quarta-feira, 14 de outubro de 2015

CINCO CURIOSIDADES SOBRE O INFERNO


Não é necessário que você seja cristão nem que acredite em Deus para saber que o inferno é aquele lugarzinho bacana destinado ao sofrimento perpétuo dos pecadores. Mas, por incrível que pareça, segundo Justin Westbow, do portal ListVerse, na própria Bíblia não existem muitas menções a esse local tenebroso — pelo menos nos moldes que conhecemos, ou seja, como sendo um lugar horrível onde as almas dos transgressores são condenadas a arder por toda a eternidade.
E, considerando a importância que a ideia de inferno tem para algumas religiões, parece estranho que vários trechos bíblicos pareçam inclusive negar que ele exista, não é mesmo? O fato é que Justin se deu ao trabalho de esmiuçar a Bíblia para encontrar informações que, segundo a sua interpretação, desacreditam a existência desse local funesto — Veja se você concorda:

1 – Cadê o fogo eterno?

Com respeito às menções, em vez de referências diretas ao inferno e ao fogo eterno, segundo Justin, na Bíblia temos justificativas como a que aparece emRomanos 6:7, por exemplo, que diz que “aquele que está morto está justificado do pecado” — deixando claro que após a morte, as transgressões dos pecadores são esquecidas.
Além disso, em 2 Tessalonicenses 1:9 e João 3:36, respectivamente, existem estas passagens sobre a punição dos condenados: “os quais, por castigo, padecerão eterna perdição, longe da face do Senhor e da glória do seu poder” e “aquele que crê no Filho tem a vida eterna; mas aquele que não crê no Filho não verá a vida, mas a ira de Deus sobre ele permanece” — o que significa que, em vez de ir para o inferno, a presença do Senhor é negada aos pecadores.
Segundo Justin, para não dizer que não há qualquer menção ao inferno nas escrituras, em Judas 1:7, temos que “assim como Sodoma e Gomorra, e as cidades circunvizinhas, que, havendo-se entregue à fornicação como aqueles, e ido após outra carne, foram postas por exemplo, sofrendo a pena do fogo eterno” —, mas o contexto deixa claro que o evangelho se refere às duas localidades que foram destruídas pela fúria de Deus.
Além dessas passagens, podemos encontrar citações breves no livro do Apocalipse — como a que aparece no capítulo 20, versículos 10-15, e fala de um lago de fogo e enxofre ocupado pelo Diabo e pelo falso profeta, no qual a morte e o inferno também foram lançados —, e um par de alusões em parábolas que provavelmente serviram de base para o desenvolvimento da ideia de inferno flamejante que temos hoje em dia. Mas não muito mais do que isso.

2 – Possíveis origens do inferno

Uma parábola bíblica que faz referência ao inferno é a do homem rico e Lázaro, o mendigo, que aparece no livro de Lucas. No capítulo 16 — entre os versículos 19 e 31 —, segundo o conto, depois que Lázaro morre, ele é levado junto a Abrão pelos anjos, enquanto o homem rico, que também falece na história, vai parar no tormento do inferno, de onde pede misericórdia.
Contudo, apesar de o inferno ser mencionado, em nenhum momento a parábola se refere a ele como sendo um local real. Na verdade, esses contos são claramente fictícios e servem para que a “moral da história” seja transmitida. Segundo Justin, outra menção direta às trevas ocorre durante um sermão de Jesus — descrito em Mateus 25 — sobre o Julgamento Final. E esse trecho é tido como a passagem bíblica que deu origem ao popular conceito de inferno.
Nele, Jesus diz: “Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos”. Entretanto, vários estudiosos sugerem que a interpretação dessa passagem como sendo a descrição do inferno contradiz vários versos bíblicos, que atestam que o castigo dos pecadores ocorrerá após o Julgamento na forma de sua destruição imediata por meio de uma segunda morte. Portanto, eles não poderiam continuar sofrendo por toda a eternidade, não é?

3 – Velho Testamento

Se as citações no Novo Testamento são escassas, no Velho elas são mais raras ainda. No livro de , mais precisamente no capítulo 3, entre os versículos 11 e 18, nas passagens “Por que não morri eu desde a madre? E em saindo do ventre, não expirei?”, “Porque já agora jazeria e repousaria; dormiria, e então haveria repouso para mim” e “Ali os maus cessam de perturbar; e ali repousam os cansados”, fica implícito que a morte não passa de uma cessão de tudo.
Além disso, de acordo com Justin, no próprio Gênesis, depois que Adão e Eva decidem desobedecer ao comando de Deus e comer o fruto da “árvore do conhecimento do bem e do mal”, seu castigo foi “No suor do teu rosto comerás o teu pão, até que te tornes à terra; porque dela foste tomado; porquanto és pó e em pó te tornarás (3:19)”. Mas nenhum dos dois é condenado à agonia do inferno.
Aliás, ainda no Gênesis, nem mesmo depois de Caim matar Abel, Deus o manda para o fogo eterno. Em vez disso, no capítulo 4, versículo 15, o Senhor inclusive marca o assassino de forma a protegê-lo de qualquer um que tente matá-lo. Veja: “Portanto, qualquer que matar a Caim sete vezes será castigado. E pôs o Senhor um sinal em Caim, para que o não ferisse qualquer que o achasse”.

4 – Amor e punição

De acordo com Justin, do ponto de vista cristão, que descreve o Senhor como sendo o Deus da verdade, imparcial e justo, a ideia de queimar eternamente nas chamas do inferno não faz muito sentido. No evangelho de João, mais precisamente no capítulo 4, versículo 8, existe a afirmação de que “Deus é amor”. Sendo assim, seria possível que um Pai amoroso condenasse seus filhos à tortura perpétua, mesmo que eles tenham cometido um grave pecado?
Em Jeremias 7:31, temos outra evidência que nega o castigo do inferno, quando Deus afirma “E edificaram os altos de Tofete, que está no Vale do Filho de Hinom, para queimarem no fogo a seus filhos e a suas filhas, o que nunca ordenei, nem me subiu ao coração”. Segundo a interpretação de Justin, a ideia de ter seus filhos agonizando no fogo nem mesmo passa pela cabeça do Senhor.

5 – Conceito emprestado?

Conforme explicou Justin, curiosamente, muito antes do surgimento do cristianismo, os antigos egípcios acreditavam na existência de uma caverna para a qual os transgressores eram enviados para serem punidos em um lago de fogo. Já os antigos mesopotâmios temiam a existência de um submundo que, embora não fosse um local de sofrimento tão severo como o fogo eterno, consistia em um lugar triste e escuro para o qual ninguém gostaria de ir.
No zoroastrismo, que surgiu na Pérsia antiga em meados do século 5 a.C., os pecadores eram condenados a passar a eternidade em uma espécie de poço malcheiroso repleto de demônios, fumaça e fogo, e seus espíritos eram torturados de acordo com suas más ações. Além disso, esse lugar funesto ficava no submundo e era controlado por uma figura cuja descrição lembra bastante a do Diabo — e tudo isso soa muito familiar, não é mesmo?

10 erros que entraram na edição final de filmes

É Comum encontrar os erros de gravações das produções cinematográficas junto aos materiais extras de discos de DVD e Blu-Ray, que mostram os atores errando suas falas, se atrapalhando com objetos e cenários ou simplesmente fazendo palhaçadas nos sets.
Porém, é muito difícil que uma cena desse tipo permaneça no corte final de um filme! Em geral, esses erros são deixados de fora na fase de montagem, quando são selecionados os melhores takes para compor o filme.
É com muita surpresa que apresentamos, na lista abaixo, casos em que erros hilários acabaram ficando na edição de longas-metragens, talvez por desatenção dos editores ou talvez porque as cenas eram boas demais para ficar de fora.
Confira 10 erros engraçados em filmes de Hollywood:

1. Star Wars

Em Star Wars: Episódio IV – Uma Nova Esperança, Luke Skywalker retorna à base da Aliança Rebelde após destruir a Estrela da Morte e, na hora de comemorar a vitória, grita o nome da Princesa Leia – mas em vez de chamar por Leia, o ator Mark Hamill acaba dizendo “Carrie”, o nome da atriz que interpreta a personagem! Assistindo ao trecho, é possível notar a risada da atriz ao escutar a gafe de seu colega de elenco.

2. Guardiões da Galáxia

Em Guardiões da Galáxia, Chris Pratt de fato quase derrubou o Orbe durante a gravação de uma cena. O objeto parece escorregar da mão de seu personagem, o Senhor das Estrelas, mas ele consegue evitar a queda por muito pouco. Como o humor faz parte da produção, o diretor James Gunn resolveu manter a trapalhada do ator na edição final.
Fonte da imagem: Reprodução/Gizmodo

3. Desventuras em Série

Na adaptação cinematográfica de Desventuras em Série, Jim Carrey improvisou em uma cena em que seu personagem recebe pela primeira vez seus sobrinhos em casa. No trecho, as crianças informam que perderem seus pais, e Carrey, sem sair do personagem, pede para eles repetirem a última fala, na intenção de refazer a cena. Porém, o resultado ficou tão natural que acabou entrando no filme.

4. Intriga Internacional

Em uma sequência de Intriga Internacional, filme clássico de Alfred Hitchcock, o personagem de Cary Grant anda no banco de trás de um carro de polícia. Como é habitual em produções cinematográficas, a cena foi gravada em estúdio, com os atores fingindo o movimento do carro. Porém, parece que esqueceram de avisar o policial ao lado de Cary Grant que ele precisava se curvar durante “uma curva”, obrigando o protagonista a dar um empurrãozinho no colega.

5. O Segredo da Cabana

No longa de terror O Segredo da Cabana, a equipe se divertiu com o excesso do jato de sangue (feito por uma máquina de efeitos práticos) no clímax da sequência envolvendo o monstro da produção. O esguicho foi tão alto e tão engraçado que a equipe resolveu manter o trecho na produção.

6. Serenity – A Luta pelo Amanhã

No filme Serenity, que serve como encerramento da série Firefly, foi utilizada uma cena em que soldados baixam suas armas durante uma invasão a um planeta inimigo. Na verdade, a sequência nem havia sido planejada dessa maneira, mas os editores aproveitaram os instantes seguintes à ordem de “corta” do diretor, quando os atores se desarmavam de seus personagens.
Fonte da imagem: Reprodução/Fox

7. O Mágico de Oz

No clássico O Mágico de Oz, a equipe foi obrigada a usar um take da Bruxa do Oeste sumindo em meio a uma névoa vermelha em que aparecia claramente o equipamento do efeito de fumaça. Isso ocorreu porque a atriz acabou sofrendo um acidente no set de fimagens e se recusou a gravar outras cenas envolvendo efeitos práticos na produção.
Fonte da imagem: Reprodução/MGM

8. Dias de Trovão

Outro caso em que um ator em cena acaba chamando o colega pelo seu nome e não pelo nome do personagem. Em Dias de Trovão, a atriz Caroline Williams chama o personagem Cole Trickle de “Tom”, quando é apresentada ao piloto interpretado por Tom Cruise.
Fonte da imagem: Reprodução/Paramount

9. Pequenos Espiões

Em Pequenos Espiões, o diretor Robert Rodriguez não percebeu que sua câmera estava aparecendo refletida no espelho em uma cena com a atriz Carla Gugino, e a gafe acabou ficando na edição final do filme.
Fonte da imagem: Reprodução/ScreenRant

10. O Exterminador do Futuro 2: O Julgamento Final

Depois de lutar contra o T-1000 e salvar a vida de John Connor, o Terminator de Schwarzenegger em O Exterminador do Futuro 2 se levanta e diz que “Precisa de férias”. A frase não fazia parte do roteiro, mas o ator resolveu improvisar depois de refazer a cena várias vezes e escutar o diretor James Cameron dizendo que o ciborgue T-800 precisava parecer com se estivesse precisando de férias – o que acabou se tornando um fala do personagem no corte final.

E aí, conhece outras gafes e improvisações que entraram na edição final de filmes? Compartilhe com a gente. Deixe o seu comentário.
FONTE(S) 

As diretivas antecipadas de vontade na política de doação de órgãos

O trabalho apresentado versou sobre o estudo no que tange às diretivas antecipadas de vontade como instrumento de otimização na outorga da doação de órgãos. Objetivou vislumbrar os aspectos da atual lei de transplantes e dos problemas atrelados a mesma.
Resumo: O trabalho apresentado versou sobre o estudo no que tange às diretivas antecipadas de vontade como instrumento de otimização na outorga da doação de órgãos. Objetivou vislumbrar os aspectos da atual lei de transplantes e dos problemas atrelados a mesma no que tange ao fomento de doações. Analisou-se a questão do art. 4º que versa sobre a necessidade da outorga da família quanto a doação de órgãos do falecido. E dos problemas quanto a conscientização da sociedade e das famílias no tange à doação de órgãos, gerando uma diminuição nas doações. Conclui-se que as diretivas antecipadas de vontade são um eficaz instrumento na determinação da doação de órgãos, uma vez que, o indivíduo pleno, capaz e esclarecido opta em vida pela doação de seus órgãos post mortem e esta decisão deve preceder as demais.
Palavras-chave: Diretivas Antecipas de Vontade, Transplantes, Autonomia, Biodireito.
Área do Conhecimento: Ciências Sociais Aplicadas

INTRODUÇÃO

A possibilidade de se transplantar um órgão exprimiu um significativo avanço para a medicina e para muitos uma oportunidade de sobrevivência. No Brasil, a atividade dos transplantes é realizada há anos, desde 1968 e as legislações atinentes a mesma vem se modificando de modo a uma maior adequação ao contexto atual. Não obstante, ainda vislumbramos óbices quanto o fomento à doação de órgãos, que perpassam desde a abordagem das equipes de transplantes aos familiares do falecido até a outorga do consentimento pelos mesmos para a doação dos órgãos.
    E, nesse sentido a Lei nº 10211/2001 afere que é necessária a autorização expressa da família para que se efetive a doação de órgãos do falecido, gerando então um significativo empecilho quanto a materialização da decisão autônoma do indivíduo sobre o seu corpo post mortem.
O presente artigo objetivou a abordagem das Diretivas Antecipadas de Vontade como meio de fomento do aumento na política nacional de doação de órgãos, fundamentada na materialização da autonomia da vontade quanto a disposição do próprio corpo, materializada também pelo art.14 do Código Civil.

INTRODUÇÃO

A atividade de transplantes de órgãos no Brasil, realizada desde 1960 tem se mostrado bem consolidada. Dada a vital importância dos transplantes para pessoas fragilizadas por diversas doenças, ou estados congênitos, a gestão dos meios de fomento, a conscientização  e desmistificação da população quanto à doação de órgãos se constituem como elemento crucial para que o sistema funcione eficientemente. Como afere Silva: “Questões como o relacionamento do indivíduo com os familiares, informações insuficientes para tomada de decisão da família e o desconhecimento da opinião do falecido a respeito da doação de órgãos, negação da morte, contexto sócio cultural, são aspectos geralmente apresentados pelos familiares e tem influência na atitude decisiva durante a entrevista (SILVA, 2010,p.76), para autorização da doação de órgãos.
Nesse sentido, a importância da manifestação do indivíduo quanto ao consentimento para a doação de órgãos fica evidente. E assim as Diretivas Antecipadas de Vontade se evedencia como um eficiente meio de determinação da vontade prospectiva do indivíduo que opta por doar ou não seus órgãos. E essa determinação deve predominar sobre o consentimento dos familiares.
Toda a fundamentação da doação de órgãos puramente gratuita concentra-se na solidariedade e no altruísmo, como um dever de todo ser humano. E, do panorama apresentado, extrai-se que há muito mais pessoas na fila aguardando por um transplante do que doadores altruístas e solidários. O que leva a crer que novas regras serão necessárias para o parque humano (SLOTERDIJIK,2000), pois o Humanismo clássico não esta sendo suficiente para fornecer respostas vivas para certas demandas vivas. (RODRIGUES, FERREIRA, 2013, p.96)

DISCUSSÃO

As Diretivas Antecipadas de Vontade, possuem como cerne o resguardo aos diretos atinentes à autonomia privada nas escolhas do individuo em âmbito de cuidados à saúde. O documento de diretivas é definido pelo Professor Diogo Luna como: As diretivas antecipadas possuem como cerne uma autonomia prospectiva, uma vez que, o conteúdo do documento conterá a vontade do indivíduo em termos de aceitação e negativa de procedimentos médicos, quando este indivíduo já não estiver em condição de se expressar. Desse modo, sua vontade está resguardada pelo documento, podendo ser nomeado um curador que se responsabilize por realizar a vontade do indivíduo, agora em estado de incapacidade. (MOUREIRA, palestra 18 de julho, 2011)
“Cabe ressaltar que o documento de diretivas promove um respaldo a todos os envolvidos nas suas diversas etapas, desde a formulação até a execução do processo, tendo diversas consequências para os agentes que o compõem. Assim sendo, elenca-se uma gama de aspectos que possuirá uma considerável redução do temor de situações inaceitáveis, por já terem disposto de forma autônoma e pessoal sua vontade, o que expressa “respeito à individualidade do agente e efetivo acesso a tomada de decisões que o afetará quando da perda de sua capacidade e/ou consciência.”(GOIATÁ, BRAIA, 2011, p.8)
A ausência de um documento que salvaguarde a autonomia da pessoa humana, em se tratando de cuidados à sua saúde, gera inumeráveis dissabores, constrangimentos e inseguranças, a todos os envolvidos (médico, paciente, familiares e a casa julgadora) nos processos de morte, ou de autonomia perante a morte.
    O advento da declaração de morte cerebral, viabilizando os transplantes, e das diretivas antecipadas vai demostrar que aquelas características gerais dos direitos de personalidade têm sido relativizadas quanto ao direito à vida e ao próprio corpo.(STANCIOLI, 2004 apud RODRIGUES, FERREIRA,2013) 
Chegamos então à questão da autonomia quanto a determinação da disposição do próprio corpo no post mortem e nesse sentido o art. 4º da Lei 10211/2001 gera um antagonismo quanto a autonomia privada e autodeterminação.
A retirada de tecidos, órgãos e partes do corpo de pessoas falecidas para transplantes ou outra finalidade terapêutica, dependerá da autorização do cônjuge ou parente, maior de idade, obedecida a linha sucessória, reta ou colateral, até o segundo grau inclusive, firmada em documento subscrito por duas testemunhas presentes à verificação da morte." (BRASIL, 2001: art. 4º).
Anteriormente a Lei 8489/92 previa em seu art. 4º o princípio da doação presumida, que definia que não constasse no documento de identificação (Identidade ou Carteira de Habilitação) do indivíduo a expressão “não-doador de órgãos e tecidos a doação era realizada sem a necessidade do consentimento da família.
O certo é que, embora tenha apresentado pontos negativos em sua essência, referida lei, incontestavelmente, teve o mérito de instigar o debate. Seria a doação de órgãos um ato de amor e desprendimento? Em caso positivo, por que a necessidade de uma lei que determinava que todas pessoas fossem doadoras em potencial, salvo manifestação de vontade em contrário, e nos demais casos previstos na lei?........Não há dúvidas de que o contexto, à época da promulgação da Lei, era de mudanças. E como mudanças dessa natureza sempre se processam, tendo o homem como protagonista, não foram poucos os problemas que surgiram em torno da situações criadas: problemas jurídicos, éticos e científicos.” (NAVES, SÁ, 2011, p.291-292)
 Nesse ínterim, a determinação da família como tomadora de decisões no âmbito das doações geram alguns óbices no fomento à doação. Essencialmente esses óbices estão atrelados a ideologias religiosas e falta de conhecimento quanto o processo de transplante.
A negativa familiar em consentir a doação é citada como principal entrave na efetivação de transplante de órgãos (ROZA, THOMÉ, NETO, SCHIRMER,2009,p.45).
Ocorre que, em âmbito familiar, as diretivas poderão incidir como lenitivo, uma vez que, não serão necessárias as tomadas de decisões, que possivelmente acarretariam conflitos e sofrimento, já que a vontade do requerente já estará expressa e gerando efeitos.
A defesa do direito do individuo em determinar o destino de seus órgãos, bem como de emitir diretivas é legítima, com resguardo, desde que em observância a preceitos éticos e legais de nosso país, possuindo como norteador a autonomia da pessoa humana e os direitos de personalidade.
E ainda nessa perspectiva, sobre a autonomia afere DWORKIN: Há um consenso geral de que os cidadãos adultos dotados de competência normal tem direito à autonomia, isto é, direito de tomar por si próprios, decisões importantes para a definição de suas vidas. (2009,p.315)
Nesse aspecto, para que a autonomia do indivíduo supracitada,  seja respeitada, as diretivas antecipadas de vontade possuem um papel central, preconizando as decisões relacionadas aos cuidados de saúde.
Desse modo, fazendo valer a autonomia do paciente que expressará sobre seu posicionamento concernente à qualidade de vida, de morte e da destinação de seu corpo post mortem.

CONCLUSÃO

Decorrente de uma análise sobre uma perspectiva critico-reflexiva podemos aferir que, o Brasil muito caminhou quanto as politicas de doação de órgãos. Não obstante, na sociedade ainda se vislumbra um grau deficiente no que tange ao conhecimento sobre a doação de órgãos e esta falta de informação ocasiona uma significativa escassez nas doações.
Conforme afirma o Ministério da Saúde, o Brasil hoje, possui o segundo maior progrrama de transplantes. Contudo, o país ainda apresenta um baixo indice de doação, o preconceito e a  falta de conhecimento são grandes empecilhos quanto ao consentimento das famílias para a doação.  Inúmeros fatores estão dispostos na complexa realidade dos transplantes de órgãos no Brasil.   Esta complexidade se deve, além das questões técnicas, a diversos outros fatores. Como, por exemplo, a falta de conhecimento da população sobre o assunto, o qual se torna um dos motivos pelos quais as famílias brasileiras recusam a doação de órgãos e tecidos e, também, a falta de conhecimento da vontade do parente que está com morte encefálica, afirma a presidente da Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO), Maria Cristina Castro. (NETO, SOUSA, 2013, p.2)
Nessa perspectiva, o documento das diretivas antecipadas de vontade possui em sua essência, o resguardo aos direitos concernentes à autonomia do paciente, objetivando uma maior amplidão e conhecimento da família e do corpo médico quanto as decisões do individuo no sentido da doação de órgãos.
Em face de uma sociedade pluralista, em que a autonomia privada e a autodeterminação são respeitadas, deve se falar na materialização da liberdade individual, que se dará em âmbito da doação de órgãos por meio das diretivas.
Enfimainda que sobre a vigência do art.4º da Lei 9434/97 que institui que para a materialização da doação de órgãos é necessária a outorga familiar, salientamos que as diretivas antecipadas ou qualquer documento que comprove o animus do individuo em dispor do seu corpo post mortem deve sobrepujar na designação quanto a doação de órgãos, sob pena de se desconsiderar a autonomia privada da pessoa.
O consentimento, ainda que com efeitos causa mortis, é direito personalíssimo e intransmissível. Apesar da Lei dizer o contrário, o sistema normativo permite constatar que a família deve ser consultada quando não houver documento que comprove a vontade do parente falecido, agora potencial doador.
Em razão dos vínculos afetivos, imagina-se que a família não expresse somente sua própria vontade, mas que consiga transmitir a vontade presumida do morto. Dessa forma, a doação de órgãos post mortem consusbstancia-se no respeito à autonomia, que pode ser exercitada inclusive por meio de suas diretivas antecipadas.

REFERÊNCIAS

- BRASIL. Lei no 10.211. Altera os dispositivos da Lei no 9.434, de 4 de fevereiro de 1997, que "dispõe sobre a remoção de órgãos, tecidos e partes do corpo humano para fins de transplante e tratamento". In: Diário Oficial da União, Brasília; 2001.
- BORGES, R. C., Direito de morrer dignamente: eutanásia, ortotanásia, consentimento informado, testamento vital, análise constitucional e penal e direito São Paulo: Revista dos Tribunais, 2001
- CLOTET, J.; KIPPER D. J. Princípios da beneficência e não- maleficência. In: FERREIRA, S. I et al. (coord.). Iniciação à bioética. Brasília: Conselho Federal de Medicina, 1998.
- COSTA, S. D. Morrer com dignidade: um direito fundamental. Série Anis 34, Brasília, Letras Livres, 1-8, maio, 2004, p. 10-16.
- CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA. Resolução n.1.995/2012. Brasília: CFM, 2006.  
- DWORKIN, R. DOMÍNIO DA VIDA Aborto, eutanásia e liberdades individuais. São Paulo: Editora WMF Martins Fontes, 2009
- LEPARGNEUR, H., Princípio da autonomia. In: URBAN, C. de. A. Bioética clinica. Rio de Janeiro: Revinter, 2003.
-MOUREIRA, D.L; ALMEIDA R.B.; SÁ, M.F.F. Direito privado: revisitações- coordenadores- Belo Horizonte: Araes Editores, 2013.
- NADEAU JW. Families making sense of death. Thousand Oaks (Califórnia): Sage Publications; 1998.     
- NAVES, B.T.O. O Direito pela Perspectiva da Autonomia Privada:relação jurídica, situações jurídicas e teoria do fato jurídico na segunda modernidade. -2º ed. Belo Horizonte: Arraes Editores, 2014.
- NETO, J.F.B; SOUSA, L.F.Doação de órgãos e tecidos uma percepção do nível de conscientização e importância do ato de doar da sociedade fortalezense. Recife- PE, 2013
- PESSINI, L. Eutanásia e América Latina: questões ético-legais. Aparecida: Santuário, 1990.
- ROMEO CASABONA, C. M. El derecho y la bioética ante los límites de la vida humana. Madrid: Centro de Estudios Ramón reces, 1995.
- ROZA B.A. Efeitos do processo de doação de órgãos e tecidos em familiares: intencionalidade de uma nova doação [tese]. São Paulo (SP): Universidade Federal de São Paulo; 2005.
- ROZA, B.A; THOMÉ, T; NETO, B.F.N; SHIRMER, J. Doacao de orgaos e tecidos no Brasil: podemos evoluir? Disponível em:  http://www.saocamilo-sp.br/pdf/mundo_saude/66/43a48.pdf.  Acesso em 26 ago. 2014.
- SÁ, M.F.F. ,Direito de morrer: eutanásia, suicídio assistido. 2a ed. Belo Horizonte: Del Rey, 2005
-SÁ, M.F.F.; MOUREIRA, D.L. Autonomia para morrer: eutanásia, suicídio assistido e diretivas antecipadas de vontade. Belo Horizonte: Del Rey, 2012.
- SÁ, M.F.F.; NAVES, B.T.O. Manual de Biodireito. Belo Horizonte: Del Rey, 2009
- SILVA, M. F,  Doação de órgãos: sim e não  2010. 87f. Dissertação (Mestrado em Serviço Social) – Faculdade de Ciências Humanas e Sociais, Universidade Estadual Paulista, 2010..


Leia mais: http://jus.com.br/artigos/33626/as-diretivas-antecipadas-de-vontade-na-politica-de-doacao-de-orgaos#ixzz3oZRG0i65

Nasa divulga imagem de 'buraco' no Sol que provocou tempestade solar


Imagem foi feita em 10 de outubro e divulgada nesta quarta-feira.
Vento solar originado de buraco coronal levou a tempestade solar.

Do G1, em São Paulo
Buraco coronal (região mais escura no alto da imagem) é vista no Sol em imagem do dia 10 de outubro, divulgada nesta quarta-feira (Foto: NASA/SDO)Buraco coronal (região mais escura no alto da imagem) é vista no Sol em imagem do dia 10 de outubro, divulgada nesta quarta-feira (Foto: NASA/SDO)
 
A Nasa divulgou, nesta quarta-feira (14), a imagem de um grande buraco coronal, região mais escura e de baixa densidade no Sol.
A imagem foi obtida neste sábado (10) por um instrumento  do Observatório de Dinâmica Solar da Nasa. Segundo a agência espacial americana, o fenômeno foi responsável por uma corrente de vento solar de grande velocidade, que levou a uma tempestade solar próxima da Terra e resultou em várias noites de aurora boreal.
Segundo a Nasa, os buracos coronais são regiões da camada mais externa do Sol, chamada corona, onde o campo magnético se estende para o espaço em vez de se conter na superfície do astro. As partículas que se deslocam ao longo desses campos magnéticos podem, então, deixar o Sol em vez de ficarem presas em sua superfície.
Enquanto as partículas que continuam presas na superfície brilham, as regiões em que as partículas escaparam para o espaço ficam bem mais escuras, com a aparência de um buraco.
A aurora boreal é resultado da energia liberada por campos magnéticos solares. Na Terra, essa energia interage com oxigênio e nitrogênio para produzir um show de luzes vermelhas, verdes e roxas.

terça-feira, 13 de outubro de 2015

Como Einstein provou a teoria da relatividade?

Por: Juliana Miranda


A teoria da relatividade foi publicada por Albert Einstein no ano de 1915. Para estabelecer essa teoria, o cientista tirou como base a ideia da gravidade e aspectos como a deformação da massa no espaço-tempo.

Segundo Einstein, um objeto leve que passe perto de um objeto pesado faz uma trajetória levemente curva. Isso significa que a massa pode relativizar o tempo, ou seja, pode fazer com que ele se torne mais longo ou mais curto.

Na Teoria da Relatividade, Einstein também avaliou as leis da Física com referenciais inerciais e acelerados, criando uma nova tese sobre a gravitação. Para provar sua teoria da relatividade, o cientista deixou de lado o conhecimento newtoniano de força e lançou um novo conceito de noção de espaço curvo.

Einstein acreditava que os corpos faziam uma curvatura no espaço, sendo que quanto maior a massa do corpo, maior seria a curvatura.A confirmação dessa teoria aconteceu em 19 de maio de 1919, durante um eclipse solar. Nesse dia, fotos de estrelas foram feitas durante o dia. Ao comparar a posição obtida da estrela (posição aparente) com a posição onde ela deveria estar, seria possível dimensionar desvios no raio de luz. A observação do eclipse foi realizada na cidade de Sobral, no Ceará, e na Ilha de Príncipe, na África Ocidental.

Deformação espaço-tempo

Com esse episódio, Einstein pronunciou a seguinte frase: "O problema concebido por meu cérebro foi resolvido pelo luminoso céu do Brasil".


Entenda melhor:



Mais recentemente, pesquisadores internacionais analisaram cerca de 70 mil galáxias localizadas a uma distância de até 3,5 bilhões de anos-luz da Terra. Pela quantidade de luz que uma galáxia recebia da outra através da força gravitacional, os cientistas avaliaram que a teoria de Einstein é verdadeiramente consistente.

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Top 10 piores casos de corrupção da história Brasileira

Por: Juliana Miranda


Em meio às investigações do escândalo da Petrobras, vamos listar aqui o Top 10 dos piores casos de corrupção da história brasileira. Confira:

1 - Petrolão (2014) – O esquema de pagamento de propinas e desvios da Petrobras, descoberto pela investigação Lava Jato, da Polícia Federal, é um dos piores da história e desviou R$ 70 bilhões dos cofres públicos.

2 - Mensalão (2005) – O Mensalão aconteceu durante o governo do então presidente Lula e envolveu diversos parlamentares e lideranças do PT (Partido dos Trabalhadores). O esquema roubou R$ 55 milhões.

3 - Operação Sanguessuga (2006) – Essa operação desvendou um esquema de corrupção que fazia compras superfaturadas de ambulâncias. O rombo foi de R$ 140 milhões.

4 - Sudam (2001) – Esse caso envolveu dirigentes da Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia, que desviavam dinheiro com falsos documentos fiscais e contratos de bens e serviços. O desvio foi de R$ 214 milhões.

5 - Operação Navalha (2007) – A Operação Navalha resultou na prisão de diversos empresários, políticos e agentes públicos na Bahia, todos envolvidos com desvios de recursos públicos federais. O prejuízo foi de R$ 610 milhões.

6 - Anões do Orçamento (1993) – A operação investigou 37 parlamentares por suposto envolvimento em esquemas de fraudes na Comissão de Orçamento do Congresso Nacional. Os devios foram de R$ 800 milhões.

7 - Banco Marka (1999) – O escândalo envolveu o alto escalão do Banco Central. Foram desviados R$ 1,8 bilhão.

8 - Vampiros da Saúde (2004) – Esquema realizado no setor de compras do Ministério da Saúde. A fraude durou mais de uma década e desviou R$ 2.4 bilhões.

9 - Banestado (2003) - Esse crime aconteceu no Paraná, entre 1996 e 2000, no Banestado. Foram desviados R$ 42 bilhões.

10 - Privataria Tucana (1997) – Esse caso deixou um prejuízo de R$ 2,4 bilhões para os cofres públicos. Trata-se do escândalo das privatizações do patrimônio público durante o governo FHC.

Esse foi o Top 10 dos piores casos de corrupção do Brasil, mas se você pensa que para por aí, está enganado. Cientistas políticos acreditam que, em breve, um novo escândalo chegará à mídia: um possível esquema no BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), que pode ter resultado em R$ 500 bilhões de prejuízo para o Brasil.

Top 10 maiores estátuas do mundo

Por: Juliana Miranda


O homem sempre gostou de grandes monumentos. Prova disso é que muitas nações têm estátuas gigantes e simbólicas em suas principais cidades, como o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, ou a Estátua da Liberdade, em Nova York.

No Brasil, a estátua mais alta é uma réplica da Estátua da Liberdade, que mede 57 metros de altura e está exposta na loja de departamentos Havan, em Barra Velha, Santa Catarina. Para matar a curiosidade dos leitores, o famoso Cristo Redentor, do Rio, tem apenas 30 metros de altura e está longe de ser uma das estátuas mais altas do mundo.

Confira agora o Top 10 das maiores estátuas da Terra:

1 - Dai Kannon of Kita – Essa estátua está localizada na cidade de Hokkaido, no Japão. Ela tem 88 metros de altura.
Dai Kannon of Kita


2 - Grande Buda da Tailândia – A estátua fica em Ang Thong, na Tailândia, e tem 92 metros de altura.
Grande Buda da Tailândia


3 - Pedro, o grande – Essa estátua fica em Moscou, na Rússia. Ela tem exatamente 96 metros de altura.
Pedro, o grande


4 - Sendai Daikannon – A estátua está localizada em Sendai, no Japão. Ela tem 100 metros de altura.
Sendai Daikannon


5 - The Motherland (A mãe pátria) – Estátua que fica em Kiev, na Ucrânia. Ela tem102 metros.
The Motherland (A mãe pátria)


6 - Imperadores Yan e Huang – Estátua localizada em Zhengzou, na China. O monumento tem 106 metros.
Imperadores Yan e Huang


7 - Guan Yin of the South Sea of Sanya – Estátua que fica na cidade de Sanya, na China. Ela tem 108 metros.
Guan Yin of the South Sea of Sanya


8 - Laykyun Setkyar – Estátua de Monywa, em Myanmar. Ela tem 116 metros de altura.
Laykyun Setkyar


9 - Ushiku Daibutsu – Fica na cidade de Ushiku, no Japão, e tem 120 metros de altura.
Ushiku Daibutsu


10 - Templo do Buda da Primavera – Está localizado em Henan, na China. Tem 153 metros de altura.
Templo do Buda da Primavera

Infográfico de Comparação de tamanhos de estátuas

O que são laxantes?

Por: Juliana, Site de Curiosidades


Os laxantes são medicamentos que têm como função o estímulo à evacuação das fezes, ou seja, eles ajudam a eliminar as fezes com mais facilidade em casos de constipação. Esse tipo de medicamento deve ser tomado com orientação médica, mas muitas pessoas utilizam os laxantes com foco no emagrecimento, o que pode trazer sérios problemas de saúde.

Existem vários tipos de laxantes à venda nas farmácias, e não é necessário ter uma receita médica para comprar o medicamento. Os principais laxantes são salinos, estimulantes ou lubrificantes. No organismo, o laxante age para evacuar o cólon. A medicação é recomendada para pessoas que precisam passar por exame retal ou do intestino.

Laxante para redução de peso


Pesquisas indicam que muitas pessoas utilizam o laxante para a perda de peso. Nos Estados Unidos, por exemplo, diversas marcas de laxante fazem propaganda enfatizando a promessa de perda de peso. Por esse motivo, os laxantes têm sido frequentemente associados a distúrbios alimentares, como a bulimia e a anorexia nervosa.


Tratamentos com laxantes


As indicações de tratamentos com laxantes só servem para pessoas que apresentam sintomas graves de constipação, ou seja, extrema dificuldade e dor para ir ao banheiro evacuar. Esses sintomas precisam ser investigados pelo médico, pois podem indicar doenças graves.

Os laxantes são medicamentos indicados principalmente por gastroenterologistas. O uso desse tipo de remédio é mais comum entre mulheres que sofrem com o problema de intestino preguiçoso.

O uso prolongado do laxante pode causar dependência, além de reduzir as funções do intestino grosso. Por isso, o medicamento só deve ser tomado com indicação médica e por tempo específico. Em casos de constipação leve, as pessoas devem optar por mudanças de hábitos, como passar a ingerir mais fibras, água e alimentos saudáveis.

É extremamente necessário consultar um médico antes de iniciar o uso de laxantes. Apesar das substâncias promoverem o funcionamento intestinal, elas podem causar doenças a longo prazo.


Tipos de Laxantes


O que diferencia os laxantes é o seu mecanismo de ação e ingrediente ativo. Os laxantes podem ser encontrados na forma de comprimidos, remédios líquidos e supositórios.

Os principais agentes dos medicamentos são:

Agente produtor de volume fecal – Inclui uma grande quantidade de fibras.

Surfactantes – Age de forma a fazer com que a água e a gordura do organismo se juntem nas fezes, tornando-as mais fáceis de serem evacuadas.

Lubrificantes – Tornam as fezes mais líquidas.

Hidratantes – Juntam mais água no intestino.

Existem ainda os agentes salinos e os hiperosmóticos. Use laxantes apenas em casos de prisão de ventre crônica. Em situações mais graves, o uso de laxante pode provocar paralisia intestinal, síndrome do intestino irritável e pancreatite.