialmente no canto superior direito ou no meio abdômen
  • Urinar com menos frequência
  • Falta de ar
  • Náuseas ou vômitos
  • Confusão
  • Convulsões.

Buscando ajuda médica

Certifique-se de fazer as consultas pré-natais para monitorar sua pressão arterial. Contate um ou uma obstetra imediatamente ou vá para uma sala de emergência se você tem dores de cabeça, visão turva, dor importante no abdômen ou grave falta de ar.
Como as dores de cabeça, náuseas e dores são sintomas de gravidez comuns, é difícil saber quando novos sintomas são simplesmente parte de estar grávida e quando eles podem indicar um problema sério - especialmente se é a primeira gravidez. Se você está preocupado com os seus sintomas, avise o médico.
Busque atendimento de emergência em casos de:
  • Dores de cabeça ou dores musculares graves
  • Agitação
  • Convulsões
  • Perda de consciência.

 diagnóstico e exames

Diagnóstico de Eclâmpsia

Se você já recebeu o diagnóstico de pré-eclâmpsia ou têm histórico da doença, o médico irá pedir exames para determinar se a pré-eclâmpsia piorou ou tem chances de acontecer novamente. Se você não recebeu esse diagnóstico, mas está preocupada com o risco, o médico irá pedir exames relacionados com a pré-eclâmpsia:
  • Pressão arterial
  • Exames de sangue para determinar contagem de plaquetas e funcionamento do fígado e rins
  • Exames de urina, para identificar altos níveis de proteína
  • Ultrassom fetal com Doppler, para saber como está o bebê
  • Verificar a frequência cardíaca do bebê.

 tratamento e cuidados

Tratamento de Eclâmpsia

O parto é a única forma de curar a eclâmpsia. Se você desenvolver eclâmpsia, o médico pode antecipar o parto, dependendo de quão longe você está em sua gravidez. Parto prematuro pode ocorrer entre 32 e 36 semanas de gravidez, se surgirem sintomas de risco de vida ou se a medicação não funcionar.

Medicamentos

Medicamentos para prevenir convulsões (anticonvulsivantes) podem ser usados. Se você tem pressão arterial elevada, a medicação para abaixá-la também pode ser administrada.

Mudanças de estilo de vida

Toda gestante hipertensa ou com alto risco de hipertensão deve inicialmente fazer mudanças em seu estilo de vida, como ingerir pouco sódio, manter o peso, dormir adequadamente e fazer caminhada regularmente. Se, mesmo com a adoção desses hábitos, a pressão persistir alta, deve-se fazer uso de medicamentos.
O repouso absoluto pode ser recomendado, com a gestante deitada sobre o lado esquerdo do corpo tempo todo ou a maior parte do tempo.

Hospitalização

Eclâmpsia na maioria dos casos exige hospitalização. No hospital, seu bebê será monitorado, o volume de líquido amniótico e o estudo Doppler dos vasos maternos e fetais medido frequentemente. A falta de líquido amniótico e alteração do estudo Doppler é um sinal de que o fornecimento de sangue para o bebê está deficiente.

Parto

Se o diagnóstico da pré-eclâmpsia ocorre perto do fim da sua gravidez, pode ser recomendada uma indução do trabalho de parto. As condições do colo uterino - se está começando a abrir (dilatar), afinar e suavizar (amadurecer) - também podem ser um fator para determinar se ou quando o trabalho será induzido.
Em casos graves, pode não ser possível considerar a idade gestacional do seu bebê ou as condições do seu colo do útero. Se não for possível esperar, o médico pode induzir o parto ou agendar uma cesárea. Durante o parto, você pode receber sulfato de magnésio por via intravenosa para prevenir novas convulsões.

Após o parto

Após o parto, deve-se esperar a pressão arterial voltar ao normal dentro de 12 semanas, mas geralmente isso ocorre muito mais cedo. Se a paciente precisar de medicação para aliviar a dor após o parto, confira com o médico o que pode ser ou não ingerido. A eclâmpsia pode exigir que você fique mais tempo no hospital depois de dar à luz. A doença geralmente não aumenta o risco de pressão alta no futuro.

Medicamentos para Eclâmpsia

Os medicamentos mais usados para o tratamento de eclâmpsia são:
Somente um médico pode dizer qual o medicamento mais indicado para o seu caso, bem como a dosagem correta e a duração do tratamento. Siga sempre à risca as orientações do seu médico e NUNCA se automedique. Não interrompa o uso do medicamento sem consultar um médico antes e, se tomá-lo mais de uma vez ou em quantidades muito maiores do que a prescrita, siga as instruções na bula.

 convivendo (prognóstico)

Complicações possíveis

Quanto mais grave a eclâmpsia for e quanto mais cedo ela ocorre, maiores serão os riscos para a gestante e seu bebê. A eclâmpsia pode exigir trabalho de parto induzido ou parto cirúrgico (cesariana). Se você tiver eclâmpsia grave ou estiver com menos de 30 semanas de gestação, uma cesárea pode ser necessária.
As complicações da pré-eclâmpsia e eclâmpsia podem incluir:
  • Falta de fluxo sanguíneo para a placenta
  • Descolamento prematuro da placenta
  • Síndrome HELLP, caracterizada pela elevação das enzimas hepáticas e baixa contagem de plaquetas
  • Doença cardiovascular no futuro.

Expectativas

Descobrir que você tem uma complicação potencialmente grave da gravidez pode ser assustador. Se o diagnóstico de eclâmpsia acontece no final de sua gravidez pode ser preocupante, uma vez que o parto pode começar a ser induzido imediatamente. Se você é diagnosticado mais cedo em sua gravidez, você pode ter várias semanas para se preocupar com a saúde do seu bebê.
Grupos de suporte e materiais informativos podem ajudar a entender melhor essa condição. Além de conversar com o médico, faça alguma pesquisa. Certifique-se de entender quando é necessário buscar ajuda médica, como você deve monitorar o bebê e sua condição.

 prevenção

Prevenção

A pré-eclâmpsia, que pode evoluir para eclampsia, pode interferir com a capacidade da placenta de fornecer oxigênio e nutrição para o feto. Como não se sabe exatamente qual a causa da pré-eclâmpsia, é muito difícil saber como evitá-la. Mas uma vez que a pré-eclâmpsia foi identificada, existem passos que você pode tomar para evitar a eclâmpsia. Estes incluem:
  • Repouso
  • Monitorização cuidadosa da mãe e do bebê
  • Parto quando necessário.
Uma vez que o bebê nasceu, a pressão arterial deve voltar ao normal.

 

 fontes e referências

  • Federação Brasileira das Associações de Ginecologista e Obstetrícia Associação de Ginecologista e Obstetrícia do Estado de São Paulo Dra. Viviane Lopes, ginecologista e obstetra do Femme Laboratório da Mulher e mestre em Obstetrícia pela UNIFESP - CRM SP 105166
Pré-eclâmpsia é um distúrbio que afeta cerca de 5% das mulheres grávidas. Ela pode ser classificada como uma "disfunção dos vasos sanguíneos", nas palavras do especialista Javier Miguelez. 

O diagnóstico da pré-eclâmpsia é difícil, mas os médicos estão cada vez mais atentos e as pesquisas vêm avançando. 

Pré-eclâmpsia

Quais são os sinais de pré-eclâmpsia?

Os sinais mais conhecidos são o aumento da pressão arterial e a presença de proteína na urina após 20 semanas de gestação. Mas a pré-eclâmpsia pode existir mesmo sem esses sinais.

O mais comum é que o problema apareça depois da 37a semana. Mas, na realidade, pode acontecer em qualquer época da segunda metade da gravidez, incluindo durante o parto ou depois (geralmente nas primeiras 48 horas). 

A pré-eclâmpsia pode ter manifestações em vários órgãos da grávida, algumas bem graves, ou na placenta, causando a restrição do crescimento do bebê. 

A solução para o problema é fazer o bebê nascer. Por isso, ela pode resultar em um nascimento prematuro. 

Até é possível ter sintomas de pré-eclâmpsia antes de 20 semanas, mas somente em casos mais raros, como nos de uma gravidez molar.

A pré-eclâmpsia pode progredir de maneira lenta ou rápida. Os casos rápidos são os mais graves e preocupantes.

Qual é o tratamento para a pré-eclâmpsia?

Se você tiver pré-eclâmpsia, terá de medir sua pressão com frequência e fazer exames de urina, para verificar a presença de proteína. 

Hormônios podem ser medidos no seu sangue para avaliar o risco de agravamento da pré-eclâmpsia. Além disso, outros exames podem ser realizados para avaliar outros órgãos, como o funcionamento do fígado.

Se os médicos considerarem que há riscos, é possível que você seja internada e receba remédios para controlar o problema (que não prejudicarão o bebê).
O médico poderá receitar uma alimentação com restrição de sal e açúcar.

O bebê também será monitorado e a, qualquer sinal de que ele não está crescendo como deveria ou que o volume de líquido amniótico esteja diminuindo, ou ainda se o seu estado piorar, o médico vai realizar o parto. 

Isso pode ser feito mesmo que seja antes da hora, por cesariana ou indução do parto normal.

A única "cura" para a pré-eclâmpsia é o nascimento do bebê. Mas a mãe continua a ser observada depois que o bebê nasce, até na UTI, porque ainda há algum risco para ela nos dias seguintes.

O que vai acontecer com a pré-eclâmpsia depois que o bebê nascer?

Depois do parto, a pressão arterial normalmente volta ao normal, mas pode ser que leve semanas para isso acontecer. O inchaço nas mãos e nos pés também pode permanecer por algum tempo. 
Nas primeiras 48 horas depois do parto sua saúde será monitorada de perto, e será preciso dar atenção à pressão por algum tempo depois que você for para casa. 

Quais são os riscos da pré-eclâmpsia?

A pré-eclâmpsia pode ser leve ou grave. Quando se torna grave, pode afetar vários sistemas do corpo. Como ela reduz o fluxo de sangue para a placenta, é perigosa para o bebê, restringindo o crescimento dele.

Além disso, se a pré-eclâmpsia evoluir para a eclâmpsia, a pressão arterial sobe demais, colocando mãe e bebê em grande risco. 

A eclâmpsia pode causar convulsões, que podem levar ao coma e até ser fatais. Quando acontece, a eclâmpsia ocorre no finalzinho da gravidez ou logo depois do parto.

Uma outra complicação é a síndrome de Hellp, que provoca problemas sanguíneos e dificulta a coagulação do sangue. 

Há pessoas mais propensas à pré-eclâmpsia?

Embora a causa exata da pré-eclâmpsia não seja conhecida, já foram definidos fatores de risco. A probabilidade é maior na primeira gravidez ou quando há um espaço de pelo menos dez anos entre duas gestações. 

Também elevam o risco:
  • Idade acima de 40 anos ou abaixo de 20 anos
  • Obesidade antes da gravidez, com um IMC de 30 ou mais
  • Problema crônico de saúde que afete o sistema circulatório, como hipertensão, lúpus, problemas renais ou diabete
  • Gravidez de gêmeos ou mais
  • Parente próximo com histórico de pré-eclâmpsia (especialmente mãe ou irmã)
  • Diagnóstico anterior de pré-eclâmpsia -- uma em cada cinco mulheres apresenta o problema de novo
  • Se o parceiro for diferente entre uma gravidez e outra, a mulher volta a ter risco como se fosse uma primeira gestação, mesmo que não tenha apresentado pré-eclâmpsia.

O que posso fazer para evitar a pré-eclâmpsia?

Infelizmente, não existe um método garantido para evitar a pré-eclâmpsia. O melhor jeito é fazer direitinho o pré-natal e acompanhar com cuidado a gravidez e a pressão arterial. 

Estudos vêm mostrando que a administração de baixas doses de aspirina desde o primeiro trimestre da gravidez, em casos específicos de risco, conseguem diminuir a ocorrência de pré-eclâmpsia grave. 

Sinais como a presença de incisura e os níveis do hormônio PLGF no sangue com 12 semanas de gravidez podem indicar se há um risco maior.

Quem tem fatores de risco ou já teve pré-eclâmpsia antes terá a gestação acompanhada de perto, com consultas mais frequentes no fim da gravidez, para detectar o problema o mais cedo possível, se ele aparecer. 

O ganho de peso também será controlado com atenção pelo médico. 



http://brasil.babycenter.com/a700346/pr%25C3%25A9-ecl%25C3%25A2mpsia#ixzz4O7jmJ72l

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

A estreita relação entre orgasmo e consciência

Apesar do grande interesse das pessoas por assuntos que envolvem a sexualidade, do ponto de vista neurológico o orgasmo foi por muito tempo um processo misterioso. Hoje, porém, já se sabe que faz parte do êxtase a redução do nível de consciência, alterações da percepção corporal e diminuição da sensação de dor, graças a técnicas de imageamento cerebral, que há pouco mais de uma década passaram a ser usadas para estudar mecanismos do prazer sexual. O curioso é que, no âmbito do cérebro, efeitos muito similares podem ser causados tanto por experiências religiosas quanto pelas puramente mundanas, como o orgasmo. Nos dois casos, podem ocorrer simultaneamente a experiências difíceis de ser descritas com palavras, como perda do sentido de identidade e dos limites corporais. 


“Uma das descobertas recentes mais interessantes nessa área é que, embora o lobo frontal esquerdo esteja ligado ao prazer, essas manifestações são processadas em ambos os lados do cérebro”, observa a pesquisadora da Escola de Ciências Biológicas, Biomédicas e Molecular da Universidade New England Gemma O’Brien, formada em neurofarmacologia e fisiologia. Em um dos estudos que se baseiam em técnicas de observação do cérebro em funcionamento, o hemisfério direito parece ser o mais ativo durante o sexo. Nos exames de neuroimagem, essa área se torna tão iluminada durante o orgasmo que em um estudo, quando a maior parte do cérebro permaneceu escura, o córtex pré-frontal direito parecia uma ilha brilhante. Embora cada vez mais se fale de integração entre os dois lados cerebrais, novas pesquisas sugerem que o direito é hiperativo em pessoas com comportamento sexual exagerado em razão de algum dano neurológico, em que aparecem sintomas específicos. Por exemplo, o paciente toca o próprio corpo e se masturba em público sem sentir vergonha e faz propostas de conteúdo sexual a qualquer um que lhe pareça remotamente atraente.
O mais surpreendente nisso é que o prazer não está classicamente associado ao hemisfério direito – e sim ao esquerdo, mais ativado quando recordamos situações agradáveis, experimentamos sentimentos amorosos e em momentos em que temos pensamentos de grandiosidade (como nos casos de mania). O hemisfério esquerdo é particularmente menos ativado em ocasiões de introspecção e infelicidade.
O doutor em psicologia Roy Baumeister, professor da Universidade Estadual da Flórida, que tem pesquisado os processos de autoconsciência, considera que o orgasmo – assim como os estados mentais proporcionados pela meditação profunda – ofereça uma espécie de breve alívio para a constante vigilância em que nos mantemos na maior parte do tempo, preocupados conosco, com as expectativas alheias e com nossas necessidades. Nesse sentido, o orgasmo funcionaria como um “freio” em áreas do cérebro responsáveis pelo julgamento, pela comparação, pelo planejamento e pela necessidade de autocontrole.

Esta matéria foi publicada originalmente na edição de outubro de Mente e Cérebro, disponível na Loja Segmento: http://bit.ly/2ekCMnU 

Roupas como caminho para o autoconhecimento

Comprar exageradamente pode ser uma forma patológica de aplacar angústias. Roupas, sapatos, bolsas e maquiagens estão entre seus principais objetos de desejo. Mas não precisa nem ter comportamento patológico para encontrar dificuldades de resistir a uma vitrine atraente ou se ver, de repente, diante do próprio armário lotado com a sensação de que não tem nada para vestir naquele dia. Essas situações, em geral, estão associadas a sentimentos de inadequação, ansiedade e baixa autoestima.
 


Afinal, alguém discorda que “o mundo trata melhor quem se veste bem”? Isso significa peças caras, que estão moda, de qualidade ou simplesmente adequadas a cada ocasião? As roupas podem ser também uma maneira de repensar a relação com os objetos, com o próprio corpo e com estilo de vida. Mas fazer isso sozinho nem sempre é fácil e às vezes pode ser útil contar com uma assessoria. Oferecer essa “mãozinha”, valorizando o autoconhecimento, é a proposta da jornalista Carol Camocardi, especializada em consultoria de imagem e moda (www.carolcamocardi.com.br). Com respaldo de profissionais da área da saúde, ela trabalha com o conceito de moda consciente, voltada para atendimento individual, de grupos, empresas e marcas.
“Partindo da história da pessoa e de seus desejos buscamos ajudá-la a se reconectar consigo mesma, redescobrindo sua verdadeira imagem, gostos e aptidões”, diz a consultora. A proposta é aprofundar o autoconhecimento de uma forma lúdica. “Mas para isso passamos pela reciclagem de tabus e padrões antiquados.” Entre seus clientes, vários deles indicados por psicólogos e nutricionistas, com quem Carol desenvolve um trabalho conjunto, estão pessoas que tiveram mudanças drásticas no corpo em razão de perda peso, por exemplo. (Da redação)
Esta matéria foi publicada originalmente na edição de outubro de Mente e Cérebro, disponível na Loja Segmento: http://bit.ly/2ekCMnU 

Tratamentos e prevenção de Cólicas Menstruais e TPM

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1. Aloe Vera Gel:
Aloe Vera, surpreendentemente, pode ser usado para tratar problemas de menstruação também.
Simplesmente beba uma colher de sopa de Aloe Vera em gel cerca de três vezes por dia.
Isto deve, contudo, ser feito uma semana antes de você menstruar.
Gel de Aloe Vera irá remover todos os tipos de dores no corpo e desconforto associado com seus períodos.
2. Chá de Flores de Hibisco e maçã
Um refrescante copo de chá também pode aliviar a dor menstrual.
Basta fazer algumas folhas de chá em casa usando meia maçã e 2 colheres cheias de  flores de hibisco.
Este remédio é bastante eficaz para o tratamento de fluxo menstrual excessivo.
  
3. Água de Coco:
Água de coco é cheia de vitamina C, potássio e glicose que protegem o organismo de doenças diferentes, dão energia para seu corpo diariamente e ajuda na redução de pressão arterial elevada.
Água de coco também é benéfica para problemas de período, especialmente se o fluxo é pesado e excessivo.
Beba um copo de água de coco com meia colher de balas artesanais.

4. Chá de Gengibre:
É muito benéfico para seu corpo!
Melhora seu sistema digestivo, alivia enjoos e náuseas e também reduz a inflamação.
Gengibre-chá irá reduzir o stress e ansiedade e também fortalecer seu sistema imunológico.
Usar isto para problemas de menstruação mostrará grandes resultados.
Beber chá de gengibre quente durante seus períodos irá ajudá-lo a cuidar da menstruação atrasada ou irregular.

5. Camomila:
Chá de camomila é derivado de flores de camomila e oferece um grande número de benefícios de saúde e beleza.
É usado principalmente na Ásia, Austrália, Europa e América do Norte.
O aroma forte e bom gosto tornam refrescantes e rejuvenescedores.
Surpreendentemente, chá de camomila pode também ajudar cuidar dos problemas do período.
Basta beba chá de camomila regularmente para aliviar cólicas menstruais.
  
6. Tome um Banho Quente:
Outra coisa inteligente que pode fazer quando você está no seu período, tomar muitos banhos quentes.
Este é um dos mais eficazes remédios para a dor menstrual.
Água quente é conhecida por suas propriedades calmantes.
Também relaxa os órgãos pélvicos.
Seria melhor usar alguns produtos de aromaterapia para sua fragrância.
Isso ocorre porque o perfume irá ajudá-lo a se sentir mais leve e diminuir a dor.

7. Use Sacos de Água Quentes/Garrafas:
Um remédio caseiro simples, mas eficaz para a dor menstrual é usar sacos de água quentes/garrafas.
Você deve ter ouvido falar antes, e é muito eficaz.
Almofadas de aquecimento também são outra alternativa que você pode tentar.
O calor irá parar todas as cólicas e dores no corpo e ajudar a se sentir relaxado.



Além disso, outros chás e plantas medicinais são muito indicados para o tratamento natural das cólicas menstruais:
·         Cohosh-preto – A Cimicifuga racemosa é uma das plantas medicinais com maiores propriedades para a saúde da mulheres e também é muito utilizada para aliviar dores de cólicas menstruais, vez que possui poderosas propriedades antiespasmódicas.
·         Camomila – Na Inglaterra, a camomila é uma das ervas medicinais mais utilizadas para o tratamento da menstruação irregular. A camomila contém um agente antiespasmódico muito forte que relaxa músculos tensos e alivia dores no corpo e dor pré-menstrual.
·         Cava cava – O Kava Kava (Piper methysticum) possui fitoquímicos chamadokavaloactones, que aliviam o estresse e influem no relaxamento dos músculos. O kava-kava também possui uma propriedade curiosa para o trato genito-urinário, especialmente em mulheres, relaxando o útero e tornando-o especialmente útil contra cólicas menstruais.
·         Gengibre – O chá de gengibre direciona o sangue para a região pélvica e ajuda a aliviar os bloqueios pélvicos. Suas propriedades antiespasmódicas relaxam a musculatura lisa e, assim, ajudam a aliviar as cólicas menstruais.
·         Inhame-selvagem ou inhame mexicano– A Dioscorea villosa é conhecida por suas propriedades anti-inflamatórias e antiespasmódicas, o que a torna capaz de diminuir a dor menstrual, bem como a inflamação associada à endometriose, que leva ao tecido cicatricial. No entanto, como antiespasmódico, o inhame já foi utilizado com sucesso na cura da cólica biliar, sendo efetiva para reduzir as náuseas em mulheres grávidas. A planta também é valiosa para aliviar dores de cólica causadas por cólera, soluços e asma espasmódica.
·         Viburno – A casca do Viburno prunifolium contém pelo menos quatro fitoquímicos que facilitam o relaxamento de cólicas uterinas. O viburno é útil para relaxar o útero, tratar cólicas uterinas e dismenorreia.
Outras ervas medicinais também são utilizadas na medicina alternativa para aliviar dores de cólicas menstruais, incluindo o açaí (Euterpe oleracea), babosa(Aloe vera) cohosh-azul (cemicifuga racemosa) Caulophyllum thalictroides), Dong quai (Angelica sinensis), peônia (Paeonia officinalis), verbena (Verbena officinalis), Vitex (agnus castus), dentre outras.
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O preparado de ervas é um excelente remédio caseiro para cólicas menstruais.

Ingredientes

·          Camomila (1,5 colher de sopa)
·         erva-doce (1 colher de sopa)
·         alecrim (colher de sopa rasa)
·         leite de ihame ou arroz ou castanhas (2,5 copo)
·         canela (0,5 colher de chá)
·         . gengibre (0,5 colher de chá)
·         agoniada (plumeria) (1 colher de sopa)
·         1 copo de água
·         mel
(opções: ABUTA – Abuta grandifolia. ARTEMÍSIA, Artemisia vulgaris.

​​Modo de preparo

Triturar bem as ervas e adicionar na água fervida para preparar um chá. Tampe o recipiente e deixe-o em infusão por aproximadamente de 10 a 15 minutos. Posteriormente adicione o chá no liquidificador juntamente com todos os ingredientes.
Deve-se beber o chá de ervas 4 vezes ao dia (por no máximo 8 h após preparado), um dia antes da menstruação (ou 2) e mais dois ou três dias)
Os ingredientes utilizados nesse remédio caseiro são a combinação perfeita para acabar com as dores de cólica.
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Dicas para diminuir as cólicas menstruais são:
·         Realizar auto massagem em torno do umbigo e para baixo, com óleo de jasmim (essência diluída em óleo carregador de girassol ou gergilim).
·          Deitar com a barriga para baixo, esquentando o ventre e mantendo um cobertor (ou coberta, no verão) na região dos rins (costelas e cintura) até os pés que devem estar com meias (o pé deve ficar quente) .
·          Praticar exercícios físicos muito leves, como alongamento, yoga e/ou movimentos de Shakti Yoga dance.
·          Beber chá de canela, pois a canela age como analgésico amenizando as cólicas.
·          Realizar acupuntura, que age como analgésico e regula o ciclo menstrual.
·          Fazer compressas de água morna na região do abdômen.
·          Comer alimentos como banana, beterraba, aveia, salmão. Esses alimentos são anti-inflamatórios naturais.
·          Evitar alimentos com cafeína.
·          Evitar situações estressantes e promover o relaxamento.
DISMENORRÉIA
Distúrbio que torna a menstruação difícil e dolorosa. Existem diversas causas possíveis: má formação do útero (por exemplo, útero pouco desenvolvido), desequilíbrio hormonal, fibromas, CÂNCER UTERINO, infecções etc. No período menstrual, a paciente sente dores no baixo ventre e na musculatura pélvica, normalmente acompanhada de enxaqueca.
A realização de esforço físico dias antes, durante ou logo após a menstruação agrava a situação; portanto, nestes dias é recomendável o repouso. Faça lavagens vaginais com água quente dias antes do início do ciclo, para facilitar a menstruação e suspenda o uso de alimentos ou líquidos gelados, frituras, café, chocolate etc.
Esteja sempre atenta ao problema, pois a doença pode degenerar se em METRITE.
TRATAMENTOS
Hortaliças
Agrião • Suco diluído em água. Tomar 250 ml de manhã em jejum.
• Comer salada crua de agrião, temperada com limão, azeite de oliva e sal.
Couve e Espinafre • Suco combinado diluído em água. Tomar 250 ml 30 minutos antes do almoço.
Salsa • Chá da raiz e folhas (20 g para 1 litro de água). Tomar 4 xícaras ao dia.
Frutas
Abacaxi • Refeições exclusivas 3 vezes por semana. Veja no link.
Maracujá • Chá das folhas e raízes (20 g para 1 litro de água). Tomar 3 xícaras ao dia.
Melão • Refeições exclusivas 4 vezes por semana. Veja no link.
Plantas
Algodoeiro • Chá das sementes (20 g para 1 litro de água). Tomar 3 xícaras ao dia.
Bucha • Chá das folhas (20 g para 1 litro de água). Tomar 3 xícaras ao dia.
Cominho • Chá das sementes (10 g para 1 litro de água). Tomar 5 xícaras ao dia.
Melão-de-são-caetano • Chá das folhas (20 g para 1 litro de água). Tomar 4 xícaras ao dia.

CONTROLE DA TPM
A alimentação faz uma diferença enorme nisso tudo. É através dela que o corpo vai produzir as substâncias que fazem a mulher se sentir melhor nesses dias (e durante o mês inteiro). Mas não adianta deixar para comer direito só quando a TPM chegar; o cuidado com a saúde tem que acontecer o mês inteiro. Veja como é fácil:
1 - COMA MAIS FIBRAS. Cereais integrais, barras de granolas, frutas e verduras com casca sempre que possível). Além de darem uma força pro intestino, diminuem as mudanças de humor porque melhoram nossa produção de serotonina e outras substâncias;
2 - DÊ UM CORTE NAS GORDURAS SATURADAS E TRANS: evite leite integral, manteiga, bacon, frituras, carnes gordurosas, folheados e tudo o mais que tiver gorduras "ruins" em excesso;
3 - ÔMEGA-3 SEMPRE. Ele ajuda muito a aliviar o estresse e os sinais mais depressivos. Uma ótima fonte é a linhaça, por exemplo;
4 - MANERE NO SÓDIO. Presente no sal e em produtos artificiais comoos macarrões instantâneos convencionais, molhos artificiais e até adoçantes artificiais (à base de ciclamato de sódio e sacarina sódica), ele favorece o inchaço das pernas e a irritação que muitas mulheres sentem nesta época do mês;
5 - AMIGOS DO BEM-ESTAR. Alguns nutrientes são essenciais para o corpo produzir a serotonina, que tende a faltar na TPM: magnésio (presente nas hortaliças de folhas verdes esoja), vitamina B6 (das nozes,  cereais integrais, banana, abacate, laranja, tomate, maçã), vitamina E (do gérmen de trigo, gergelim), zinco (dos grãos integrais) e triptofano (na banana, aveia, grão de bico e cacau);
6 - EVITE AÇÚCAR E REFINADOS, à base de farinha branca (como farinha, pães e arroz branco). Eles roubam energia do corpo, geram cansaço e desânimo. Prefira osintegrais (frutas com casca, verduras, cereais integrais, granolas, massas e biscoitos integrais, etc);
7 - SE AS FIBRAS NÃO RESOLVEREM O INTESTINO, uma boa alternativa são as FRUTAS LAXATIVAS (mamão, ameixa). E não se esqueça de beber pelo menos 1,5 litro de água por dia;
8 - MELHOR NÃO TOMAR NADA COM CAFEÍNA nos dias de TPM. Café, chá preto, mate e bebidas à base de colas têm metilxantinas que aumentam a ansiedade e a instabilidade emocional nesses dias. Uma boa DICA PARA SUBSTITUÍ-LOS: CHÁS CALMANTES: erva-doce, camomila, erva cidreira, passiflora e melissa;
9 - COMA A CADA 3 HORAS (5 a 6 refeições leves por dia). Isso ajuda a manter a disposição e o bom-humor;
10 - CIGARRO E BEBIDAS: nem entre nessa. Eles deprimem e podem causar uma série de doenças;
11 - NÃO VALE FICAR PARADA! Atividade física regular ajuda a diminuir as cólicas menstruais e melhoram o humor, por aumentar a liberação de endorfinas;
12 - EQUILIBRE LAZER E OBRIGAÇÕES


DO DIA-A-DIA. Assim você evita o estresse e situações desagradáveis que possam parecer "fora do controle" na TPM.