quinta-feira, 22 de maio de 2014

Opção por anestesia epidural favorece febre durante trabalho de parto e pode pôr bebê em risco


por Melinda Wenner
©Tatiana Morozova/ Shutterstock

Uma das escolhasde uma grávida é como lidar com a dor do parto. Mais de 60% das mulheres americanas escolhem alívio sob a forma de anestesia epidural, uma combinação de anestésico local e narcótico administrado no espaço epidural que circunda a medula espinhal. Embora a maioria dos médicos acredite que as injeções são seguras, um novo estudo sugere que ela pode aumentar o risco de a mãe desenvolver febre durante o parto, podendo, em casos raros, representar riscos para o bebê.

Estudos já sugeriam que a anestesia peridural leva a mais cesarianas de emergência, mas uma revisão de 2011 relatou não haver esse risco, se consideradas outras formas de alívio da dor. O mesmo estudo, porém, relato que as epidurais tornam mais provável o uso de fórceps ou vácuo nos partos.

Agora, as mães têm de incluir novas descobertas em suas decisões. Em trabalho publicado em fevereiro na revista Pediatrics, pesquisadores da Harvard School of Public Health e Harvard Medical School acompanharam 3.209 mulheres com gestações de baixo risco que dariam à luz o primeiro filho. Das que receberam epidural, quase uma em cada cinco tiveram febre de cerca de 38ºC durante o parto em comparação com apenas 2,4% das que receberam outras drogas, ou nenhuma, para aliviar a dor. Quanto mais alta a febre da mãe, maior a probabilidade de o bebê ter baixos índices de Apgar – indicador de saúde geral de um recém- nascido – após o nascimento, e pouco tônus muscular, além de dificuldades respiratórias. Um percentual de 8,6% das mulheres que receberam epidural e que tiveram mais que cerca de 38,5ºC de febre, foram mais de seis vezes mais propensas a ter recém-nascidos com convulsões que as mães não febris, embora o risco global de convulsão fosse de apenas 1,3%. Ninguém sabe por que as epidurais parecem estar associadas à febre, mas a autora sênior Ellice Lieberman, bióloga e obstetra da Harvard School of Public Health, acredita que as drogas podem provocar resposta inflamatória.

A grande questão remanescente é se essas febres podem ter efeitos mais permanentes na saúde.

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